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Demanda por executivos
dá sinais de recuperação
19-08-2009
A procura por executivos deu sinais de retomada no
segundo trimestre. Estudo da DBM, consultoria especializada
em gestão do capital humano, informa que a demanda
por profissionais para atuação em chefia
intermediária, gerência e diretoria, passando
por posições para CEOs e conselho de administração
cresceu 65% no segundo trimestre em relação
aos três primeiros meses do ano. No acumulado
do primeiro semestre deste ano, porém, os números
apontam queda de 5% em relação ao mesmo
período de 2008.
"Trata-se de um número surpreendente considerando
que a queda nos níveis operacionais foi bem maior
e que o número de vagas abertas para executivos
nesta primeira metade do ano é quase igual a
verificado em 2008, um período superaquecido",
afirma Cláudio Garcia, presidente da DBM Brasil.
"É importante lembrar que a demanda por
executivos no primeiro semestre do ano passado estava
muito aquecida e, por isso, já se previa uma
desaceleração natural. Por conta da crise,
porém, mais empresas diminuíram o ritmo
de procura ou de abertura de vagas para executivos,
o que se refletiu nesta primeira metade de 2009. Já
observamos, contudo, uma recuperação neste
segundo trimestre, o que aponta uma retomada gradual
das contratações", completa.
De acordo com o levantamento produzido pela DBM, alguns
setores conseguiram mostrar fôlego além
do esperado inicialmente, a despeito da crise. Foi este
o caso do segmento de bens de consumo, que ampliou em
56% o número de vagas para executivos no acumulado
do primeiro semestre de 2009. Somente no segundo trimestre,
o setor demandou três vezes mais executivos do
que no acumulado dos três primeiros meses do ano.
Já na indústria de base, o segmento petroquímico
merece destaque. No primeiro semestre do ano, o setor
abriu 10% mais vagas do que na primeira metade de 2008.
No período de abril a junho, a demanda por executivos
foi 80% maior que a verificada no primeiro trimestre
do ano. Embora com menor velocidade, o mesmo valeu para
setores como comunicações, informática
e transportes.
Alguns segmentos, mesmo mostrando queda no acumulado
do primeiro semestre em comparação ao
resultado de igual período de 2008, se recuperaram
no segundo trimestre. É o caso de indústrias
como a de construção civil e do setor
de serviços. Na contramão, segmentos como
os de materiais de construção, o das empresas
têxteis e de siderurgia fecharam postos de trabalho
para executivos. "As instituições
financeiras também deixaram de demandar executivos
como em 2008, apesar de este movimento não ter
relação apenas com a crise financeira",
lembra Garcia.
Considerando a procura por executivos como um todo,
independentemente do setor de atuação
da empresa contratante, alguns perfis foram mais procurados
do que outros. Isso valeu, por exemplo, para profissionais
com histórico de atuação na área
administrativa e financeira e ainda para executivos
da área de informática.
"O movimento sugere que as empresas ainda estão
ampliando seus meios para controlar gastos, por conta
da crise e da necessidade de operar com mais produtividade",
analisa Garcia, que lembra que a ampliação
da demanda por executivos no curto prazo dependerá,
além do comportamento da economia, da velocidade
dos processos de consolidação que podem
ocorrer em algumas indústrias. "Algumas
empresas estão mais vulneráveis a se tornarem
alvo de consolidações, por conta da crise
recente, e uma das conseqüências destes processos
podem ser menos vagas para executivos", diz.
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