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Empresários mostram
otimismo com negócios no início do governo
Dilma, apura Serasa
17-12-2010
Para o 1º trimestre de 2011, 66% dos entrevistados
vão rever as estimativas de seu faturamento em
relação ao trimestre anterior. No 1º
trimestre de 2010, 71% tomaram a mesma decisão.
Vale destacar que esta parcela veio caindo ao longo
deste ano: no 2º trimestre, 61%; no 3º e 4º,
59%, e agora apresenta recuperação para
o primeiro período do próximo ano.
Dos que vão rever suas estimativas de faturamento
para o 1º trimestre de 2011, 85% vão fazê-lo
para cima e apenas 15% para baixo. No mesmo período
de 2010, eram 90% para cima e 10% para baixo.
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial
para o 1º trimestre de 2011 ouviu 1.015 executivos,
de todos os setores da economia, de 22 a 30 de novembro
de 2010.
O comércio (87%) e os serviços (86%) lideram
os setores que vão rever para cima suas metas
de faturamento no próximo trimestre. A indústria
aparece com 77% de seus empresários compartilhando
da mesma opinião.
Na análise por porte, 86% dos empresários
das pequenas empresas vão rever para cima suas
estimativas de faturamento no início de 2011.
Nas grandes empresas são 83% e nas médias
82%.
Na abordagem regional, 87% dos empresários do
Nordeste vão rever para cima seu faturamento
no próximo trimestre. 86% também vão
fazê-lo no Sul, 85% no Norte e Sudeste e 79% no
Centro-Oeste.
Faturamento em 2010
Neste final de 2010, os empresários já
projetam o balanço de seu faturamento no ano,
em relação a 2009. Para 65% dos entrevistados
será melhor, para 22% igual e para 13% pior.
Na análise por setor, os desempenhos foram bem
parecidos: na indústria, 67% de seus empresários
acham que o faturamento em 2010 será melhor que
no ano anterior. Nos serviços são 65%
e no comércio 64% os que dividem da mesma expectativa.
Por porte, nas grandes e médias empresas 74%
de seus executivos acham que o faturamento de 2010 será
superior ao de 2009. Nas pequenas é a opinião
de 62% dos empresários.
A região Nordeste concentra a maior parte dos
empresários que registram aumento de faturamento
em 2010, 73%. No Sudeste são 65%, no Norte 64%
e no Centro-Oeste e Sul 62% cada.
Funcionários
Quando questionados sobre a situação
do quadro de funcionários no 1º trimestre
de 2011, 27% dos entrevistados disseram que vão
aumentá-lo, 65% mantê-lo e apenas 8% reduzi-lo.
No 1º trimestre de 2010, 34% pretendiam aumentar
a contratação, 62% permaneceriam com o
mesmo quadro e 4% enxugariam.
As instituições financeiras formam o
setor que mais pretende contratar no início do
próximo ano, de acordo com 35% de seus executivos.
63% admitem manter o quadro atual e 2% vão reduzir.
Na indústria, 30% pretendem ampliar e 60% não
promoverão alterações. No comércio,
são 24% e 69%, respectivamente. Nos serviços
são 28% e 63%, na mesma ordem.
Por porte, as grandes empresas têm mais empresários
com planos de contratar: 34%, com 58% mantendo o quadro
atual no próximo trimestre. Nas médias
empresas, a composição é de 29%
e 61% e, nas pequenas, 25% e 68%, respectivamente.
No Nordeste, 36% dos empresários vão
contratar e 60% vão manter o quadro como está,
no 1º trimestre de 2011. No Norte, 32% vão
ampliar o quadro e 61% não vão alterá-lo.
No Centro-Oeste, 28% vão admitir mais funcionários
e 51% não farão mudanças. No Sul,
estas relações são de 26% e 66%
na mesma ordem e, no Sudeste, 23% e 70%.
