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Geração
Y já assume cargos de liderança nas empresas
02-03-2010
Quando se fala em geração Y e de sua relação
com o mundo corporativo a impressão que se tem
é de uma tendência para o futuro. Pesquisa
do Hay Group, com 5.568 representantes deste grupo que
trabalham em companhias de grande porte, com atuação
no Brasil, aponta para a geração Y como
uma realidade, e bem diferente das análises que
se fazia dela até agora. Além de já
fazerem parte das empresas, quase 20% dos entrevistados
ocupam cargos de gestão. E ao contrário
do que se pensava, estagiários e trainees correspondem
a apenas 10% da amostra pesquisada.
Esse dado mostra que a ascensão profissional
deles tende a ser mais rápida e, em pouco tempo,
poderão vir a assumir postos ainda mais elevados.
Nos Estados Unidos, a estimativa é de que hoje
eles já representam 20% do mercado de trabalho
e de que nos próximos quatro anos este percentual
chegue a 45%.
Até hoje, são conhecidos como jovens
vorazes por um rápido sucesso financeiro, com
elevado grau de autoconfiança e que se comportam
diferente dos Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964)
com relação à hierarquia e formalidades.
A pesquisa mostra que realmente há diferenças,
mas que elas não representam necessariamente
um problema. O levantamento mostra que 63% deles pensam
em permanecer no atual emprego por um período
de cinco anos ou mais e apenas 5% pretendem deixar a
empresa no próximo ano. Para 93%, quanto mais
a empresa investe em desenvolvimento profissional, mais
querem ficar.
Embora alguns líderes ainda não se sintam
confortáveis com a maneira menos formal com que
a geração Y lida com seus superiores,
74% afirmam ter boa relação com a chefia,
75% confiam no seu superior e 35% alegam ter autonomia
para realizar seu trabalho. Como uma típica geração
que faz o que fala, 71% dizem que os valores da empresa
estão alinhados com os seus valores pessoais.
Estes dados servem de alerta para os líderes
que ainda não estão suficientemente sensíveis
às vantagens e desafios trazidos por esta geração.
Para Flavia Leão Fernandes, consultora do Hay
Group, pensar neste grupo é fundamental. “A
geração Y já está inserida
nas grandes corporações, por isto conhecê-la
e compreendê-la tornou-se estratégico”.
Trainee
Um dos grupos de profissionais mais discutidos atualmente
quanto ao retorno do investimento realizado, os trainees,
possuem alguns resultados interessantes. As oportunidades
de desenvolvimento proporcionadas a eles mostram que
estão bastante satisfeitos em fatores relacionados
à carreira e também à remuneração.
Quase metade (53%) afirma ter uma idéia clara
dos resultados que a companhia espera deles e do seu
trabalho.
Ou seja, para a outra metade a situação
não é tão evidente. “Estes
dados revelam uma contradição. Justamente
o grupo que recebe os maiores investimentos e que está
sendo preparado para assumir futuras posições
de liderança se coloca como o que menos percebe
como o papel desempenhado pode contribuir para o futuro
do negócio. Talvez seja o momento de rever esses
programas”, observa Flávia.
Conectividade
Outro contrassenso apresentado diz respeito a uma das
características mais elogiadas dos jovens nascidos
a partir da década de 1980: capacidade de se
conectar a diferentes mídias e de obter informações
rapidamente. Entre os participantes, apenas 25% tem
liberdade para acessar blogs e redes sociais. Novamente
aqui podemos observar uma contradição,
já que o bloqueio ao acesso a diferentes mídias
impede os jovens de trazerem para a empresa informações
atuais e que poderiam ser úteis para a execução
de seu trabalho.
Estes dados também servem de alerta para os
líderes que ainda não estão suficientemente
sensíveis às vantagens e desafios trazidos
por esta geração. Para Flavia, pensar
neste grupo é fundamental. “A geração
Y já está inserida nas grandes corporações,
por isto conhecê-la e compreendê-la tornou-se
estratégico”. Site: www.haygroup.com/br
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