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Estudo analisa mulher
da classe C e o mercado de trabalho
16-09-2009
Um estudo do instituto Data Popular revelou que as
jovens mulheres da classe C estudam mais que seus pais
estudaram e apresentam maior interesse pelo mercado
de trabalho que as mulheres da classe A. Da mesma forma,
o mercado de trabalho feminino hoje é composto
em sua maioria por mulheres da base da pirâmide
e por estar diretamente associado ao crescimento do
índice de escolaridade, se desenvolverá
sustentado pelo novo perfil de escolaridade das jovens
trabalhadoras da classe C.
Serão elas, avaliam os técnicos do instituto,
que dominarão o mercado de trabalho, as famílias
e, consequentemente, o consumo nos próximos anos.
Atualmente, 51,3%, ou seja, 96 milhões da população
brasileira é feminina e 80,6 milhões estão
na classe C, D e E e de um modo geral, elas já
detêm escolaridade superior à dos homens.
É cada vez mais difícil distinguir a
diferença de preparo entre as novas trabalhadoras
das classes C, B e A. Atualmente, as médias de
tempo de escola são 12,7 anos na classe A, 10,5
anos na B, 7,7 anos para C, mas isso tende a mudar.
Quanto maior a idade das mulheres, menor a diferença
entre a escolaridade nas diversas classes sociais. "No
Brasil 30% dos domicílios são chefiados
por mulheres - nas classes A-B, 25% da renda familiar
vem de mulheres, já na classe C, os rendimentos
femininos representam 40%. É como se a classe
AB estivesse voltando para casa e a classe C saindo
para trabalhar", constata Renato Meirelles, especialista
do Data Popular e responsável pela análise.
Considerando as jovens mulheres da classe C, 68,1%
já possuem escolaridade maior que a mãe.
As mulheres com algum tipo de atividade remunerada nas
classes AB representam 1,1 milhão. A tendência
que se vê na realidade brasileira é que
com a universalização do ensino médio
e o aumento de jovens no ensino superior, mais mulheres
da classe C estudem e se tornem chefes de família.
Hoje, 18 milhões de mulheres brasileiras, isto
é, 31%, têm menos de 20 anos, ou seja,
existe um grande potencial para que essas pessoas, nas
próximas décadas, se transformem em consumidoras
mais bem informadas e, portanto mais exigentes - o que
determinará os novos rumos do mercado em muitos
dos seus segmentos e também na comunicação
publicitária.
Entre as mulheres de 18 a 25 anos da classe C, em comparação
com a geração dos pais, já é
nítida a mudança que está ocorrendo:
58,9% fazem mais pesquisas de preço antes de
comprar, 59,6% são mais estressadas, 70,3% são
mais interessadas em política, 72% têm
menos tempo para se dedicar à família,
79,2% são mais vaidosas e 91,7% são mais
consumistas.
Resumo:
80 milhões de mulheres pertencem as classes
C,D e E
Escolaridade
Apenas 10% das mulheres de classes C estudaram mais
que seus pais, contra 68% das jovens de classe C
O que pensa a mulher entre 18 e 25 anos da classe C
em comparação com a geração
de seus pais:
70,3% são mais interessadas em política
79,2% são mais vaidosas
59,6% são mais estressadas
91,7% são mais consumistas
58,9% fazem mais pesquisa de preço
72% têm menos tempo para se dedicar a família
25% do total da renda da classe A vem da Mulher; na
classe C, são 41%
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