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Empresa brasileira é
a que mais vigia uso de mídia social
10-02-2010
As empresas brasileiras são as que exercem mais
controle sobre o uso de mídias sociais no trabalho,
segundo pesquisa da Manpower, empresa de recursos humanos,
com 34 mil empregadores de 35 países. De acordo
com o estudo, 55% das companhias no Brasil têm
alguma política nesse sentido, contra apenas
20% na média global. A pesquisa mostra que o
setor de finanças é o que mais controla
os empregados (81%), seguido de transportes (65%) e
administração pública e educação
(58%).
No mundo todo, o número de empresas que controlam
as redes sociais é consideravelmente menor que
no Brasil. As Américas apresentam uma média
de 29% de instituições dizendo controlar
as redes sociais: no México, 29%, Canadá,
Costa Rica e Guatemala, 27%, Argentina e Peru, 26%,
Colômbia, 25% e Estados Unidos, 24%. Na Ásia
e no Pacífico, a média de empresas com
políticas de comando fica em 25%: China, 33%,
Nova Zelândia, 32%, Austrália, 31%, Hong
Kong, 27%, Japão, 25%, Taiwan, 23%, Singapura,
14% e Índia 11%. Europa e África apresentaram
a menor média de controle, apenas 11%.
Na Polônia, apenas 1% das empresas têm
políticas nesse sentido, na França, 2%,
Áustria e República Tcheca, 4%, Alemanha
e Suíça, 6%, Bélgica, Romênia
e Suécia, 7%, Grécia, Itália e
Espanha, 10%, Hungria e Noruega, 11%, Holanda, 13%,
Irlanda, 15%, Reino Unido, 22%, e África do Sul,
40%.
Dos quase mil empregadores brasileiros entrevistados,
77% afirma que evitam a perda de produtividade com suas
políticas de uso de mídias sociais. Para
32%, a regulamentação protege informações
confidenciais das companhias. Outras razões citadas
foram proteger a reputação da empresa
(19%), e ajudar no recrutamento de pessoal (11%). “Podemos
notar que as políticas para mídias sociais
ainda estão focadas no gerenciamento de riscos,
e não na maneira como as organizações
podem aproveitar essas ferramentas em benefício
dos empregados e do negócio”, afirma Pedro
Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil.
Para ele, uma política proibitiva pode ser prejudicial
às empresas, já que ignora todo o potencial
das mídias sociais – especialmente em um
cenário em que colaboradores mostram-se desmotivados
com suas funções atuais ou em que os talentos
estão muitas vezes deslocados. “Mais do
que nunca, empregadores devem aproveitar as mídias
sociais para fortalecer sua imagem junto a colaboradores,
ajudando a atrair candidatos e a manter os empregados
motivados”, aponta.
O crescente uso dessas redes traz desafios para o gerenciamento
de imagem das organizações, que provavelmente
precisarão exercer algum controle. No entanto,
se as empresas estiverem preparadas para adotar as mídias
sociais, pode haver benefícios consideráveis.
“Redes sociais são uma boa oportunidade
para construir uma empresa vencedora. Elas podem ajudar
a manter os colaboradores intelectualmente e emocionalmente
engajados, alinhados a missão e valores de uma
organização”, finaliza Guimarães.
A consultori dá algumas dicas para o uso produtivo
das mídias sociais nas empresas:
· Desafie os colaboradores a inovar, estimulando-os
a desenvolver maneiras de usar essas ferramentas para
melhorar seu trabalho. Incentive o compartilhamento
das boas práticas, como por exemplo, o uso das
mídias sociais para gerar acessos ou atender
melhor aos consumidores ou clientes.
· Fique de olho nos especialistas que tem dentro
da empresa, e estimule-os a demonstrar o uso de mídias
sociais para os colegas. Preste atenção
às ideias que surgem dessa interação.
· Deixe que os colaboradores assumam a tarefa.
A base de qualquer rede social saudável é
o comprometimento dos usuários. Estimule os empregados
a ajudar no desenvolvimento e implantação
da rede, promovendo a confiança nos objetivos
instituídos no fim do processo.
Serviço:
O estudo Social Networks vs. Management - Harness the
Power of Social Media encontra-se disponível
em http://www.manpower.com/research/research.cfm
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