Total de empresas buscando fusões e aquisições dobra em seis meses

15-04-2010

O otimismo cresce no ambiente global de fusões e aquisições: 57% das companhias globais afirmam que podem ou devem adquirir outras companhias nos próximos 12 meses, quase o dobro dos 33% que afirmavam o mesmo há seis meses. Mais do que isso: 47% esperam que as ações se concretizem em seis meses, ante 25% com a mesma expectativa no final do ano passado. A conclusão é do estudo Capital confidence barometer, da Ernst & Young, que ouviu mais de 800 executivos seniores em todo o mundo.

A confiança na economia global como um todo está aumentando – 40% dos respondentes esperam que a crise se encerre em 12 meses, 10% a mais que o registrado na última pesquisa, conduzida em novembro passado. De acordo com o estudo, 64% estão mais otimistas quanto às perspectivas para suas economias locais, e um número ainda maior (69%) vê o cenário favorável para suas companhias.

As lideranças brasileiras estão entre as mais otimistas, tanto no que se refere às perspectivas da economia local quanto das próprias companhias: 83% dos empresários brasileiros disseram ter melhores perspectivas sobre suas empresas que no período do último levantamento. Além do Brasil, Austrália (93%), Índia (91%) e China (80%) aparecem entre os mais otimistas. A confiança é menor em alguns mercados maduros – Reino Unido (57%), EUA (56%) e França (44%).

O estudo, realizado no final de março, apontou que 76% dos negócios estão agora focados no crescimento, contra apenas 56% seis meses atrás. A confiança nas condições de crédito também tem aumentado: 62% dos entrevistados esperam que financiamentos custeiem os principais projetos de capital intensivo e viabilizem aquisições ao longo dos próximos 12 meses.

“Com a retomada das perspectivas de crescimento, as companhias estão mais interessadas em retomar aquisições que haviam ficado congeladas ou haviam até mesmo sido declinadas durante a crise”, explica Carlos Asciutti, sócio de Transações Corporativas da Ernst & Young. “O estudo revela que, no cenário atual, há mais potenciais compradores do que vendedores em mercados emergentes, o que deve levar a um aumento dos preços dos ativos”.

Fazendo-se o recorte por segmentos da economia, 61% dos respondentes esperam que a crise se encerre em 12 meses, comparado com 49% no último levantamento.

A indústria automotiva é a mais confiante no crescimento (81%), enquanto a de energia se posiciona como a menos confiante (59%). Ainda assim, o setor de energia é, junto com o farmacêutico e de saúde, o mais focado em crescimento inorgânico, incluindo aí fusões e aquisições. A pesquisa mostra que 69% das companhias de petróleo e gás dizem-se preparadas para vender negócios, com desinvestimentos planejados nos próximos seis meses.

A desaceleração da economia global teve impacto significativo na dinâmica dos negócios. Um novo desdobramento é que compradores potenciais têm tido maior preocupação com relação a oportunidades de crescimento, tais como crescimento da receita, do market share futuro e da conquista de novos mercados consumidores, do que com a avaliação de dados históricos.

A integração pós-negociação é também crítica, com 77% citando identificação de potenciais sinergias como alta prioridade. Isso pode representar reconhecimento dos erros cometidos no passado – quase um terço dos respondentes (32%) disse que a última transação não atendeu às expectativas ou não foi adequadamente monitorada em termos de valor obtido. “O processo de negociação está evoluindo”, diz Asciutti. “Está se dando cada vez mais atenção ao potencial, ao que promete o futuro, incluindo sinergias e integração, do que ao que foi realizado no passado.”

Contra a onda de otimismo crescente, alguns desafios permanecem: por exemplo, uma onda de refinanciamento é esperada, com 58% das companhias precisando refinanciar empréstimos ou outras dívidas nos próximos quatro anos – por isso, o acesso aos mercados de capital e a adequada administração do capital (e de seu custo) permanece crucial. Site: http://www.ey.com.br

Links úteis aos usuários

Clique aqui e compare preços de produtos e serviços de gestão

Clique aqui e compare preços de centenas de produtos

Matérias relacionadas

Fundos de private equity retornam com força, aponta estudo

Mercado global de IPOs teve forte retomada no 1º trimestre


Leia Também:

CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

Com tabela do IR defasada, Receita amplia mordida

Brasileiro prefere liderança paternalista

Passada a crise, confiança nos líderes volta a crescer

CEOs priorizam investimento em capital humano

Maioria dos brasileiros acredita em seus líderes corporativos

Local de compra é definido pelo envolvimento com produto

Brasil tem maior expectativa de contratações das Américas

Mulheres têm dificuldade de chegar a altos cargos

Estudo comprova que MBA melhora salário e posição na carreira

Represália de ex-funcionário é maior risco para setor de TI

Estresse no trabalho pode causar doença de voz

Geração Y já assume cargos de liderança nas empresas

Saiba como a Copa impactará nas carreiras e no emprego

Adoção de governança corporativa evolui no país

Empresa brasileira é a que mais vigia uso de mídia social

Adolescentes puxam endividamento das famílias

Em 2009, 39 franquias foram abertas por dia no país

Estudo aponta prioridades dos aportes em TI

Empresas apostam em educação para cortar gasto com saúde

Estudo mede nível de felicidade dos profissionais brasileiros

Terno escuro e cabelo curto fazem diferença na entrevista

Checagem de referência com ex-patrão cresce conforme o nível

É alto o total de executivos propensos a trocar de emprego

Vagas para executivos caíram quase 12% em fevereiro

Maioria cogita trocar de emprego em 2010

Construção é o setor que mais pretende contratar

Mais de 40% dos desempregados têm menos de 30 anos

Saiba quais setores mais buscam profissionais acima dos 40

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias