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SP tem mais vagas para
jovens e para quem tem escolaridade alta
08-10-2009
A participação de mulheres e de trabalhadores
com Ensino Médio Completo, Ensino Superior Completo
e Ensino Superior Incompleto aumentou no mês de
agosto, sobre julho de 2009. Na contramão, a
contratação de quem cursou até
o 5º ano do Ensino Fundamental despencou. Jovens
com até 24 anos preencheram mais da metade das
77.983 vagas geradas no mês.
O mercado de trabalho paulista apresentou, em geral,
redução de contratação na
área agrícola e aumento de admissões
na construção, no comércio e, principalmente,
na indústria de transformação –
setor que apresentou fortes retrações
nos meses anteriores e, agora, começa a se recuperar.
Esse é o balanço do Boletim de agosto
do Observatório do Emprego e do Trabalho, indicador
da Secretaria Estadual do Emprego e Relações
do Trabalho (SERT) que reúne dados sobre o mercado
e os disponibiliza na internet, pelo site www.observatorio.sp.gov.br.
“Os novos empregos estão concentrados
nos jovens e nos trabalhadores com escolaridade mais
alta”, resume o secretário estadual do
Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme
Afif Domingos.
Jovens com até 24 anos preencheram 56,8% das
vagas em agosto, ante 59,4% em julho. Trabalhadores
com Ensino Médio Completo ocuparam 55,5% - proporção
maior que em julho (51,7%). A participação
das mulheres também cresceu: elas responderam
por 43,5% dos postos de trabalho, contra 41,7% em julho.
“Além da grande proporção
de novas vagas ocupadas por pessoas que concluíram
o Ensino Médio, houve uma destacada participação
de trabalhadores com Ensino Superior Completo e Incompleto,
que chegou a 23,6% - taxa bem maior que em julho, quando
ficou em 9,9%”, acrescenta o professor Hélio
Zylberstajn, da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas da Universidade de São
Paulo (Fipe/USP), que é parceira da SERT no Observatório.
Na contramão, a participação dos
trabalhadores que cursaram até o 5º ano
do Ensino Fundamental diminuiu: o saldo ficou negativo
em 540 vagas. Em julho, 23,3% das vagas (12.348) foram
ocupadas por pessoas com esse nível de escolaridade.
“Agosto marca o início da retomada na
indústria”, afirma Zylberstajn. Segundo
o economista, a recuperação industrial
começa a refletir positivamente no mercado de
trabalho.
O saldo de novos postos formais no Estado em agosto
(+77.983 vagas) foi superior a julho (53 mil) e junho
(27 mil), mas inferior a agosto de 2008 (+83.592 vagas).
Os maiores crescimentos foram nos setores Comércio
(+25.167), Construção (+10.492) e Indústria
de Transformação (+10.276). Vale ressaltar
que em julho (-516) e junho (-3.168) os saldos de vagas
na Indústria foram negativos.
As ocupações com melhor desempenho responderam
por 41% de todo o emprego gerado em agosto e estão
ligadas aos setores que mais cresceram: alimentador
de linha de produção; escriturários,
agentes, assistentes e auxiliares administrativos; operadores
do comércio em lojas e mercados; e ajudantes
de obras civis.
Na contramão, a Agricultura (que também
compreende Pecuária, Produção Florestal,
Pesca e Aqüicultura) gerou 2.762 vagas –
número dez vezes menor que o de julho, quando
o setor teve o melhor desempenho entre todos os analisados,
com 22,6 mil vagas. As ocupações com maiores
reduções foram: trabalhadores agrícolas
na cultura de gramíneas; trabalhadores agropecuários;
e trabalhadores de apoio à agricultura.
Com exceção de Franca (-226), todas as
Regiões Administrativas registraram aumento na
criação de vagas. As que mais geraram
foram: Região Metropolitana de São Paulo
(+39.092), Campinas (+12.521), Central (Araraquara/São
Carlos, com +4.720) e Sorocaba (+4.099).
Considerando os meses de junho, julho e agosto, o aumento
foi de 158.396 postos de trabalho. No mesmo período
de 2008, o crescimento foi de 250.383 – cerca
de 100 mil vagas a mais que em 2009.
O Gráfico 2 (página 6) do Boletim de
agosto do Observatório revela o comportamento
sazonal do mercado de trabalho paulista desde 2004,
com perdas em dezembro de todos os anos (a queda mais
acentuada ocorreu em dezembro de 2008 – reflexo
da crise econômica) e rápida recuperação
a partir de janeiro.
Este padrão foi rompido em 2009, quando a retomada
ocorreu a partir de fevereiro e em ritmo mais lento.
O trecho final do gráfico, que contempla o primeiro
semestre de 2009, mostra uma contínua recuperação
no ritmo de criação de vagas – que
ficou mais intensa em agosto.
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agosto
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