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Brasileiras se destacam
na atração e retenção de
talentos
31-05-2010
Em um cenário de escassez de talentos como o
atual, o Brasil se destaca mundialmente por suas práticas
de atração e retenção de
profissionais. É o que indica o relatório
Managing Today´s Global Workforce pela Ernst &
Young, que aponta as principais dificuldades enfrentadas
por gestores no mundo inteiro. O estudo afirma ainda
que, mesmo nas economias desenvolvidas, há ameaças
de gaps em posições técnicas (28%)
e nível médio de gestão (26%).
Daí a necessidade de se alinhar programas de
talentos com a estratégia global de negócios,
diz a consultoria.
O relatório destaca que a força de trabalho
no Brasil é predominantemente jovem, com profissionais
buscando as melhores carreiras, o que deflagrou uma
guerra de talentos na última década. ?Muitas
companhias responderam a esse cenário criando
programas de trainees focados na atração
e retenção de talentos da geração
Y?, explica Tatiana da Ponte, sócia de Human
Capital da Ernst & Young.
Esses programas criam rodízio dos novos contratados
em diversas unidades de negócios e determinam
executivos seniores como mentores ou consultores. Algumas
companhias agregam experiência internacional nos
programas ? uma poderosa estratégia de atração
e retenção de talentos. Os jovens vêem
a expatriação como um passo fundamental
no desenvolvimento da carreira. Muitas organizações
também utilizam essa ferramenta para desenvolver
colaboradores com grande potencial.
"As companhias brasileiras estão cada vez
mais buscando sua internacionalização
para América Latina, América do Norte
e África, o que está levando a uma perspectiva
de gestão mais internacionalizada", avalia
Tatiana. Cerca de metade dos respondentes sulamericanos
da pesquisa disseram que suas companhias têm programas
de expatriação. No entanto, muitos programas
não estão alinhados com as estratégias
de negócios, o que representa um grande desafio
para torná-los mais efetivos e produtivos.
A pesquisa foi conduzida com mais de 340 gestores de
empresas globais da área de RH, finanças,
gestão de riscos e executivos C-level - inclusive
o Brasil (8% da amostra) -, e foi preparada para examinar
os componentes que caracterizam os programas de sucesso,
com exemplos de como essas práticas diferem ao
redor do mundo e por segmentos.
Gestão de talentos
Para atender as novas demandas do cenário econômico
global, as organizações estão sofisticando
seus programas de gestão de talentos, que mostra
que as companhias líderes desenvolveram uma forma
de gestão de talentos integrada e estrategicamente
alinhada em nível global, usando esses programas
na plataforma de negócios e como vetor de receitas.
"O compromisso das organizações
em executar suas estratégias está diretamente
relacionada à sua capacidade de atrair, reter
e desenvolver talentos", afirma Gustavo Pérez,
gerente sênior de Human Capital da Ernst &
Young. "As organizações globais precisam
entender as necessidades e motivações
de sua equipe para prover oportunidades que sejam interessantes
para diferentes gerações e culturas, e
ajudem a companhia a reter as competências e habilidades
necessárias".
De acordo com a pesquisa, as três iniciativas
de gestão de talentos mais importantes que os
respondentes pretendem implementar incluem:
- Criar um banco interno de talentos para preencher
necessidades futuras (64%)
- Compreender e coordenar talentos em nível global
para preencher posições-chave (33%)
- Oferecer estratégias de trabalho flexíveis,
como compartilhamento de trabalho, trabalho remoto,
horários flexíveis e aposentadoria em
fases (31%)
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