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20% das micro e pequenas
indústrias paulistas pretendem contratar
27-07-2009
O Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria
do Estado de São Paulo) realizou uma pesquisa
a respeito do impacto da crise mundial sobre as micro
e pequenas indústrias e concluiu que 19,8% pretendem
contratar no 3º trimestre de 2009, em média
2,6 empregados, demonstrando otimismo dos empresários
em relação à evolução
dos negócios nos próximos meses.
Destas empresas, a maioria (61%) tem até 9 trabalhadores,
porte que também é o mais recorrente (50%)
entre as que afirmaram ter ampliado seus quadros no
2º trimestre de 2009 (29,3%), com uma média
de 2,1 trabalhadores admitidos no período.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 8
de julho de 2009, quando foram entrevistados os responsáveis
por 1.068 indústrias com até 50 trabalhadores
em São Paulo, escolhidos de forma aleatória.
Do total, 67,2% são empresas que empregam até
9 trabalhadores; 26,8% empregam de 10 a 29 trabalhadores
e 6% empregam de 30 a 50 trabalhadores. O levantamento
também abordou as demissões realizadas
e previstas, a capacidade produtiva ocupada e as principais
incertezas dos empresários para 2009.
Demissões
Das 1.068 micro e pequenas indústrias entrevistadas,
6% pretendem demitir no 3º trimestre de 2009, sendo
que destas a maior tendência (57,1%) se concentra
entre as que possuem de 10 a 29 trabalhadores, seguidas
pelas empresas com até 9 funcionários
(42,9%). O resultado ratifica a tendência de queda
nas demissões do setor, uma vez que 35,3% das
entrevistadas afirmaram ter realizado demissões
no 2º trimestre de 2009, sendo a maioria (51,2%)
empresas com até 9 trabalhadores, seguidas pelas
que possuem de 10 a 29 trabalhadores (34,2%).
Capacidade produtiva e dificuldades
A pesquisa mostrou que grande parte das micro e pequenas
indústrias entrevistadas conseguiram manter (54,3%)
ou até mesmo aumentar (8,6%) sua capacidade ocupada.
Das dificuldades a serem enfrentadas no 2º semestre
de 2009, as mais citadas foram a incerteza (35,3%) e
a queda nas vendas (27,6%), seguidas pela falta de crédito
(6%) e a carga tributária (3,5%). Em contrapartida,
14,7% estão otimistas e afirmaram não
prever dificuldades para os próximos meses.
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