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Vendas dos supermercados
cresceram 4% em agosto
29-09-2009
As vendas do setor supermercadista em agosto de 2009
cresceram 4,12%, em relação ao mesmo mês
de 2008, de acordo com o Índice Nacional de Vendas,
divulgado mensalmente pela Associação
Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação
a julho de 2009, houve leve alta de 0,80%. No acumulado
dos primeiros oito meses de 2009, em comparação
com o mesmo período do ano anterior, o resultado
chega a 5,30%. Esses índices já foram
deflacionados pelo IPCA do IBGE.
Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras
apresentou crescimento de 8,66%, em relação
ao mesmo mês do ano anterior, e alta de 0,95%
sobre o mês anterior. No acumulado dos oito primeiros
meses, a alta é de 10,78%.
"Nosso faturamento, no acumulado do ano, ainda
permanece acima de 5%. Trata-se de um ótimo resultado,
que traz boas perspectivas para o final do ano, mesmo
que a base de comparação seja alta, já
que o segundo semestre de 2008 apresentou bom crescimento
de vendas. A expectativa do setor supermercadista é
manter esse bom ritmo de vendas", avalia o presidente
da Abras, Sussumu Honda.
Em agosto, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de
largo consumo, analisada pela GfK, apresentou queda
de -2,90%, em relação ao mês anterior.
Já na comparação com agosto de
2008, o AbrasMercado apresentou alta de 2,25%, passando
de R$ 254,51 para R$ 260,24.
Os produtos com as maiores altas foram: tomate, com
19,04%; cebola, com 10,51%; e biscoito maisena, com
4,05%. Já os produtos com as maiores quedas foram:
leite longa vida, com -11,01%; carne dianteiro, com
-10,49%; e batata, com -10,72%.
"Em agosto, o AbrasMercado apresentou forte queda
em relação a julho, após quatro
meses seguidos de alta. Certamente, essa queda de -2,90%
colabora para a estabilidade no preço dos produtos
alimentícios. Dois produtos contribuíram
fortemente para esse resultado. O leite longa vida,
que tem grande representatividade na cesta básica
do brasileiro (acima de 10%), depois de apresentar alta
de 22,5% em 2009, caiu 11,01% em agosto. Carne dianteiro,
que responde por cerca de 12,5% da cesta básica
do brasileiro, também apresentou forte retração
de preços, de -10,49%, retornando aos patamares
cobrados em agosto de 2008", explica Sussumu Honda.
De acordo com o Índice Nacional de Volume, pesquisado
pela Nielsen para a Abras, o autosserviço brasileiro
apresentou alta de 2,2% nas vendas em volume, no acumulado
dos oito primeiros meses de 2009, em comparação
ao mesmo período de 2008 (quando o crescimento
foi de 0,2%).
Das cestas pesquisadas, a que apresentou maior alta
nas vendas foi a de bebidas alcoólicas, com 6%.
As cestas de bebidas não alcoólicas, com
5%; perecíveis, com 4,9%; limpeza caseira, com
2,9%; mercearia doce, com 0,9%; e higiene e beleza,
com 0,9%, também registraram alta. As cestas
mercearia salgada, -0,1%, e outros ,-3,6%, tiveram queda
nas vendas em volume.
O formato padrão de supermercados, que tem entre
20 e 49 check-outs, manteve crescimento, com 10,5% de
aumento de vendas em volume. O autosserviço com
até 4 check-outs, -0,7%, e aqueles que têm
acima de 50 check-outs, -5,6%, continuam registrando
quedas.
Nas regiões do país, todas as áreas
pesquisadas, com exceção de interior e
litoral de São Paulo, com queda de -1,5%, e Centro-Oeste
(Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal),
com -0,8%, registraram aumento no volume vendido. O
maior crescimento aconteceu na Grande Rio de Janeiro,
com 6,2%.
Os produtos que apresentaram as maiores altas de vendas
foram bebida energética, 71%, molho de tomate
refogado, 11,9%, e leite em pó, com 11,8%. As
maiores quedas aconteceram nos seguintes produtos: uísque,
-9,4%, inseticida, -8,8%, e farinha de trigo e alimentos
para cães -7,7%.
Em 2008, as Redes e Associações de Negócios
apresentaram crescimento nominal de 12,1%, sobre 2007,
com faturamento bruto de R$ 19,84 bilhões - o
que representa cerca de 12,5% de todo o setor no Brasil.
O faturamento real, já deflacionado pelo IPCA
do IBGE, aumentou 5,97%. Os dados são da 9ª
Pesquisa sobre Redes e Associações de
Negócios Abras, realizada pela Associação
Brasileira de Supermercados (Abras), em parceria com
a LatinPanel, que traça o perfil do segmento
e indica tendências para o futuro dos pequenos
supermercados.
A pesquisa também registrou crescimento de 2,9%
no número de lojas das redes, passando de 3,4
mil estabelecimentos, em 2007, para 3,5 mil lojas, em
2008. As três primeiras colocadas no ranking de
redes são a Super Rede, do Ceará (faturamento
de R$ 981,9 milhões), Central de Compras, do
Espírito Santo (R$ 815,5 milhões) e a
Unisuper, do Rio Grande do Sul (R$ 602 milhões).
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