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Inadimplência do
consumidor retorna ao patamar pré-crise
15-10-2009
A inadimplência do consumidor registrou em setembro
crescimento de 3,9%, em relação a igual
mês do ano anterior. Foi a menor variação
anual desde junho de 2008 (7,1%), cerca de três
meses antes do início da crise econômica
mundial. Segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência
do Consumidor, a recuperação econômica
mostra que a inadimplência está retornando
ao período antes da crise, quando o país
apresentava elevado crescimento econômico.
Na relação mensal, setembro contra agosto
de 2009, a inadimplência do consumidor caiu 1,7%,
registrando a segunda queda mensal consecutiva. Este
resultado aponta que, mês a mês, a recuperação
da economia vem se consolidando. De acordo com os analistas
da Serasa Experian, a queda dos juros, a recuperação
do emprego formal e da massa de rendimentos e a renegociação
de dívidas estão dando a oportunidade
para o consumidor reorganizar sua situação
financeira.
Já na comparação entre os períodos
acumulados de janeiro a setembro 2009/2008, o indicador
apontou crescimento de 8,9%, representando a segunda
menor alta em 2009. A atual trajetória de redução
da taxa de desemprego e a atividade econômica
em expansão deverão continuar determinando
quedas contínuas da inadimplência do consumidor,
segundo os analistas.
As dívidas com bancos lideraram o ranking de
representatividade da inadimplência do consumidor,
no período de janeiro a setembro de 2009, com
uma participação no indicador de 44,4%.
No mesmo período do ano anterior este percentual
foi de 43,2%. Em seguida estão as dívidas
com cartões de crédito e financeiras,
representando 36,3% de janeiro a setembro deste ano.
No acumulado de 2008, a participação da
mesma modalidade foi de 32,9%.
Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundos,
com 17,3% no acumulado até setembro de 2009.
No mesmo período de 2008, a participação
no indicador foi de 21,8%. Encerram o ranking os títulos
protestados, que nos nove primeiros meses do ano representaram
1,9%. De janeiro a setembro do ano passado, este percentual
foi de 2,2%.
De janeiro a setembro de 2009, em comparação
com igual período do ano anterior, as dívidas
com os bancos apresentaram queda de 2,5%, na média.
Os cartões de crédito e financeiras também
apontaram declínio de 10,5%. Já os títulos
protestados e os cheques sem fundos registraram crescimento
de 16,2% 42,3%, respectivamente.
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