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Emprego formal até
maio atingiu apenas 21% da média histórica
08-07-2009
Segundo o Observatório do Emprego e do Trabalho,
de janeiro a maio de 2009 o Brasil criou 180 mil empregos,
o que representou apenas 21% da média histórica
(2004-2008), que é de 866 mil a cada ano (de
janeiro a maio). No mesmo período de 2009, São
Paulo gerou 112 mil postos de trabalho – 28% de
sua média histórica (396 mil vagas/ano
nos mesmos meses).
Ainda segundo o Observatório, no mês de
maio o saldo do emprego formal em São Paulo foi
de 44.521 vagas - quase a metade do que foi gerado no
mesmo mês de 2008 (75.734). Ainda assim, São
Paulo é o estado que mais gerou postos de trabalho
nos primeiros cinco meses deste ano (62% do total).
A geração de empregos em São Paulo
está diretamente ligada à agricultura,
ao setor de serviços e à construção
civil.
São Paulo concentra atualmente 29% de todos
os empregos formais do país e foi responsável
pela criação de 68% das vagas geradas
no mês de maio. Com exceção de Santos,
que teve redução de 53 postos de trabalho,
todas as demais Regiões Administrativas apresentaram
saldo positivo. A Região Metropolitana teve o
maior saldo: 13.049 vagas. Em seguida estão as
regiões de Campinas (+7.817), Ribeirão
Preto (+4.890), Franca (+3.860) e Marília (+2.898).
Houve perda de empregos em duas atividades: Água,
esgoto, atividades de gestão de resíduos
e descontaminação (-94 vagas) e Artes,
cultura, esporte e recreação (-55). A
compensação ficou por conta do crescimento
dos demais 19 setores analisados, como Agricultura,
pecuária, produção florestal; pesca
e aqüicultura (+16.768); Comércio; Reparação
de veículos automotores e motocicletas (+6.657)
e Saúde humana e serviços sociais (+3.687).
Os maiores crescimentos ocorreram para três ocupações:
Trabalhadores agrícolas nas culturas de gramíneas
(+7.873), Escriturários em geral, agentes, assistentes
e auxiliares administrativos (+ 3.329) e Operadores
do comércio em lojas e mercadorias (+2.867).
Essas três ocupações responderam
por aproximadamente 32% do saldo positivo de empregos.
Também houve crescimento nas ocupações
de Alimentadores de linhas de produção
(+2.602) e Trabalhadores de apoio à agricultura
(+2.591). As maiores reduções foram para
Preparadores e operadores de máquinas (-969),
Trabalhadores de soldagem de ligas metálicas
(-784) e Técnicos de vendas especializadas (-567).
Jovens e mulheres
"Nas vagas criadas em maio, observa-se participação
maior que a média histórica para três
grupos de trabalhadores: jovens de até 24 anos
(71,9% das novas vagas), mulheres (44,2%) e indivíduos
com escolaridade equivalente a Ensino Médio Completo
e Superior Completo e Incompleto (15,9% das novas vagas)”,
diz o professor Hélio Zylberstajn, da Fipe.
Salários menores
Em maio, o salário médio dos trabalhadores
admitidos no Estado (R$ 851) diminuiu 3,9% em comparação
com o mesmo mês de 2008. As maiores quedas foram
na Região de São José do Rio Preto
(-5,7%) e Região Metropolitana de São
Paulo (-4,4%).
Contratados ganham menos
Pressão salarial é a relação
entre os salários médios dos trabalhadores
admitidos e dos desligados. Quando o número é
superior a 1 (um), significa que o salário dos
contratados é maior que o de quem foi demitido;
o número inferior a 1 (um) indica que quem está
sendo admitido receberá salário menor
do que o trabalhador desligado pela empresa.
Em maio de 2009 a pressão salarial média
no Estado foi de 0,86. Os maiores níveis de pressão
foram nas Regiões Administrativas de Registro
(0,97), Presidente Prudente (0,95) e Barretos (0,94).
As menores pressões salariais ocorreram nas Regiões
Administrativas de Marília (0,81) e Campinas
e Ribeirão Preto - ambas com 0,82.
Em maio de 2008, a pressão salarial no Estado
era mais elevada (0,94) – o que indicava um dinamismo
do mercado de trabalho que não se sustentou doze
meses depois.
O Observatório disponibiliza, pela internet
(no site www.observatorio.sp.gov.br),
dados sobre a situação real do mercado
de trabalho. O programa é gerenciado pela Secretaria
Estadual do Emprego e Relações do Trabalho
(SERT) em parceria com a Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas da Universidade de São
Paulo (Fipe/USP).
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