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Estudo traz avaliação
de gestores sobre a geração Y
27-08-2009
Excelente formação acadêmica, fluência
em vários idiomas e grande acesso à informação
são características típicas dos
jovens nascidos entre 1984 e 1991, que fazem parte da
chamada Geração Y. No mundo corporativo,
eles são representados por universitários
ou por recém-formados.
Mas como essa geração é vista por
seus administradores? É aliada ou adversária?
Como é possível lidar com esses jovens,
dinâmicos, ambiciosos e sedentos de conhecimento
no ambiente corporativo? Essas são apenas algumas
das questões e revelações da pesquisa
“Uma visão dos líderes sobre a Geração
Y”, do Ateliê de Pesquisa Organizacional,
realizada entre novembro de 2008 e julho de 2009, com
mais de cem gestores de grandes companhias.
“O estudo mostra que as empresas têm um
grande desafio pela frente na hora de alinhar o trabalho
entre as gerações”, afirma Suzy
Cortoni, coordenadora da pesquisa e sócia-diretora
do Ateliê de Pesquisa Organizacional. “Percebemos
que o perfil das gerações (Y, X e Baby
Boomers) apesar de opostos são complementares,
pois ao juntarmos a maturidade e a experiência
dos gestores com a agilidade e a determinação
dos jovens temos equipes mais preparadas e engajadas
dentro das organizações”, afirma.
Um dos aspectos que mais chama a atenção
no estudo são as características percebidas
na Geração Y pelos gestores. Na avaliação,
eles acham que os jovens são ágeis, têm
senso de oportunidade, descontração, inteligência,
sabem se defender, ou seja, são importantes para
trazer vitalidade, ritmo e agilidade às empresas.
Por outro lado, são considerados impacientes,
inseguros, com vínculos voláteis, exibicionistas
e superficiais.
“Se a companhia não oferece estímulos
na velocidade que essa geração deseja,
eles não pensam duas vezes para procurar outra
vaga no mercado de trabalho, pois visam cada vez mais
suas próprias realizações profissionais”,
explica Luis Felipe Cortoni, consultor do Ateliê.
“Para uma política bem-sucedida de retenção
de talentos, uma das sugestões é fazer
com que os jovens se envolvam nos processos de toda
a corporação, caso contrário será
difícil mantê-los no quadro”, explica.
“Eles são profissionais do mercado e não
da empresa”.
E as conclusões do estudo comprovam essa tese,
pois 85% dos gestores afirmam que seus profissionais
da Geração Y esperam crescer rapidamente
na companhia, 66% querem obter satisfação
profissional e 51% desejam enfrentar desafios. Outro
dado que chama a atenção é que
para 79% dos entrevistados esses jovens aspiram ganhar
muito dinheiro e 64% acham essa geração
menos preocupada e mais descompromissada.
“O grande diferencial é que as gerações
anteriores (Baby Boomers e X) realizaram transformações
políticas, sociais e culturais, enquanto a Y
participa e faz a revolução tecnológica”,
completa Luís Felipe. E isso realmente não
é problema para a Geração Y, que
age como se o computador fosse uma extensão do
seu cérebro. Para 89% dos gestores, os integrantes
de suas equipes nessa faixa etária têm
muita habilidade com novas tecnologias e 63% consideram
os jovens bem-informados.
Mas e se esses jovens fossem animais? Qual é
a percepção dos líderes a respeito
desses profissionais? O Ateliê mostrou aos entrevistados
imagens de 25 animais diferentes para ilustrar as características
mais marcantes. Os cinco animais destacados pelos entrevistados
foram o cachorro (55%), leão (39%), gato (29%),
macaco (25%) e coelho. Tais escolhas confirmam os perfis
característicos da Geração Y: ágil,
atenta, oportuna, alegre, inteligente, leve e com bom
relacionamento com os companheiros. Site: www.ateliedepesquisa.com.br
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