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Pequenas empresas brasileiras
vão ampliar investimentos em TI
18-01-2011
A pesquisa “Por dentro do mercado de médio
porte: uma perspectiva para 2011”, encomendada
pela IBM e conduzida pela empresa KS&R, identificou
que as tecnologias analíticas e preditivas estão
sendo amplamente adotadas pelas pequenas e médias
empresas para aprimorar a competitividade, apoiar estratégias
de expansão e atender melhor os clientes. O estudo
global com mais de 2 mil empresas de médio porte
em 22 países, incluindo o Brasil, também
aponta uma rápida adoção da computação
em nuvem (cloud computing) entre esse segmento, com
dois terços delas planejando ou já implementando
tecnologias baseadas em nuvem como parte de suas infraestruturas.
De acordo com a pesquisa, as empresas de médio
porte estão em uma curva ascendente em 2011,
já que mais de 50% delas pretendem aumentar seus
orçamentos de TI ao longo dos próximos
12 meses, comparado a apenas 20% em 2009. No Brasil,
81% das empresas entrevistadas aumentarão seus
investimentos em TI neste ano, enquanto apenas 6% reduzirão
o orçamento nessa área. O país
está bem próximo do primeiro colocado
no ranking, a Índia, onde 84% das companhias
gastarão mais com TI, e está bem acima
da média dos mercados emergentes, que é
de 69%.
Essas empresas estão investindo em um amplo
leque de prioridades, incluindo colaboração,
processos analíticos, mobilidade, computação
em nuvem e sistemas de relacionamento com clientes.
Elas também pretendem fazer o upgrade de sua
infraestrutura básica com o objetivo de obter
melhor desempenho, segurança e confiabilidade.
No Brasil, o gerenciamento financeiro e a virtualização
dos processos também são prioridades de
negócio para as companhias.
Globalmente, mais de dois terços das empresas
estão buscando soluções de virtualização
para tirar partido de uma infraestrutura compartilhada,
aprimorando a eficiência, baixando custos e aumentando
a escalabilidade. Os investimentos em tecnologia das
pequenas e médias empresas brasileiras também
são impulsionados pela necessidade de redundância
dos sistemas e pela economia de espaço físico.
“Os resultados mostram que à medida que
as economias no mundo inteiro continuam em sua rota
de recuperação, empresas de médio
porte estão lidando com um novo conjunto de desafios
e oportunidades. Quando falamos com essas companhias
dezoito meses atrás, a maioria estava concentrada
em reduzir custos e aumentar eficiência. Hoje
a conversa é mais voltada a como crescer e como
se conectar com os clientes. É um ambiente muito
diferente e muito mais promissor”, ressalta o
executivo para pequenas e médias empresas da
IBM Brasil, Luciano Sulzbach.
No país, além do lançamento de
novos produtos e o fortalecimento da rede de parceiros,
a IBM trabalha em outras duas linhas de frente para
possibilitar uma oferta mais acessível de TI
às pequenas e médias empresas: apoio a
sua rede de canais e revendas; e na estratégia
de Expansão Geográfica que, desde o ano
passado, vem reforçando a presença da
companhia em mercados onde há grande potencial
de crescimento, fora das capitais Rio de Janeiro, São
Paulo e Brasília.
Principais resultados:
Processos Analíticos
Antes exclusivo de empresas maiores, com orçamentos
mais elevados, o uso de processos analíticos
agora é mais comum, como resultado de ferramentas
mais acessíveis e amplamente disponíveis
para empresas de médio porte. A pesquisa identifica
que 70% das companhias entrevistadas planejam ou já
implementam uma solução de processos analíticos
de negócios; sendo que 20% já concluíram
a implantação e estão no estágio
de manutenção de um projeto de processos
analíticos. Além disso, aproximadamente
60% mencionam processos analíticos como sua “Prioridade
de TI mais crítica” ao longo dos próximos
12 a 18 meses, com significativo volume de orçamento
de TI sendo designado para garantir o sucesso de seus
projetos de processos analíticos.
Foco Estratégico
Comparações entre a pesquisa atual e
a de 2009 revelam uma mudança acentuada do foco
em controle de custo e eficiência para uma ênfase
maior em crescimento, clientes e inovação.
Hoje 21% caracterizam seu foco como “Eficiência
e Controle de Custo”, com acentuada maioria (79%)
concentrando-se em crescimento, inovação
e clientes. Em 2009, 53% caracterizavam o foco de suas
empresas como sendo “Eficiência e Controle
de Custos”, com menos da metade (47%) concentrada
em crescimento, inovação e clientes. Essa
mudança de foco se reflete nos aspectos que impulsionam
processos analíticos, citados pelos participantes
da pesquisa como o aumento da eficiência (37%),
aprimorar o direcionamento de clientes, o conhecimento
e a informação (37%) e promover estratégias
de expansão (15%).
Nuvem
Em termos globais, 66% das empresas de médio
porte pesquisadas têm projetos de computação
em nuvem em andamento ou no estágio de planejamento.
Entre os principais benefícios da computação
em nuvem, os entrevistados citam a otimização
de custos e redundância, aumentando ao mesmo tempo
a disponibilidade e a escalabilidade. Quando perguntados
sobre que tipo de solução de nuvem pretendiam
implantar, a maioria pensava em usar um modelo de nuvem
privada. De acordo com a pesquisa, 76% estão
usando atualmente ou pretendem usar a abordagem de nuvem
privada.
Parceiros
Para perseguir essas prioridades, mais de 70% das empresas
de médio porte estão buscando um relacionamento
mais consultivo, ao invés de puramente transacional,
com seus fornecedores primários de TI. As empresas
pesquisadas mencionam confiabilidade, desempenho de
produtos e preços competitivos como as principais
razões para escolher seu fornecedor primário
de TI.
Sobre a Pesquisa
O levantamento com 2.112 pessoas responsáveis
por decisões de negócio e de tecnologia
da informação em empresas de médio
porte (de 100 a 1.000 funcionários) foi conduzido
em diferentes segmentos de mercado, incluindo bancos,
varejo, produtos de consumo, atacado, transporte, produtos
industriais e seguros. Participantes de 22 países
foram ouvidos, incluindo Estados Unidos, Canadá,
Reino Unido, países nórdicos (Dinamarca,
Finlândia, Islândia e Noruega), Suécia,
Alemanha, França, Itália, BeNeLux (Bélgica,
Países Baixos, Luxemburgo), Espanha, Japão,
China, Brasil, Índia, Rússia, Austrália,
México, Coreia, Singapura, África do Sul,
Polônia, Nova Zelândia e a República
Tcheca. A pesquisa foi conduzida no quarto trimestre
de 2010 para capturar prioridades atuais e futuras de
negócio e de TI, bem como o direcionamento dos
investimentos.
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