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Estudo ensina como se
destacar em entrevistas de emprego
23-07-2009
A entrevista ainda é um dos pontos críticos
para muitos candidatos a uma posição no
mercado de trabalho. Como se portar perante o entrevistador,
quais assuntos abordar e quais evitar, como e quando
falar em remuneração. Estas são
dúvidas frequentes para quem busca uma nova colocação
ou é abordado por avaliadores em processo de
recrutamento executivo. Estudo conduzido pelo Korn/Ferry
Institute aponta quais atitudes e comportamentos são
avaliadas pelos entrevistadores e abre discussão
de como se portar durante uma entrevista.
De acordo com o trabalho, os primeiros quinze minutos
de conversa são de grande importância,
pois definem o rumo da comunicação entre
os envolvidos. O candidato deve manter-se conectado
ao entrevistador, opinar e contribuir com a discussão,
a entrevista não pode ser unilateral, o entrevistado
além de responder, também deve perguntar.
Manter-se calmo é essencial, porém sem
esquecer que está sendo avaliado. Cuidado ao
escolher as palavras, deve-se evitar o sarcasmo ou críticas
às empresas nas quais trabalhou anteriormente.
Diferentes cenários
Posições de liderança normalmente
demandam entrevistas com diferentes gestores e o entrevistado
deve estar preparado para os mais diferentes cenários
para uma entrevista. "Conferências, restaurantes,
aeroportos são lugares possíveis para
essa conversa. A recomendação é
que o candidato converse com o recrutador para definir
o lugar onde se sinta mais a vontade", afirma Sérgio
Averbach, presidente da Korn/Ferry International na
América do Sul.
A primeira abordagem normalmente acontece para que
o recrutador verifique os conhecimentos técnicos
e funcionais do candidato. O ideal é esclarecer
todas as dúvidas sobre a posição
antes de partir para a próxima etapa. "Nas
entrevistas com os gestores, o candidato deve estar
ciente que a avaliação será feita
por diversas pessoas ao mesmo tempo, por isso deve estar
atento à tudo o que ocorre a sua volta",
completa o especialista.
Esteja preparado
Os recrutadores precisam enxergar o candidato atuando
para sua organização baseando-se em qualidades
intangíveis e as características naturais
que eles mostram durante a avaliação.
O entrevistado deve estar preparado para uma série
de perguntas e reflexões que ajudem a traçar
o seu perfil profissional. As perguntas buscam também
buscar as evidências comportamentais e experiências
vividas pelos candidatos, pois são elas os indicadores
necessários para avançar ou não
com o candidato. Por isso, antes de qualquer entrevista,
vale exercitar as melhores respostas para algumas questões
fundamentais:
1 - Qual a crítica construtiva que mais o surpreendeu?
2 - Como você descreveria as culturas dos seus
últimos empregadores? Em qual você se ambientou
melhor?
3 - Conte alguma iniciativa concebida por você
ou na qual tenha sido responsável pela execução.
Quais os desafios que esperava, e os desafios que você
realmente encontrou? Como você os superou?
4 - Fale sobre seu relacionamento com pessoas de diferentes
opiniões ao mesmo tempo.
5 - Conte algumas histórias sobre suas ações
na empresa, de como você desempenha seu papel.
O candidato deve praticar as respostas com um amigo
ou alguém que seja bem próximo e conheça
sua trajetória profissional. Assim, será
possível receber o feedback necessário
e ajustar o discurso onde eventualmente ainda existam
falhas. O segredo está em demonstrar segurança
e conforto, e, ainda, exercitar a concisão -
o ideal é descrever a trajetória em três
minutos ou menos.
Também é importante investir um tempo
para pesquisar sobre a empresa. As ferramentas de busca
da internet são grandes aliadas e permitem reunir
grande quantidade de dados e referências para
entender a sua atuação no mercado, seus
objetivos e valores. Compreendendo esse cenário,
será possível ao candidato planejar antecipadamente
sua participação para a conquista das
metas traçadas e explorar isso com sucesso durante
a entrevista.
"A sinceridade também é um elemento
chave. Muitos tendem a esconder momentos não
tão brilhantes em sua trajetória",
assinala Averbach. "Ganha quem consegue transformar
essa linha de questionamento em uma oportunidade para
demonstrar quanto conhece sobre seus pontos fracos e
como está trabalhando para aprimorar seu desenvolvimento
pessoal. Atualmente, esse autoconhecimento é
avaliado como um ponto forte do candidato", explica.
Site: http://www.kornferryinstitute.com.
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