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e-commerce é alternativa
para negócios de pequenos empresários,
diz entidade
09-08-2010
O comércio eletrônico ou e-commerce, como
é conhecido mundialmente, pode ser uma boa saída
para a realização de negócios por
micro e pequenos empreendedores, como artesãos.
A afirmação foi feita pelo diretor executivo
da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico
(camara-e.net), Gerson Rolim.
“Nós enxergamos o comércio eletrônico
como uma excelente e gigantesca oportunidade de negócios
para o micro, pequeno e médio empresário.
E o artesão, certamente, se encontra nesse rol
de empreendedores, principalmente se esse pequeno empreendedor
tem foco em um mercado de nicho, que é o perfil
do artesão, que trabalha em um produto específico
que acaba sendo regional”, disse.
A camara-e.net tem observado um crescimento acelerado
do comércio eletrônico no Brasil, que este
ano deverá aumentar 40% em relação
ao faturamento do ano passado, de R$ 10,5 bilhões.
Rolim destacou que o e-commerce traz também ferramentas
- os portais de comparação de preços
- que permitem aos consumidores ter instantaneamente
a informação de onde comprar pelo menor
preço possível.
Para ter competitividade de preços com os grandes
varejistas online, Rolim recomendou que os pequenos
empreendedores deem prioridade a uma produção
diferenciada.
As lojas virtuais, como o portal Tanlup - que em 14
meses de lançamento já tem 1.400 pequenos
empreendedores associados de artesanato e moda -, são
uma tendência mundial, admitiu o diretor executivo
da camara-e.net.
“Para o pequeno [empreendedor], que tem mercado
limitado ao bairro ou à microrregião onde
atua, ele rompe essas barreiras geográficas por
meio da internet. Ele passa a poder atender a todos
os municípios do seu estado e, numa situação
mais abrangente, [atende] o Brasil inteiro e até
fora do país”.
Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio
à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e os Correios,
a camara-e.net realiza um trabalho de sensibilização
e capacitação dos micro, pequenos e médios
empreendedores para o comércio eletrônico.
O evento ciclompe.net faz essa capacitação.
Rolim assegurou que os negócios feitos por meio
do e-commerce nessas lojas virtuais são seguros
para os consumidores. Para reduzir experiências
ruins nas transações pelo comércio
eletrônico, a camara-e.net recomenda que os consumidores
comprem de lojas e marcas conhecidas.
Para abranger os micro e pequenos empreendedores que
ainda não têm marcas conhecidas, a entidade
e as associações comerciais estão
se preparando para lançar, ainda neste semestre,
um selo de qualidade na internet.
“Assim como o e-consumidor tem uma cartilha de
boas práticas para seguir, para minimizar ao
máximo o risco de ter uma experiência ruim
online, também existem boas práticas de
segurança a serem seguidas pelo e-varejista”,
observou Rolim.
A certificação permitirá à
câmara indicar que os consumidores podem comprar
dos pequenos empreendedores que tenham um selo de qualidade
homologado pela entidade e pelas associações
de comércio.
Ele garantiu que o Brasil tem hoje um grupo de empresas
que prestam serviços de pagamento para o comércio
eletrônico com segurança, que “mitigam
a quase zero o risco da transação online.
Um desses sistemas é o PagSeguro, associado da
camara-e.net, utilizado pelo portal Tanlup.
Rolim avaliou que o êxito desse mercado de lojas
virtuais se deve ao fato de o portal lançar mão
de ferramentas seguras que, de um lado, facilitam a
vida do e-varejista e, de outro, aumentam a segurança
da transação. Os sistemas de pagamento
eletrônico se responsabilizam pelo risco da operação,
esclareceu.
“O mercado está se profissionalizando
e o sistema que atende o comércio eletrônico
no Brasil está maduro a ponto de começar
a exportar know-how para países vizinhos”,
afirmou.
Os consumidores podem obter maiores informações
ou tirar dúvidas sobre a segurança no
e-commerce no site Movimento Internet Segura, no endereço
www.internetsegura.org,
uma prestação de serviço público.
(Agência Brasil)
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