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Lista de clientes selecionados
é melhor que a volumosa
30-10-2009
Pode parecer estranho no momento em que o mundo ainda
atravessa uma crise econômica incentivar as empresas
a escolherem seus clientes, mas este é o conselho
dado pela Escola de Marketing Industrial (EMI) aos profissionais
de diferentes setores da economia presentes no encontro
A arte de escolher clientes, realizado em setembro na
sede da instituição, em São Paulo.
Este é um aconselhamento muito válido,
pois, dizem os especialistas, ao atravessar situações
mais complicadas, a tendência é que as
empresas enxerguem seus pontos fortes e fracos melhor,
o que as motiva a acompanhar de perto o desempenho de
suas equipes e as carteiras de clientes. Isto inclui
conhecer exigências externadas durante as negociações,
últimos pedidos em termos de volume e de qualidade,
recursos produtivos e humanos despendidos para tornar
o negócio viável, relacionamento e, por
conseqüência, rentabilidade.
"O que é melhor: ter um cliente que o considere
um parceiro, permite participar de todo o processo,
oferece a oportunidade de atendê-lo com a melhor
solução de maneira antecipada (produto
ou serviço), e contribui assim para o seu próprio
aperfeiçoamento ou ter um cliente que baseia
toda sua negociação apenas em preço?",
questiona José Carlos Teixeira Moreira, presidente
da Escola de Marketing Industrial.
A resposta depende do ponto-de-vista e da situação
da companhia naquele exato instante. Porém, é
fato que, em geral, as corporações que
cedem cegamente aos pedidos dos clientes, sem entender
o que realmente é valor para eles ou questionam
a viabilidade produtiva, processual ou econômica,
acabam se prejudicando e sua credibilidade e conseqüentemente
não tem a rentabilidade necessária e merecida
para investir no próprio crescimento qualitativo
e quantitativo.
"Por isso, acredito que é importante selecionar
os clientes, buscando trabalhar e cooperar com aqueles
que compartilham valores, com os quais é possível
sonhar o futuro junto, visando melhores resultados e
o bem comum", explicou Teixeira Moreira.
As empresas tendem a avaliar seus clientes corporativos
ou pessoas físicas pelos produtos ou serviços
que consomem ou pela quantidade comprada. Outro critério
é acompanhar as compras realizadas na concorrência
e as práticas comerciais dos concorrentes para
se nortear. "Mas cada empresa tem sua cultura e
diferenciais que são únicos, além
de um jeito de se relacionar próprio. As companhias
criam um sistema social próprio e estas características
devem ser consideradas na hora de se entender e se apresentar
aos clientes, principalmente durante as negociações",
reforça.
Por isso, ele defende que todas as áreas da
empresa, sem exceção, devem ser voltadas
para atender aos clientes e que esta inteligência
própria deve ser aquela que move o seu planejamento
mercadológico, contemplando a escolha dos melhores
clientes para atrair e manter cuidadosamente na sua
carteira.
"Ao somar percepções de diferentes
departamentos - marketing, vendas, recursos humanos,
produção, financeiro etc - se obtém
informações mais preciosas sobre como
pensam e sentem os clientes, muito mais do que simplesmente
consultando um sistema convencional, que racionalmente
cruza dados. É claro que as ferramentas tecnológicas
são importantes, mas, o conhecimento, a expressão
e os círculos que se constroem são os
predicados que dão alma e fazem da empresa uma
entidade valiosa", diz.
E complementa: "Ao sermos seletivos em relação
à carteira de clientes, temos a oportunidade
de dedicar mais esforços e recursos para manter
e energizar o conceito Foco do Cliente, o que é
determinante para o sucesso das melhores empresas e
para um plano de crescimento mais assertivo e rentável,
conclui Teixeira Moreira.
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