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Estudantes agitam mercado
de locação em SP, diz Secovi
11-02-2011
O mercado de locação na cidade de São
Paulo, já bastante aquecido devido à falta
de imóveis para alugar, movimenta-se ainda mais
neste início de ano, com a busca de moradias
por estudantes que passaram no vestibular e também
por universitários que, com a mudança
de ano letivo, anseiam por imóveis maiores ou
mais bem localizados.
De acordo com Hilton Pecorari Baptista, diretor de Locação
Residencial do Secovi-SP (Sindicato da Habitação),
a demanda começa a crescer no final de janeiro
e se estende até o início de março
nas regiões próximas às universidades,
em bairros como Butantã (onde está a Universidade
de São Paulo), Vila Buarque e Higienópolis
(Mackenzie e Faap), Centro e Liberdade (FMU e cursinhos
pré-universitários) e Vila Mariana e Vila
Clementino (Universidade Federal de São Paulo).
“Esse já é um período de
grande rotatividade no mercado de locação,
porque muita gente prefere mudar de casa durante as
férias, e isso cresce ainda mais por causa dos
universitários”, diz o diretor.
“Os imóveis mais procurados são
os pequenos e econômicos, de 1 e 2 dormitórios,
sem luxo, e com valor baixo de condomínio”,
esclarece Pecorari Baptista.
Estimativas de imobiliárias associadas ao Secovi-SP
dão conta que, em algumas regiões da Capital,
a procura por aluguel cresce até 30% entre fins
de janeiro e de março. Esse é o caso da
Krisos Imobiliária, com atuação
bastante concentrada no bairro do Butantã.
“A fase mais crítica em termos de demanda
vai do final de fevereiro ao começo de março.
Aí faltam imóveis para alugar”,
afirma Simone Crisostomo, diretora da Krisos. Os preços
também disparam. “Eles sobem entre 10%
e 20% na região, comparativamente a meses considerados
‘neutros’, como setembro e outubro”,
conta Simone.
Nesta época do ano, a Krisos nota aumento na
procura por moradias de 1 e 2 dormitórios. “São
imóveis onde moram de dois a três estudantes,
a maioria do interior paulista”, comenta. A empresa
comercializa um tipo de moradia que tem feito muito
sucesso entre os estudantes: kitchnettes mobiliadas
(cama, armário, fogão e geladeira) que
incorporam alguns diferenciais em relação
às kitchs tradicionais: banda larga em todas
as unidades, lavanderia coletiva e zeladoria. “O
pacote inclui água, luz, IPTU, internet e zeladoria.
E isso é uma vantagem para os estudantes, que
sabem quanto vão gastar o ano todo”, informa
a diretora.
A fim de garantir mais organização e
espantar a bagunça, há limitação
no número de moradores por unidade nessas kitchs
administradas pela Krisos: duas pessoas. Pecorari Baptista
confirma que hoje em dia alguns proprietários
e administradoras estão restringindo o número
de moradores por imóvel quando veem que o inquilino
é estudante. “A intenção
é impedir a formação de uma ‘república’,
que não costuma ser bem-aceita pelo condomínio”,
justifica.
O diretor do Secovi-SP diz que dificilmente a locação
para estudantes é motivo de dor de cabeça
para as imobiliárias. É que, em vez de
conhecidos ou parentes distantes, são normalmente
os pais dos estudantes que arcam com as despesas e servem
de fiador para a locação. “O seguro-fiança,
feito em nome dos pais, também é bem aceito”,
esclarece. O mesmo acontece na Krisos. Noventa por cento
das kitchnettes diferenciadas são alugadas com
caução (depósito de três
meses), sendo que em 80% dos casos é o pai do
estudante que paga a conta.
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