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Contas públicas
têm pior resultado primário para meses
de setembro desde 2001
30-10-2009
O setor público apresentou deficit primário
de R$ 5,763 bilhões, em setembro, segundo relatório
divulgado hoje (30) pelo Banco Central (BC).
O resultado primário é a diferença
entre as receitas e as despesas e é uma forma
de reserva que o governo faz honrar seus compromissos
financeiros, como o pagamento de juros da dívida
pública.
Essa foi a primeira vez neste ano que é registrado
resultado negativo. Foi o pior setembro da série
histórica, iniciada em dezembro de 2001. No mesmo
mês de 2008, houve superavit primário de
R$ 6,618 bilhões.
O resultado foi influenciado pelo deficit primário
do Governo Central, formado pelo Tesouro Nacional, Banco
Central e Previdência, que chegou a R$ 8,020 bilhões,
o pior resultado da série iniciada em 1991.
Só o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
teve resultado negativo de R$ 9,173 bilhões.
O Banco Central teve deficit de R$ 62 milhões
e o Tesouro registrou superavit primário de R$
1,215 bilhão.
Em setembro, os governos regionais (estaduais e municipais)
tiveram superavit primário de R$ 1,722 bilhão
e as empresas estatais tiveram, de R$ 535 milhões.
O pagamento de juros chegou a R$ 16,664 bilhões,
o pior resultado para meses de setembro da série
iniciada em dezembro de 2001. Em relação
a agosto deste ano, houve elevação de
R$ 3,5 bilhões.
“Contribuiu para essa elevação
o efeito da valorização cambial no mês
sobre ativos internos atrelados ao dólar”,
informa o BC. Em setembro de 2008, o pagamento de juros
foi bem menor - R$ 6,051 bilhões
Ao serem incluídos os gastos com juros, tem-se
o resultado nominal. Em setembro deste ano, foi registrado
deficit nominal de R$ 22,427 bilhões, contra
superavit nominal de R$ 567 milhões registrados
no mesmo mês de 2008.
No acumulado de janeiro a setembro, o resultado fiscal
está positivo. O superavit primário chegou
a R$ 37,714 bilhões, o que corresponde a 1,70%
do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens
e serviços produzidos no país. Nos 12
meses fechados em setembro, o superavit primário
é de 1,17% do PIB ou R$ 34,662 bilhões,
o pior resultado da série iniciada em dezembro
de 2001. A meta do governo para o superavit primário
neste ano é de 2,5% do PIB, com a possibilidade
de abater 0,94 ponto percentual de gasto com investimento.
O governo central apresenta superavit primário
de R$ 18,518 bilhões, de janeiro a setembro.
Os governos regionais (R$ 18,942 bilhões) e as
empresas estatais (R$ 253 milhões) também
apresentaram resultado positivo.
Nos nove meses do ano, o pagamento de juros somou R$
124,973 bilhões, ante R$ 126,545 bilhões
registrados no mesmo período de 2008. O deficit
nominal em R$ 87,260 bilhões, valor bem maior
do que o registrado em igual período do ano passado:
R$ 17,073 bilhões. (Agência Brasil)
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