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Educação
financeira é um dos segredos do Casal 100%
27-08-2010
Pesquisas revelam que cerca de 50% dos casais no Brasil
se separam devido a divergências em relação
ao dinheiro, o que causa traumas psicológicos
em todos os membros da família, principalmente
nas crianças. O fenômeno também
é registrado em outros países em porcentagens
semelhantes. Faz sentido, afinal, como diz aquele velho
ditado, "onde falta o pão, ninguém
tem razão".
Problemas emocionais também são comuns
entre pessoas de 60 a 65 anos, idade em que iniciam
a aposentadoria. Nessa fase, o aposentado começa
a depender do governo, porque deixou de cuidar de uma
previdência, e a passar dificuldades e, em muitos
casos, tem que viver à custa da família,
com toda a carga psicológica da situação.
Por isso, é bom que a família se entenda
desde cedo com relação às finanças,
envolvendo inclusive os filhos, para que conquiste sua
independência financeira. "Todos podem ser
felizes financeiramente", diz o escritor e consultor
Reinaldo Domingos. "Mas é preciso ter persistência
e entender que isso envolve mudanças comportamentais".
A seguir, os quatro passos sugeridos pelo especialista
para quem quer chegar lá:
1º - Reunião de trabalho - Segundo
ele, tudo começa com uma reunião entre
todos os membros da família. "Você
só consegue a saúde financeira se todos
comungarem dos mesmos ideais", diz. Nessa conversa,
a família vai tirar uma fotografia da sua realidade,
abordando questões como Temos dinheiro? Temos
dívidas e qual o peso delas? Quais os bens que
temos? Qual a receita líquida mensal da família?
Em que gastamos o dinheiro?
2º - Sonhos - A família
deve colocar na mesa seus sonhos, de curto, médio
e longo prazos. "Deve-se chegar a um consenso para
o bem geral de todos", diz Domingos. Isso envolve
desde a compra de uma geladeira à aposentadoria,
passando pelo curso superior do filho. Aqui, vai uma
dica importante: evite ao máximo os crediários.
Se a meta é comprar uma geladeira ou trocar de
carro, vá juntando o dinheiro mensalmente e procure
pagar à vista.
3º - Orçamento - É
a hora de se chegar à verdade das finanças
da família, de se descobrir o eu financeiro de
cada um, como gosta de dizer Domingos. Ele sugere que
se acompanhe os gastos diários, dos mais simples
aos mais pesados, durante 90 dias. "Normalmente,
levamos um susto depois, porque descobrimos os ralos
por onde escorrem os pequenos dinheiros", diz o
especialista. Passado o susto, a família deve
adequar seu padrão de vida, seus gastos, com
seus objetivos. Nesse momento, também se descobrem
despesas que podem ser cortadas para quitar dívidas,
resgatar o cheque especial ou quitar o cartão
de crédito. Em casos extremos, sugere Domingos,
deve-se renegociar as dívidas, sempre buscando
taxas menores de juros e prazos maiores. Se possível,
vender um bem é a melhor saída para quitar
os débitos.
4º Poupar - Este deve ser o objetivo
maior. "Você só será independente
financeiramente se poupar dinheiro, mensalmente",
diz Domingos. "Não há outra alternativa".
Ele faz uma ressalva: evite aplicar em bens, como imóveis
ou carros, pois só o dinheiro garante liquidez
financeira. Se um imóvel fica desocupado, lembra,
acaba gerando despesa. Agora, em que aplicar o dinheiro
depende dos sonhos, das metas da família. Para
o longo prazo, pode-se aplicar num plano de previdência
privada ou em ações de empresas de primeira
linha, como Petrobras, Vale do Rio Doce e Banco do Brasil.
Para o curto prazo, pode-se colocar o dinheiro na poupança
ou em fundos de investimentos. Uma outra medida importante
é fazer seguro de vida para todos ou pelo menos
para os geradores de renda da família. Se houver
folga no bolso, plano de previdência privada para
os filhos também é uma aplicação
saudável. "Neste caso, quanto mais cedo
começar melhor", diz Domingos.
Na ponta do lápis
Como montar um orçamento doméstico
e manter as contas em dia
Para elaborar um bom orçamento doméstico
basta listar todos os gastos, anotar tudo. Provavelmente
vai levar mais de um dia, pois na primeira tentativa,
você vai esquecer muita coisa. É normal.
Dê um valor a cada uma das despesas listadas.
Para isso, recomenda-se ter à mão recibos,
notas fiscais, tíquetes de supermercados e outros
comprovantes
de despesas.
Nesse momento, você vai anotar o valor da mensalidade
da escola das crianças, da prestação
da casa e do carro e até quanto gasta por mês
com o cafezinho, o pingado e o pãozinho na chapa
que consome, todos os dias, na padaria da esquina, antes
de ir para o trabalho. Toda despesa pequena, mas freqüente,
deve ser registrada, orientam os consultores.
Após listar tudo, convoque toda a família,
as crianças inclusive, para estudar cada despesa.
Defina os gastos prioritários e onde a tesoura
vai agir. Esse é o momento mais difícil.
Sempre há discordância. Com paciência,
entretanto, todos vão entender que sairão
ganhando, garantindo tranqüilidade no futuro.
Tipos de despesas:
Despesas periódicas: elas não
ocorrem todos os meses, mas é possível
prever quando irão ocorrer. É o caso do
IPTU, do IPVA, do licenciamento e seguro do carro.
Despesas sazonais: também são
previsíveis e devem ser consideradas no orçamento.
É o caso de gastos com uniforme e material escolar,
presentes nas datas comemorativas (Dia das Mães,
dos Pais etc.).
Despesas imprevistas: são um
problema para quem não tem reserva e ainda se
equilibra no limite do cheque especial. Pode ocorrer,
por exemplo, quando se necessita com urgência
dos serviços de um mecânico, pedreiro,
entre outros. Em todas essas situações,
é conveniente pesquisar bem os preços.
Mensalidades (escolares, convênios, clubes
etc.): convém ler com atenção
as cláusulas referentes às datas de vencimento,
sanção prevista em contrato e adequar
vencimentos a datas posteriores à do recebimento
do salário.
Aluguel e condomínio: o ideal
é não comprometer mais do que um terço
do orçamento com o aluguel e o condomínio,
e pagar sempre em dia essas despesas para evitar multas
e juros.
Planilha - Neste endereço é
possível encontrar modelo de planilha feito pela
Serasa: http://www.serasa.com.br/guia/ftp2/planilhamensal.zip
(arquivo do tipo zip - compactado)
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