Estudo traz perfis gerenciais em diferentes países

25-09-2009

Como é o estilo gerencial norte-americano? E o europeu? Dentro das diferenças culturais, há alguns pontos comuns entre países localizados em continentes distintos. Esta é a constatação de um estudo realizado pela Thomas Brasil, empresa do mercado de análise pessoal e recursos humanos e especialista em gestão de pessoas, nos Estados Unidos, Reino Unido, Malásia, Índia, Dinamarca, Alemanha, e Brasil.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a cultura gerencial é focada no resultado, nos lucros, na competitividade, na capacidade de assumir mudanças e mesmo de provocá-las (alta Dominância), isso como linha primária de competências comportamentais. Em segundo plano, a investigação, o foco nos fatos e o senso de realidade (baixa Influência), aparecem como requisitos desejados.

Já no Reino Unido muito embora o foco em resultados (alta Dominância) continue em primeiro plano, Comunicação e persuasão (alta Influência) aparecem em segundo plano, o que aponta para uma sociedade talvez um pouco mais preocupada com os fatores humanos.

No Brasil, onde foram levados em consideração cerca de 300 descrições de perfis de cargo para áreas gerenciais diversas, foi detectado que o perfil se assemelha aos perfis inglês e norte-americano, sendo mais próximo, entretanto, do modelo inglês, onde o uso relativamente moderado e pontual de persuasão e comunicação é parte integrante da cultura.

A Alemanha por sua vez, justifica a fama de altamente focada em qualidade, uma vez que sua cultura gerencial aponta para a alta Conformidade como segundo grupo de características desejadas nos seus perfis gerenciais.

O Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha têm um ponto em comum: todos primam pela flexibilidade dos gerentes (baixa Estabilidade), pela sua capacidade em se adaptar e em manter altos ritmos de trabalho. Isso talvez ajude a explicar a facilidade com que os executivos de um país transitam pelos outros.

Na Dinamarca, surpreendentemente, o perfil encontrado na amostragem mostra uma cultura voltada à diplomacia, muito cuidado nos processos decisórios bem como no trato com as pessoas, na comunicação, na disposição em ouvir e na previsibilidade de comportamentos. "Encontramos a mesma circunstância na Malásia e na Índia", disseram os responsáveis pelo estudo.

Os indianos parecem ter uma forte propensão à delegação e à capacidade de correr riscos e agir de forma independente (baixa Conformidade), diferentemente da Malásia e da Dinamarca, onde a preocupação com a qualidade e a ortodoxia nos procedimentos (alto C) aparentemente são preponderantes.

Dominância, Influência, Estabilidade (Steadness) e Conformidade são os grupos de características comportamentais que compõe o DISC, criado pelo professor William Mouton Marston, em 1928, e utilizados pela Thomas, empresa que se utiliza do conceito para desenvolver sistemas de análise de perfil pessoal.

A seguir, um resumo dos quatro estilos básicos isoladamente e como se deve lidar com eles na rotina corporativa:

Dominância: Um indivíduo alto D tentará comandar o encontro, ditando o ritmo. Pessoas de alta dominância tendem a tomar decisões rápidas por si mesmos, o que facilita o relacionamento. É um negociador duro. Você deve estar preparado para negociar e fazer concessões. Ele visa maximizar o resultado de sua decisão. Sentimentos de falha do seu lado podem ser uma barreira para o bom relacionamento. Dê-lhe algo sempre. Lembre-se se, ele visa poder, resultados, lucros e é pragmático.

Influência: O indivíduo alto I irá tentar liderar a conversação e ser o centro das atenções. Pessoas Alto I estabelecerão uma relação interpessoal com você utilizando seu charme, contato visual e contato físico. Prefere persuadir ou conversar ao invés de confrontar agressivamente ou fazer exigências. Sempre lidará melhor com conceitos e superficialidades do que com fatos e dados concretos.

Estabilidade: A pessoa de alta Estabilidade irá tentar analisar seus procedimentos e provavelmente irá precisar de tempo para aceitar suas idéias. Pessoas Alto S tendem a valorizar relacionamentos organizados e estruturados, pois procuram consistência. Esperam uma abordagem estruturada. Forçar uma decisão pode lhes ocasionar insegurança. Um indivíduo assim se sentirá mais seguro quando perceber que seu interlocutor possui habilidades e competências e sabe do que está falando. Somente falar, convencer e persuadir não serão suficientes para um bom atendimento. É preciso mostrar e dar tempo a ele.

Conformidade Um interlocutor alto C questionará detalhes e irá querer ver algo por escrito. Pessoas Alto C tendem a ser rígidas em seus processos decisórios e extremamente detalhistas e lógicas. Esta abordagem pode gerar irritação em pessoas de comportamento diferente. Para interagir com esse indivíduo, você deve modificar seu comportamento para lidar com ele no mesmo nível de detalhes. Seguindo este procedimento você conquistará sua confiança e o atenderá bem. Site: www.thomasbrasil.com.br

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