Investimentos
No 1º trimestre de 2011, 30% dos empresários
entrevistados vão aumentar seus investimentos
em equipamentos, obras de ampliação, aquisições
e modernização de sua empresa, na comparação
com o trimestre anterior; 58% vão manter o que
tinham planejado; 10% vão postergá-los
e apenas 2% vão cortá-los. No 1º
trimestre de 2010, eram 37% com intenção
de expandir investimentos, 52% cumprir o programado,
9% adiar e 2% cancelar.
Os serviços são o setor que têm
maior parcela de empresários com investimentos
crescentes no 1º trimestre de 2011– 34% –,
com 53% que não pretendem expandi-los. As instituições
financeiras têm 30% de seus executivos apontando
aumento dos investimentos no primeiro trimestre do próximo
ano e 69% não irão alterá-los.
No comércio, 29% vão incrementá-los
e 61% manterão. Na indústria, são
24% e 63%, respectivamente.
Os empresários das médias empresas são
os mais dispostos a aumentar investimentos no 1º
trimestre de 2011, segundo 38% deles. Outros 48% manterão
o que foi planejado. Nas grandes empresas são
36% investindo mais e 57% dentro do previsto. Nas pequenas,
são 28% e 60%, respectivamente.
O Nordeste apresenta a maior parcela de empresários
dispostos a ampliar os investimentos no 1º trimestre
de 2011, 46%. Outros 46% vão manter o planejado.
Na sequência estão: Norte, com 44% dos
empresários empreendendo aumento nos investimentos
e 52% mantendo-os. No Centro-Oeste são 29% que
compartilham desta estratégia de elevação
de recursos para este fim, no Sudeste 28% e no Sul 26%.
Crédito
Na visão dos empresários do comércio,
dos serviços e da indústria, no 1º
trimestre de 2011, em relação aos três
meses anteriores, 27% dos entrevistados esperam melhores
condições de crédito (oferta, limites,
prazos e juros), 56% acham que permanecerão as
atuais e 17% apostam que piorarão. No 1º
trimestre de 2010 as opiniões se dividiam em:
38% na melhora das condições de crédito,
56% na permanência e 6% na piora.
Na análise setorial, os serviços têm
30% de seus empresários esperando melhores condições
para o crédito no 1º trimestre de 2011,
em relação ao período anterior.
54% acham que as condições permanecerão
as mesmas dos três meses anteriores. No comércio
são 25% apostando em condições
mais favoráveis no crédito e 57% não
enxergam mudanças. Na indústria, são
24% e 56% dos empresários, respectivamente.
Por porte, 30% dos empresários dos médios
negócios apostam nas melhores condições
do crédito no 1º trimestre de 2011 e 57%
acham que continuam como estão. No pequeno porte
são 27% e 55% e no grande 21% e 60%, na mesma
ordem.
Por Região, 34% dos empresários do Nordeste
acreditam que as condições do crédito
serão
melhores no 1º trimestre de 2011 e 55% acham que
não haverá mudanças. No Centro-Oeste
são 33% e 55%, no Norte 29% e 66%, no Sudeste
27% e 55% e no Sul 23% e 55%, respectivamente.
Oferta de Crédito
De acordo com os executivos das instituições
financeiras, no 1º trimestre de 2011, em relação
ao trimestre anterior, 65% acham que a oferta de crédito
para pessoa jurídica crescerá, para 27%
será mantida e para 8% cairá. No 1º
trimestre de 2010, 58% achavam que cresceria, para 36%
ficariam inalteradas e para 6% recuariam.
No âmbito da oferta de crédito para as
pessoas físicas, no 1º trimestre de 2011,
comparado aos três meses anteriores, 81% dos executivos
das instituições financeiras acreditam
que ela crescerá, 14% permanecerá no patamar
atual e para 5% decrescerá. No 1º trimestre
de 2010, 80% apostavam em expansão dos recursos,
15% em manutenção e 5% em recuo.
Expectativas
Quando perguntados se o governo da presidente Dilma
Rousseff pode implementar alguma medida que afete seu
negócio, 63% dos empresários responderam
afirmativamente e 37% negaram.
As instituições financeiras têm
75% de seus executivos apostando que a nova presidente
tomará medidas de impacto em sua atividade. Nesta
direção, na indústria são
66% dos entrevistados, 64% no comércio e 61%
nos serviços.
