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Algumas dicas de como
salvar seu orçamento doméstico
28-07-2009
Planejar como gastar o dinheiro e onde empregá-lo
nunca foi uma tarefa fácil para boa parte da
população. Porém, o professor Carlos
Eduardo Stempeniewski, do curso de Administração
das Faculdades Integradas Rio Branco, garante que simples
procedimentos podem ajudar muito para que o brasileiro
não aumente o seu endividamento e, claro, consiga
deitar a cabeça no travesseiro e ter uma noite
de sono mais tranquila.
O professor dá algumas dicas preciosas: "O
primeiro passo é analisar sua real necessidade
de adquirir produtos em liquidações e
procurar passar longe delas", diz o professor,
enfatizando que normalmente preços baixos são
um forte estímulo para a compra de bens que,
muitas vezes, não são tão necessários.
Outra sugestão é quanto à troca
de automóvel. "Fique mais um tempo com o
carro usado. A redução do IPI baixou o
valor dos carros usados em cerca de 20% em relação
ao que ele valia no final do ano passado. A troca por
um outro novo obrigará a pessoa a assumir esse
prejuízo, consumindo sua poupança e obrigando-o
a fazer um financiamento maior".
Fechar a torneira com frequência, não
abusar do celular e lembrar-se sempre de apagar a luz
quando se deixa um ambiente, são toques imprescindíveis
para quem quer economizar. "Esses pequenos itens
costumam acabar pesando no bolso do consumidor",
lembra.
Comer menos fora de casa é outra medida indicada
para quem quer se manter fora do risco de endividamento.
"O preço da alimentação tem
subido acima da inflação real, portanto
fica caro manter o hábito de comer sempre fora
de casa. Reduza o número de saídas e melhore
a qualidade dos lugares que você frequenta",
diz.
Gastos com presentes, festas, shows ou viagens curtas,
também devem ser evitados. "Troque tudo
isso por um bom DVD caseiro. Quando fechar o orçamento
sentirá a diferença, pois não é
o valor individual desses itens que acaba pesando. O
gastos com esses itens deve incluir o valor agregado
que cada um deles pode gerar como transportes, petiscos
ou gorjetas".
O cuidado no uso do cartão de crédito
é outra medida necessária para o bom poupador.
Para incentivar, o professor lança um desafio:
"Se você conseguir administrar o seu cartão
de crédito e pagar o total da fatura no vencimento,
ótimo, mas do contrário, saia do cartão
de crédito imediatamente".
O melhor, segundo o professor é usar mais o
cartão de débito e sempre que puder fugir
do cheque especial e também do uso de cartão
de créditos de lojas ou de supermercados. "Use
mais o seu cartão de débito. Com isto,
você estará escapando de juros de mais
de 10% ao mês contra uma inflação
que vai corrigir o seu salário futuro em não
mais do que 4,5% ao ano", finaliza.
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