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Pequenas empresas têm
mais dificuldade de recuperação dos efeitos
da crise, diz Serasa
11-12-2009
Apesar de o país viver uma conjuntura econômica
mais favorável neste final de 2009, comparado
ao mesmo período do ano passado, o Indicador
Serasa Experian de Falências e Recuperações
detectou que em novembro deste ano houve 48 pedidos
de recuperação judicial, o que equivale
a um aumento de 23,07% em relação às
39 solicitações feitas em novembro de
2008.
Dos pedidos, 28 foram registrados por micro e pequenas
empresas, 18 por empresas de porte médio e apenas
dois por grandes empresas. Isso leva à constatação,
de acordo com parecer técnico da pesquisa divulgada
hoje (11), que as empresas menores têm mais dificuldade
em acompanhar a recuperação econômica.
Por serem mais dependentes de recursos de terceiros,
as empresas de pequeno porte são as que mais
sofrem para se recuperar, em especial pelas dificuldades
de acesso ao crédito para pessoa jurídica,
que ainda não voltou aos níveis pré-crise
(antes de setembro de 2008). O setor representa 97,5%
das empresas em atividade no país, de acordo
com números do Ministério do Trabalho,
referentes a 2006.
A pesquisa da Serasa observou um crescimento também
no número de pedidos de falência. Foram
204 solicitações no mês passado,
com um aumento de 7,93% em relação aos
189 registros no mesmo mês do ano passado, e uma
pequena redução ante os 208 pedidos feitos
em outubro. Foram decretadas 83 falências em outubro
e 100 no mês passado.
No ano, os pedidos de falência somam 2.207, contra
2.070 entre janeiro e novembro de 2008, com uma elevação
de 6,62%. Os pedidos de recuperação judicial
foram em menor número (647 neste ano e 266 em
igual período do ano passado), mas o crescimento
é bem mais expressivo, chegando a 143,23%, e
do total, 352 (54,40%) referem-se às micro e
pequenas empresas.
A perspectiva dos especialistas da Serasa Experian
é de que os pedidos de falência e de recuperação
diminuam gradualmente, a partir de agora, acompanhando
o crescimento econômico já em andamento,
e que deve se fortalecer ainda mais no ano que vem.
Eles advertem, contudo, que os setores dependentes do
mercado externo ainda terão dificuldades, em
razão da valorização do real e
da menor demanda dos países compradores.
A recuperação judicial é um mecanismo
que substitui a concordata, desde a nova Lei de Falências,
implantada em 2005, com o objetivo de evitar que as
empresas viáveis, mas em dificuldades momentâneas,
caminhem para a falência, com perda de investimentos
e empregos. A lei permite que a empresa e seus credores
aprovem, em seis meses, um plano de recuperação
no prazo de dois anos, com venda de bens e alongamento
de dívidas.
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