Menos da metade das empresas tem gerenciamento de risco

10-06-2011

Com um ambiente cada vez mais complexo e globalizado, o gerenciamento de riscos tornou-se uma atividade essencial para o crescimento sustentável de uma empresa. No entanto, muitas companhias ainda não tem um programa de gerenciamento de risco estruturado.

Pesquisa realizada pela KPMG com 67 empresas de diversos setores no Brasil mostra que apenas 44% delas afirmaram que a gestão de riscos foi implementada em sua organização.

Mesmo entre as companhias que disseram ter gerenciamento de riscos - quando indagadas na pesquisa sobre a eficácia de seus controles internos - 47% responderam que ainda há espaço para muitas melhorias.

“A crise econômica global trouxe à tona uma maior necessidade das empresas gerenciarem de forma eficaz seus riscos, com o objetivo de diminuir as perdas e tornarem-se menos vulneráveis às oscilações e desafios do mercado”, afirma Guilherme Dultra, gerente de Risk & Compliance da KPMG no Brasil.

"No entanto, ainda há um número considerável de empresas que não tem um programa de gerenciamento de risco. Já em outros casos, há organizações que implementaram a gestão de riscos, mas não de forma estruturada. Um problema comum nessa situação é que questões básicas como definir internamente os papéis desta gestão não são bem definidos nas empresas”.

Apesar desse cenário, os executivos reconhecem esta área estratégica para sua organização. De acordo com o levantamento, o item “cultura forte e sensibilização de riscos em toda a organização” foi considerado por mais de 20% dos entrevistados um dos pontos mais importantes para o sucesso do gerenciamento de riscos. O segundo tema mais votado pelos executivos foi o “apoio da Alta Administração”, com 17%.

“Ter o patrocínio da diretoria e da presidência para projetos voltados à gestão de riscos é fundamental para o sucesso da atividade. Sem esse apoio, muitos desses programas acabam perdendo a efetividade ou simplesmente nem saem do papel”, André Coutinho, sócio de Risk & Compliance da KPMG no Brasil.

Outro ponto interessante, é que as organizações, ainda demonstram uma forte carência por instrumentos de mensuração desses riscos. Este ponto é possível observar tendo em vista que 34% dos executivos afirmaram que seus indicadores são pouco efetivos.

“É muito importante as empresas darem atenção nesse caso, pois indicadores eficazes podem proporcionar informações relevantes para a tomada de decisão dessa organizações”, conclui Dultra.

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