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Estudo mostra como as
empresas enfrentam o pós-crise
21-10-2009
Um estudo da Ernst & Young, divulgado globalmente,
mostra que 90% das empresas reavaliarem modelos de negócios
e buscarem maior flexibilidade em função
da crise e como forma de se preparar para a retomada.
Denominado Lessons from Change, o estudo compila as
impressões de mais de 500 empresas clientes de
todo o mundo, inclusive do Brasil.
Conforme o documento, muitas companhias estão
emergindo da crise de incerteza financeira e começando
a se planejar para o futuro - mas elas reconhecem que
estão lidando com um ambiente de negócios
muito diferente. Houve um consenso de que muitas lições
podem e devem ser aprendidas a partir da experiência
dos últimos 18 meses.
Esse novo ambiente global é bem mais duro do
que a bolha que o antecedeu. "À primeira
vista, as perspectivas para os negócios nesse
mundo pós-recessão são bem menos
convidativas. A demanda deve continuar deprimida no
horizonte visível, o desemprego pode continuar
em níveis mais altos, assim como a taxação,
para ajudar nos programas de estímulo dos governos
e a confiança dos consumidores deve levar algum
tempo para ser retomada", explica Carlos Miranda,
sócio de Mercados e Estratégia da Ernst
& Young para a América do Sul. "Também
não há dúvida que haverá
uma regulação mais profunda e mais extensa".
Um dos dados que a pesquisa evidencia é a mudança
de prioridades devido à transformação
do ambiente de negócios. "Em seis meses,
o foco passou da sobrevivência, da luta para obtenção
de caixa para pagar funcionários e fornecedores,
para uma reavaliação do modelo de negócios
e otimização da flexibilidade das operações",
explica.
Cerca de 90% dos clientes avaliados adotaram ou consideraram
a possibilidade de adotar uma estratégia de redirecionar
o foco para o core business. Isso ocorreu por duas razões:
primeiro, porque ativos dessa natureza passaram a ser
vendidos pelas corporações; em segundo
lugar, porque houve a percepção que diversificar
atividades representa alto custo e é uma estratégia
de alto risco.
Uma proporção igualmente significativa
reafirmou a estratégia em clientes-chave (84%)
e de revisão da rentabilidade (85%).
A pesquisa mostrou que as companhias também
continuavam buscando formas de reduzir custos a fim
de se adaptar de forma mais rápida e efetiva
a um mercado em transformação. Mais de
90% das companhias ou aceleraram seus programas de redução
de custos no negócio (74%) ou estavam estudando
o tema com atenção (18%).
O número de companhias que introduziram processos
de terceirização ou compartilharam centros
de serviço foi menor, de 55%, mas 31% estavam
avaliando introduzir alguma implementação
visando a melhora da eficiência no negócio.
Também predominou a busca de uma agenda visando
a redução de custos fixos.
Outro ponto destacado na pesquisa foi a necessidade
de melhores previsões ou análises (80%)
e a flexibilização do trabalho em lugar
da redução de quadros (71%).
A pesquisa também avaliou como a crise impactou
diferentes setores da economia. Enquanto os setores
bancário e automotivo enfrentaram grandes mudanças
em termos globais, outros - saúde, tecnologia
e petróleo - não sentiram a crise com
igual força.
Outro item que chama a atenção é
a busca por novos mercados. Um temor pós-recessão
era o recrudescimento do protecionismo e o fechamento
dos mercados, mas a tendência é oposta:
85% das empresas já tinham diversificado seus
mercados ou estavam avaliando a possibilidade.
"Aqui no Brasil foi perceptível como os
mercados emergentes se recuperaram mais rapidamente.
Nossos clientes viram que 15% das 100 maiores da Fortune
já são empresas sediadas nos BRICs, e
que as oportunidades são concretas", explica
Miranda. Site: www.ey.com.br.
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