Na análise por porte, há consenso de que
medidas oficiais serão tomadas e que terão
reflexos em seus negócios, de acordo com 64%
dos grandes empresários, 63% dos pequenos e 62%
dos médios.
No Nordeste, 68% dos respondentes apontaram a expectativa
positiva sobre o tema. No Sul foram 65%, no Norte 63%,
no Sudeste 61% e no Centro-Oeste 57%.
Quando questionados se estas medidas que afetarão
seus negócios serão para melhor ou para
pior, 65% dos empresários estão otimistas
e 35% não compartilham da mesma opinião.
Na análise setorial, a indústria tem a
maior parcela de empresários otimistas: 69%.
Nos serviços esta parcela é de 65%, no
comércio de 64% e nas instituições
financeiras de 55%.
Na avaliação por porte, as grandes e
médias empresas aparecem com 69% cada uma, com
as pequenas totalizando 64%.
Mais uma vez, o Nordeste é exemplo de otimismo,
com 83% de seus empresários acreditando que as
medidas do governo Dilma serão favoráveis
aos seus negócios. Em seguida, com a mesma expectativa,
estão: o Sudeste com 68% de seus empresários,
o Norte com 65%, o Centro-Oeste com 63% e o Sul com
54%.
Medidas esperadas
Entre as medidas esperadas para melhor estão
as reformas tributária e trabalhista, apontadas
por 37% dos entrevistados, em respostas múltiplas.
A manutenção ou redução
dos juros por 19% dos empresários. Melhores condições
de crédito, incluindo BNDES, FINAME e outros
programas 18%; maiores investimentos em infraestrutura
12%; apoio à exportação e solução
da questão cambial (valorização
do real) 7%; estímulos ao agrobusiness 4%; investimentos
na saúde pública 3%; melhoria na educação
e qualificação profissional 2%, entre
outras ações esperadas do novo governo.
Nas medidas que podem ser para pior, também
em respostas múltiplas, foram destacados, por
60% dos empresários, o aumento da carga tributária,
o cancelamento do FINAME e o aumento das tarifas públicas;
22% disseram que é a elevação dos
juros; 8% a maior valorização do real;
7% redução da oferta de crédito;
6% instabilidade no mercado financeiro e aumento da
inadimplência; 3% aumento dos custos trabalhistas,
entre outros.
Comentários
Segundo a Serasa, as expectativas empresariais para
o 1º trimestre de 2011 são superiores às
verificadas na maior parte deste ano, por conta do aquecimento
da atividade econômica nestes últimos três
meses do ano. A parcela dos que vão rever seu
faturamento para cima é alta, demonstrando confiança
na continuidade do crescimento do país, pelo
menos, para o período objeto da pesquisa.
O Nordeste aparece, em vários aspectos –
faturamento, investimento e emprego –, como a
região mais otimista do país para o 1º
trimestre de 2011, mantendo as melhores expectativas
verificadas em 2010.
No que diz respeito à geração de
empregos e aos novos investimentos, a maior parcela
dos entrevistados vai manter a situação
presente.
Nas condições de crédito, os empresários
da indústria, comércio e serviços,
acreditam na permanência dos parâmetros
atuais.
As instituições financeiras apostam na
maior oferta de crédito, sobretudo nas linhas
voltadas para o financiamento do consumidor. Expectativa
que confirma o maior faturamento esperado para o comércio
e os serviços no início de 2011.
Os empresários brasileiros demonstram grandes
e positivas expectativas com o governo Dilma Rousseff.
Como são várias as correções
e mudanças estruturais apontadas no âmbito
socioeconômico, a exemplo das reformas tributária
e trabalhista, fica evidente que os entrevistados enxergam
os desafios para médio e longo prazos como determinantes
para sua decisão de ampliar investimentos. No
curto prazo, fica a atenção sobre a política
monetária, especificamente, sobre os juros.
De forma geral, conclui a Serasa, os resultados da
pesquisa são bem favoráveis aos negócios.
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