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Jovens lidam melhor com
fusões e aquisições
09-09-2009
Os jovens envolvidos em processos de fusões
e aquisições de empresas lidam melhor
com a situação porque têm menos
a perder. Como estão em fase de construção
da vida pessoal, da carreira, de patrimônio, de
prestígio, posição social e, principalmente,
do sucesso, tendem a estar mais abertos às oportunidades
que as mudanças trazem no seu bojo. A opinião
é de Marcos Aurélio Reitano, diretor gerente
do Banco Itaú, que em agosto esteve no Congresso
Nacional sobre Gestão de Pessoas debatendo o
tema “Como gerenciar o clima organizacional em
períodos de incerteza”.
“Na realidade, o grande vilão contra as
mudanças é o sucesso que trouxe as pessoas
até aquele determinado ponto. Pessoas maduras
consolidaram mais o sucesso, seja ele qual for, e portanto
tendem a resistir mais às mudanças”,
assinala.
Segundo Reitano, processos de fusão e aquisição
entre empresas anteriormente rivais, que disputavam
o mercado, são complexos e desafiantes, pois
é comum um acirramento dos conflitos quando duas
culturas buscam se impor uma à outra:
“A partir do momento em que se fundem, as culturas
continuam iguais e rivais, ou seja, não é
porque acontece uma fusão entre concorrentes
que a rivalidade deixa de existir. É como se
existisse uma inércia cultural, que continua
mantendo as mesmas características que as empresas
tinham antes de se fundirem. Nos estágios iniciais
da integração, o que notamos é
que a competição entre as pessoas tende
a se intensificar, porque cada uma das culturas quer
se sobrepor à outra, destruindo-a”, alerta,
acrescentando que em muitos processos de fusão
e aquisição a competição
que antes existia no mercado, agora se move para dentro
dos muros da nova empresa.
Segundo Reitano, os processos de fusão podem
ser considerados menos traumáticos do que os
de aquisição, pois nestes eventos existe
a pretensão de aproveitar o melhor de cada cultura
e construir uma cultura melhor do que qualquer das partes
originais:
“Mas o resultado final dificilmente será
uma participação igualitária das
duas culturas, o que pode levar a compreensão
de que houve uma cultura mais vencedora do que a outra.
Há, inclusive, quem não acredite em fusões,
e sim em processos de aquisição disfarçados
de fusão”, assinala.
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