Brasil tem uma das menores cargas fiscais para profissionais de alta renda

21-06-2011

Entre 19 países estudados, o Brasil tem a 15ª menor carga fiscal, de acordo com a arrecadação de impostos e seguro social sobre o salário de quem possui alta renda. Dentre os países do G8, somente a Rússia arrecada menos encargos que o Brasil junto às rendas mais altas. Apesar de impor uma carga fiscal relativamente leve aos ganhadores de alta renda, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda, dentre os 19 países da amostra. As tabelas abaixo ordenam de forma decrescente os países segundo as cargas fiscais impostas a pessoas físicas.

A UHY Internacional analisou dados fiscais em 19 países, por meio da sua rede de agências em todo o mundo, incluindo membros do G8 e das principais economias emergentes. No Brasil a rede é representada pela UHY Moreira-Auditores. A cada país foi solicitado o cálculo do “pagamento que levam para casa” os trabalhadores de alta e baixa rendas, tendo em conta impostos pessoais e contribuições à seguridade social.

Os ganhadores de baixa renda foram definidos como trabalhadores que ganham US$ 25 mil ao ano, e os de alta renda definidos como os que ganham US$ 200 mil anuais. Os cálculos estão baseados em pessoas solteiras e sem filhos.

Paulo Moreira, superintendente da UHY Moreira–Auditores no Brasil e membro da UHY International, diz que a baixa carga fiscal do Brasil tem contribuído para fazer a economia mais competitiva e está atraindo a atenção de negócios de alta qualidade e bem estabelecidos. "Mas as empresas estão atentas aos impostos pessoais ao decidirem onde se instalar. Se a carga tributária pessoal é alta demais, elas direcionam esforços para outras áreas onde possam atrair os talentos necessários", diz.

“Os governos estão lidando com decisões difíceis no momento e vários estão lutando com déficits recordes. Atingir uma posição fiscal sustentável será difícil sem aumentar impostos, mas encargos altos reduzem a competitividade e podem impedir o crescimento econômico”.

Paea ele, muitos desses assalariados de alta renda são altamente qualificados e os países estão arriscados a perder habilidades e capital se os funcionários são tributados significativamente em comparação a outros países competidores.

Para salários de alta renda, a diferença no valor de impostos arrecadados entre o país de maior tributação – Itália – e aquele de menor tributação (exceto Dubai) – Rússia – é US$ 65.811,00 o que significa que uma pessoa ganhando US$ 200.000,00 anuais na Itália pagaria três vezes mais em impostos e seguridade social do que um profissional com o mesmo salário na Rússia.

A pesquisa também revela que, para assalariados de baixa renda (exceto Dubai), a diferença no valor de impostos pagos em um país de maior tributação – Alemanha – e aquele de menor tributação – Irlanda – é US$ 5.788,00. O que significa que uma pessoa ganhando US$ 25 mil anuais na Alemanha, pagaria mais de seis vezes em impostos e seguridade social quanto o de uma pessoa equivalente na Irlanda.

Paulo Moreira informa que os assalariados de baixa renda no Brasil têm uma carga fiscal comparativamente alta em relação a outros países. "Baixos impostos para pessoas com baixa renda podem incentivar o emprego e reduzir o desemprego," avalia.

Segundo ele, os custos do Brasil são altamente onerados pelos custos da Previdência que recaem sobre a empresa e os custos de seguridades que recaem sobre a Pessoa Física. Site: www.uhymoreira.com.br

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