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Pequenas e médias
empresas esperam resultados melhores em 2010
23-09-2009
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial
mostra que 65% dos empresários vão rever
suas estimativas de faturamento, no último trimestre
de 2009. Desses, 77% vão fazê-lo para cima
e 23% para baixo. Na análise por setor, os Serviços
são os mais otimistas, com 79% de seus empresários
mudando o faturamento para melhor. A seguir estão
a Indústria (76%) e o Comércio (75%).
Na avaliação por porte, as médias
empresas lideram a revisão positiva do faturamento,
com 80% dos entrevistados. As pequenas empresas (77%)
e as grandes (67%) estão na sequência.
Os empresários do Nordeste (90%), em sua grande
maioria, apostam na revisão do faturamento para
elevação, nos últimos três
meses do ano. Na ordem estão o Norte (82%), Centro-Oeste
(76%) e Sudeste (76%) empatados e Sul (71%).
Considerando o resultado do 3º trimestre, apenas
13% dos empresários nacionais disseram que o
faturamento foi acima do esperado, 47% apontaram dentro
do esperado e 40% abaixo.
Para 2010, 73% dos empresários de todo o Brasil
esperam um faturamento melhor que o de 2009. 21% acham
que será igual e 6% apontam como menor. Os setores
também seguem a tendência positiva, praticamente
em mesmo patamar de expectativa, Indústria (74%),
Comércio (72%) e Serviços (72%). Por porte,
a média empresa (77%) é a mais confiante
para a evolução do faturamento no próximo
ano. As pequenas (72%) e grandes empresas (71%) também
dividem essa expectativa.
Novamente, o Nordeste desponta como a região
mais otimista, desta vez em relação ao
faturamento em 2010, com 79% de seus empresários.
O Norte aparece com 77%, o Sul 75%, o Sudeste 72% e
o Centro-Oeste 63%.
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial
foi realizada no período de 31 de agosto a 3
de setembro e ouviu 1011 empresas de todos os setores
e portes, em todo o Brasil.
Estoques
No que diz respeito aos estoques, eles se mantiveram
dentro das expectativas no 3º trimestre, para 67%
dos empresários. Ficou acima do planejado para
17% e abaixo para 12%. Outros 4% não trabalham
com estoque.
Funcionários
A expectativa para o quadro de funcionários,
no 4º trimestre, é ficar inalterado para
64% dos empresários, crescer para 28% e diminuir
para 8%. Ainda que todos os setores pretendam manter
o quadro atual, as reações em ampliá-lo
estão em 30% dos empresários do comércio,
29% dos Serviços e 24% da indústria. Os
empresários das pequenas (30%) e médias
(29%) empresas vão nessa direção
nos últimos três meses do ano. Na indústria,
somente 19% pretendem contratar. Na análise regional,
também permanece a maioria dos negócios
mantendo seu quadro atual de funcionários neste
final de ano. As disposições de contratar
vem do Nordeste (36%), Norte (35%), Sul e Sudeste (28%
cada). No Centro-Oeste, apenas 19% avaliam essa perspectiva.
Investimentos
Crescem as expectativas de aumento dos investimentos.
Era por parte de 22% dos empresários no 3º
trimestre, passam para 27% no 4º período
de 2009. Essa expectativa maior decorre da migração
das outras três opções: os que manterão
os investimentos conforme planejado, são 54%,
os que promoverão queda 4% e os que vão
adiá-los são 15%. No 3º trimestre
eram: 55% na manutenção, 6% nos cortes
e 17% na postergação.
Nos setores, ainda que a grande parte dos empresários
avalie a permanência dos investimentos, cresce
a parcela que quer ampliá-los: instituições
financeiras (29% de seus empresários), os serviços
e o comércio (28% cada) e a indústria
(25%).
Por porte de empresas, também a maior parte
se concentra nos investimentos planejados. Mas, há
uma uniformidade entre aqueles que vão expandi-los
no 4º trimestre: grandes empresas (28% de seus
empresários), médias (27%) e pequenas
(27%).
O Norte é a região que mais tem empresários
dispostos a aumentar os investimentos no 4º trimestre
deste ano, são 43%. O Nordeste tem 39%, o Centro-Oeste
30%, o Sudeste 27% e o Sul 22%.
Crédito
Para a indústria, o comércio e os serviços,
as condições de crédito (limites,
prazos de financiamento e encargos) vão ficar
inalteradas no último trimestre, para 54% dos
entrevistados. 38% acham que vão melhorar e 8%
que vão piorar (eram 12% no 3º trimestre).
Para 68% dos empresários de instituições
financeiras, a oferta de crédito para empresas
crescerá no 4º trimestre. Eram 60% no período
anterior. Para outros 29% se manterá nos últimos
três meses. No caso do consumidor, 74% apontam
a elevação do crédito, mesmo patamar
verificado no 3º trimestre.
Análise
Segvundo a Serasa, a recuperação econômica
está mudando a expectativa empresarial. Gradualmente,
os empresários ampliam sua confiança,
baseada na reação do mercado doméstico.
A redução dos juros, a queda da inadimplência
e a volta do crédito são os principais
fundamentos para o crescimento da atividade econômica.
Em consonância com o cenário econômico,
os empresários estão revendo para cima,
sua expectativa sobre o faturamento. Esta tendência
permanece para 2010.
Os investimentos têm uma recuperação
em ritmo mais lento, por conta das incertezas ainda
presentes em relação aos desdobramentos
da crise global. A interrupção nos planos
de investimentos, a partir do 4º trimestre de 2008,
com a chegada desse fenômeno, deixaram as empresas
mais endividadas e inadimplentes.
Sobre o quadro de funcionários, a maior expectativa
ainda é aproveitar a estrutura presente. Cresce
a parcela que pretende contratar pessoal, com o objetivo
de adequar-se aos requisitos da evolução
da atividade econômica.
No crédito, as empresas começam a sentir
as melhores condições, sobretudo por conta
dos juros mais baixos. A aguardada maior oferta de recursos
deve reverter a opinião daqueles que ainda não
percebem as melhores condições de crédito.
De forma geral, o Nordeste é a região
mais otimista com a conjuntura atual. A opção
pelo turismo interno e a volta da produção
em muitas empresas, que migraram para o local, formam
a razão para isso.
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