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Evite as gafes mais comuns
no trabalho e suba na carreira
15-06-2010
Alcançar a tão sonhada ascensão
na hierarquia da empresa é uma meta atingida
por poucos profissionais. Segundo Daniela do Lago, professora
da Fundação Getúlio Vargas e especialista
em comportamento corporativo, alguns executivos se autoboicotam
durante o processo de promoção por não
terem uma percepção clara sobre as atitudes
valorizadas pela empresa.
“A promoção depende muito do próprio
esforço, mas depende muito mais de a pessoa mostrar
que possui um perfil condizente com a filosofia da empresa
em que atua”, diz ela. "Nem sempre a pessoa
que mais faz horas extras, por exemplo, é a que
traz mais resultados para a companhia. Na tentativa
de mostrar-se esforçado e comprometido com o
trabalho, o profissional pode estar sendo visto como
desorganizado e lento."
Ainda segundo ela, as gafes típicas desse autoboicote
no ambiente corporativo vão desde o excesso de
bajulação ao chefe até a falta
de jogo de cintura entre colegas. Para facilitar a vida
daqueles que estão buscando subir na escada corporativa,
ela detalha os cinco comportamentos mais prejudiciais:
Complexo de hora extra
Foi-se o tempo em que a qualidade do trabalho era medida
pelo tempo gasto com os assuntos da empresa. Trabalhar
até mais tarde e levar trabalho para casa, ao
contrário do que se pensa, são sintomas
de um funcionário contraproducente, incapaz de
organizar o próprio tempo e executar suas atividades
focado nos resultados.
De acordo com Daniela, o importante é gerar
resultados positivos. “Ocupação
não significa eficiência. O que vale são
os resultados. Se um funcionário trouxer resultados
positivos para empresa, a probabilidade de conseguir
uma promoção é grande, afinal todos
estarão vendo seus resultados”, afirma.
Excesso de bajulação
Há muito tempo uma figura frequenta o mundo
corporativo: o puxa-saco. Não há quem
trabalhe e não conte uma história que
envolva um bajulador. Daniela adverte: “Nem sempre
a bajulação é algo positivo. Pelo
contrário. Com o decorrer do tempo, as pessoas
não vão querer mais a opinião do
bajulador, por julgar que o mesmo não tem senso
crítico e por isso sua opinião não
deve ser levada em consideração”.
Timidez exagerada
A timidez, por si só, não é problema
e, definitivamente, não interfere na eficiência
de um profissional. Entretanto, é necessário
se atentar aos excessos. “A timidez não
pode ser uma barreira na comunicação de
resultados. Caso contrário, pode interferir na
caminhada rumo ao sucesso”, salienta a especialista.
A dica é combater a timidez com a autoconfiança.
“Pessoas autoconfiantes encontram mais facilidade
no mundo corporativo. Geralmente, elas sabem o que querem
e vão em busca de seus objetivos”.
Ser do contra
Engana-se quem acredita ser um pecado discordar das
idéias dos chefes. Segundo Daniela, idéias
novas sempre serão bem vindas. “É
muito importante termos opiniões diferentes e
feliz é o chefe que tem uma equipe que discorda
dele, afinal somente com pontos de vista diferentes
que conseguimos enxergar a melhor alternativa”.
Divergir, no entanto, é algo que pede equilíbrio
e senso crítico. Discordar é diferente
de ser sempre do contra, sendo que o primeiro caso exige
conhecimento e boa argumentação. A especialista
ainda cita um exemplo de peso: “Na Google o funcionário
é obrigado a discordar com o chefe em uma reunião,
com o objetivo de se alcançar a melhor solução
para um problema”. Mais uma vez, a ponderação
precisa ser observada. Discordar não significa
entrar em conflitos desnecessários.
Não saber se planejar
O planejamento é imprescindível para
quem almeja o sucesso, sendo que a ascensão profissional
necessita de organização e comprometimento.
Não adianta simplesmente desejar ser promovido,
é preciso planejar como isso será possível.
Um planejamento bem feito inclui identificar pontos
fracos, para então trabalhar mudanças,
e também identificar pontos fortes, para saber
se posicionar em oportunidades em que obterá
valorização.
"É preciso ainda responder algumas perguntas
básicas: Que potenciais preciso desenvolver para
ocupar o cargo que almejo? O que a minha empresa valoriza
em um profissional? Que passos precisarei dar rumo a
este objetivo? As respostas normalmente são facilmente
colhidas na dinâmica da rotina do trabalho, requer
apenas atenção para percebê-las".
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