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Confiança do consumidor
brasileiro é a 4ª maior do mundo
29-10-2009
O cenário econômico ainda preocupa os consumidores
brasileiros, mas não tanto quanto no começo
do ano – período em que a crise entrava
na fase mais aguda. Segundo estudo Crise ou Incerteza?,
da Nielsen Brasil, o consumo está crescendo gradativamente
e os números mostram que o brasileiro voltou
a buscar os itens preferidos e não apenas os
mais baratos.
A percepção do bom momento da economia
também foi verificada em um levantamento global
da empresa – com 17.107 mil pessoas, em 50 países
- que coloca o país em quarto lugar no ranking
mundial de confiança do consumidor, atrás
apenas de Indonésia, Índia e Filipinas.
No país, a confiança está em 96
pontos, 14 acima da média global e da Argentina,
para citar um país próximo, ambas com
82.
Outros dados que revelam o otimismo do brasileiro são
as perspectivas para os próximos 12 meses em
relação a emprego, finanças pessoais
e compras de produtos necessários ou desejados.
“Ainda não retornamos aos níveis
pré-crise, mas a recuperação de
janeiro para a agosto é bastante expressiva e
indica que estamos chegando lá. Em relação
ao trabalho, por exemplo, a perspectiva saltou de 33%
no primeiro trimestre de 2009 para 46% no penúltimo
trimestre deste ano (nos três meses anteriores
à crise, a perspectiva era de 61%)", revela
Sergio Pupo, executivo de Atendimento da Nielsen.
Na análise de consumo por nível sócio-econômico,
a força das classes D+E, que representam 36%
dos consumidores, ficou ainda mais evidente com o crescimento
em todos os aspectos avaliados (frequência no
ponto de venda, tíquete-médio –
ou valor gasto por compra feita – e gasto total).
Houve queda no tíquete médio dos consumidores
de nível sócio-econômico C, mas
aumento na freqüência no ponto de venda.
“Esta informação mostra que o conceito
de ‘compra do mês’ está cada
vez mais distante das classes C e D+E. A visita destes
brasileiros ao ponto de venda está cada vez mais
‘objetiva’. Ou seja, eles vão para
comprar os itens necessários para um determinado
espaço de tempo e não se preocupam em
estocar produtos", conta o executivo.
A recuperação do número de categorias
que voltaram a crescer aos patamares de 2007 é
outro sintoma de que o País vive uma onda otimista,
afirma Pupo. “No comparativo entre 2008 e 2007,
21% das categorias cresceram e 47% permaneceram estáveis.
Já na comparação entre os primeiros
semestres de 2009 e 2008, o crescimento foi de 42% e
o índice de estagnação caiu para
31%".
Inovação
As cestas demonstram crescimento de 1,7%, com destaque
para as que trazem melhores propostas de custo benefício
e remetem à praticidade, saudabilidade, e inovação.
A categoria Iogurtes cresceu 10,5% com os investimentos
em linhas light e diet e o lançamento de embalagens
econômicas. “Já o mercado de bebidas
energéticas, que cresceu 49,7%, e de isotônicos,
cujo aumento foi de 27,7%, foram impulsionados pela
entrada de novos players", completa.
Na comparação entre o primeiro semestre
deste ano e o mesmo período de 2008, os destaques
são as cestas de bebidas não-alcoólicas
e perecíveis, ambas com crescimento de 3,6%.
Entre todas as ações para chamar a atenção
dos compradores, as ações no PDV (ponto
de venda) foram as que se mostraram mais eficazes. De
acordo com o levantamento, as iniciativas no ponto de
venda incrementaram as vendas em 55% “Os varejistas
e a indústria já perceberam que a aproximação
criativa e com foco no shopper (frequentador da loja)
é fundamental para incentivar a venda de novos
produtos", esclarece Pupo.
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