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Comércio de SP
aumenta o nível de emprego pelo quarto mês
seguido
15-09-2009
Segundo a Fecomercio, o comércio varejista de
São Paulo registrou em julho sinais de recuperação
pelo quarto mês consecutivo no nível de
emprego. Foram criadas 36.936 vagas em julho, elevando
o total para 840.557 empregos formais, um crescimento
de 4,5% no comparativo com julho de 2008.
Os dados analisados pela entidade têm como base
o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério
do Trabalho (CAGED) e apontam que a variação
ante junho último foi de 0,6%.
De acordo com a Federação, o crescimento
das vendas em julho nos setores de Supermercados (15,9%,
segundo Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista
- PCCV, produzida pela Fecomercio) e de Farmácias
e Perfumarias (12,8%), contribuíram para o aumento
das contratações. Os dois segmentos foram
responsáveis por 2.110 novas vagas. Supermercados
com 1.993 e Farmácias e Perfumarias com 117 vagas.
O desempenho negativo das vendas nos setores Comércio
Automotivo (-26,8%) e Materiais de Construção
(-23,6) não chegou a afetar as contratações.
O Comércio Automotivo terminou julho com 166
novos empregos e o segmento de Materiais de Construção
com 502 vagas novas. “O resultado sinaliza um
efeito estatístico diante da forte base de comparação
com o ano anterior, quando o comércio mostrava
sinais claros de aquecimento em seu nível de
atividade”, explica Flávio Leite, estatístico
da Fecomercio.
Evolução
Para Leite, os dados do nível de emprego têm
registrado comportamento bastante positivo, desde abril
deste ano, indicando que as empresas varejistas continuam
otimistas quanto ao rumo de seus negócios para
2009 . Dentre os principais fatores que contribuíram
para esse quadro estão a retomada do crédito,
alongamento dos prazos de financiamentos, prolongamento
da desoneração fiscal em segmentos específicos
(Concessionárias de Veículos, Eletrodomésticos
e Materiais de Construção) e quedas das
taxas de juros.
“As empresas varejistas acreditam que as políticas
do governo de manutenção do emprego e
de estímulo ao consumo interno, continuam a dar
resultados positivos, cujas conseqüências
serão o aumento do volume de negócios
e do nível de empregos”, finaliza.
A rotatividade no varejo em julho alcançou 4,1%
como resultado das 4.903 novas contratações.
A taxa de admitidos em julho alcançou 4,4%, o
que representa 36.939 novas vagas, enquanto a taxa de
demitidos atingiu 3,8%, ou seja, 32.036 demissões
somente no mês.
Em julho as maiores taxas de admissão ocorreram
em Lojas de Vestuários, Tecidos e Calçados
(5,8%) e Lojas de Móveis e Decorações
(5%). Por outro lado, a taxa de demissão ainda
prevalece no setor de Farmácias e Perfumarias
com 4%, mesmo com o acréscimo de vagas em julho
e em Vestuário, Tecidos e Calçados (4,9%),
que acusa a maior taxa de rotatividade dentre todos
os setores analisados: 5,3%.
Os setores que finalizaram julho com taxas de rotatividade
estáveis foram: Farmácias e Perfumarias,
Supermercados - Alimentos e Bebidas e Móveis
e Decorações com 4,2% e Autopeças
e Acessórios com 3,4%.
Salários
Os salários médios nominais do comércio
varejista permaneceram praticamente estáveis
em julho, em R$ 1.268,00 ante os R$ 1.274,00 percebidos
em junho. Os maiores salários foram ofertados
nas atividades: Lojas de Departamentos (R$ 2.252,00),
Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos
(R$ 1.734,00) e Concessionárias de Veículos
(R$ 1.684,00). Por outro lado, os menores salários
foram verificados em Supermercados (R$ 1.070,00) e Materiais
de Construção (R$ 1.120,00).
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