Estudo traz os anseios de consumo das diversas classes sociais do país

28-08-2009

Pesquisa realizada pelo Instituto Análise, especializado em estudos sobre consumo e opinião pública, revela que os consumidores brasileiros querem o que é bom. “A classe C quer o que as classes A e B já têm e as classes D e E querem o que a classe C já possui”, disse hoje (28) o cientista político Alberto Carlos de Almeida, do Instituto Análise. O estudo mostra que, em contrapartida, as classes A e B desejam trocar o que têm por algo sempre melhor.

A pesquisa será divulgada na próxima terça-feira (1º), no Rio de Janeiro, durante o 4º Seminário Internacional de Comportamento e Consumo, promovido pelo Senai Cetiqt. “A classe C é uma média exata do Brasil. A renda média do país é a renda da classe C”, afirmou o cientista político.

A sondagem revela que embora as classes A e B desejem comprar menos produtos, esses são de maior valor que os almejados pela classe C. As classes mais altas têm na TV LCD seu maior sonho de consumo, seguido pela reforma ou compra da casa. Na classe C, a meta principal é a compra de um carro. Em seguida, aparecem o computador, a televisão e o apartamento.

Já nas classes D e E, definidas como as mais humildes, a aquisição de aparelhos eletrônicos, como máquinas de lavar, por exemplo, é a maior prioridade. “Ninguém quer parar de comprar, de consumir. Você quer ter alguma coisa que não tem ou quer trocar alguma coisa”. A diferença, explicou Alberto Carlos de Almeida, é que as classes A e B querem trocar o automóvel e a classe C quer comprar.

Foram feitas mil entrevistas domiciliares em 70 cidades, no interior e nas regiões metropolitanas brasileiras. A amostra nacional representa toda a população adulta do país de todas as classes sociais, com 16 anos ou mais. De uma lista de 16 itens de consumo, oito são possuídos por todos os brasileiros pesquisados.

Os bens considerados indispensáveis são fogão, geladeira e móveis, enquanto ainda permanecem como supérfluos os aparelhos de MP3, moto e TV de LCD. A sondagem revela que, independente da classe sóciodemográfica, grande parte dos brasileiros almeja trocar móveis e geladeira nos próximos 12 meses.

De acordo com a amostra da pesquisa, observa-se que a população brasileira adulta é formada em sua maioria por mulheres (52%) e está distribuída na região Sudeste (44%), no Nordeste (26%), no Sul (15%) no Norte/Centro-Oeste (14%). A faixa etária média dos brasileiros adultos, com 16 anos ou mais, é de 38,75 anos, com predomínio de pessoas com estudo até o primário completo (25%), analfabeto ou sem instrução (22%) e até o primeiro grau completo (18%).

A pesquisa revela ainda que a faixa de renda domiciliar média do brasileiro adulto é de R$ 1.240,48, enquanto a faixa de renda pessoal apresenta média de R$ 815,14. A religião católica predomina entre os brasileiros adultos, com 67% de participação. Por cor ou raça, os brancos (40%) e pardos (39%) predominam na população adulta. Já os casados e/ou com companheiro (a) lideram, com participação de 57%.

Durante o seminário, serão divulgados outros dados referentes ao perfil completo das classes de consumidores, incluindo o efeito da cultura de cada classe no consumo. (Agência Brasil)

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