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Perdas no varejo crescem
e chegam a 2% do faturamento
27-08-2009
A 9ª Avaliação de Perdas no Varejo
Brasileiro, realizada pelo Provar (Programa de Administração
de Varejo), da FIA (Fundação Instituto
de Administração), em parceria com a Felisoni
Consultores Associados, a ABRAS e a Nielsen, registra
perda média de 2,05% do faturamento das empresas
em 2008. A apuração demonstra uma alta
de 0,06 ponto percentual em relação a
2007.
O indicador baseia-se nas informações
de 77 companhias, de todas as regiões do país,
que participaram da pesquisa, representando 269 mil
colaboradores e mais de três mil lojas, com faturamento
conjunto de R$ 66,6 bilhões. A pesquisa analisou
dados sobre perdas, causas e investimentos em prevenção
de perdas.
Os principais fatores apontados pelos varejistas atuantes
nos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos,
drogarias, home center/material de construção,
supermercados e atacado para o aumento de perdas totais
são: a falta de investimento em prevenção
de perdas, a abertura de novas lojas e o aumento de
furtos. A maioria (66%) das empresas da amostra é
oriunda do segmento supermercadista.
“Os resultados confirmam que a preocupação
com prevenção de perdas ainda está
concentrada em alguns setores e nas empresas de grande
e médio porte. Apenas 69% dos respondentes informaram
ter uma área estruturada para coordenar a prevenção
de perdas no ponto de venda, porém esta é
uma preocupação importante para qualquer
varejista que deseja aumentar a lucratividade de seu
negócio.”, explica Claudio Felisoni de
Angelo, coordenador geral do Provar.
A pesquisa indica que, em média, as empresas
investem em Prevenção de Perdas 0,63%
do faturamento líquido. Entre os investimentos
em Prevenção de Perdas destacam-se o uso
de critérios mais rigorosos no recrutamento e
na seleção de pessoal, os treinamentos
para prevenção de perdas e a Comunicação
de Prevenção de Perdas (mural de avisos,
jornais/revistas/artigos).
Quanto às causas de perdas estão: a
quebra operacional, com 40,3%; os furtos externos, com
19,2%; furtos internos, com 18,9%; erros administrativos,
com 14%; fornecedores, com 5,8%, dentre outras razões,
somando 1,7%.
Dentro desse contexto, os segmentos de supermercados,
homecenter/material de construção e drogaria
se destacam com um alto percentual na quebra operacional,
registrando 46,44%, 29,92% e 28,65%, respectivamente.
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