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Estudo aponta mudanças
na experiência de assistir TV
08-12-2011
O desejo dos consumidores pela conexão via redes
de relacionamento e a demanda de conteúdo a qualquer
hora, em qualquer lugar, está impulsionando a
maior convergência da indústria de entretenimento
dos últimos anos. A tendência também
leva a uma mudança radical na experiência
tradicional de assistir TV, de acordo com um estudo
global publicado pela Motorola Mobility.
O Barômetro de Engajamento de Mídia de
2011 da Motorola Mobility, estudo independente de hábitos
de consumo de vídeo feito com 9 mil consumidores,
de 16 países, mostra grandes temas que estão
redefinindo o ecossistema residencial e a experiência
de entretenimento do consumidor.
Os resultados deste ano mostram que os consumidores
procuram TV móvel, TV social, serviços
de casa conectada e serviços em nuvem personalizados.
Cada uma dessas categorias oferece aos provedores de
serviços oportunidades significativas de expandir
seu portfólio, impulsionar a fidelização
de clientes e explorar novos fluxos de receitas.
“Os consumidores estão cada vez mais conectados
e querem acesso permanente a seus conteúdos e
comunidades”, diz em nota John Burke, vice-presidente
sênior e gerente-geral de Experiências Convergidas
da Motorola Mobility. “Eles não estão
preocupados em como a tecnologia faz tudo isso acontecer;
simplesmente querem que funcione e esperam que se adapte
perfeitamente à sua rotina diária.”
Principais resultados do Barômetro de Engajamento
de Mídia de 2011 são:
1 – Consumo de TV permanece estável
O desejo dos consumidores por conexão constante
está influenciando o consumo de TV e filmes,
que responde por uma média mundial de 15 horas
por semana. Os alemães assistem, em média,
18 horas de TV e vídeo por semana, sendo que
em 2010 viam 14 horas. Os entrevistados dos EUA agora
assistem a 21 horas de TV por semana –duas horas
a mais que em 2010.
Os alemães agora assistir uma média de
18 horas semanais de TV e vídeo em comparação
com 14 horas (TV e vídeo) em 2010. Entrevistados
EUA agora assistir 21 horas de TV por semana - duas
horas a mais que em 2010.
Graças ao DVR, a TV sob demanda está
mudando o modo e o momento em que os consumidores veem
seus programas prediletos. Este ano, três vezes
mais consumidores estão assistindo TV sob demanda
– 18% em 2011, em comparação com
5% no ano passado. Houve um aumento semelhante no Reino
Unido, 15% dos consumidores estão assistindo
TV sob demanda em 2011, contra 8% em 2010.
Os provedores de serviços poderão aproveitar
a tendência, oferecendo melhor experiência
de transmissão de programação ao
vivo. A utilização cada vez mais intensa
de mídias sociais integradas com o guia de TV
pode incentivar telespectadores a assistir à
transmissão original do programa e compartilhar
imediatamente com outros fãs e amigos.
2 – Engajamento online e TV social apresentam
fortes oportunidades
Com uma média de 12 horas online por semana
e mais seis horas dedicadas às redes de relacionamento,
o engajamento online continua a ser um fator importante
na rotina semanal do consumidor. Além disso,
a TV social já é uma tendência importante:
mais da metade (61%) dos entrevistados em nível
global diz que já discutiu um programa de TV
com amigos via redes sociais. A expectativa é
de que a tendência se mantenha – outros
49% disseram que teriam interesse nesse tipo de serviço
– representando uma enorme oportunidade para provedores
de serviços em todo o mundo.
Entre os resultados globais adicionais relacionados
a engajamento online e TV social, estão:
· Preferência pelo acesso a serviços
de TV social via PC, smartphone ou tablet (43%) em vez
de acessar pela televisão utilizando o menu na
tela (40%).
· Usar redes de relacionamento para comentar
programas é o serviço de TV social preferido
por 89% dos entrevistados na Alemanha, 87% nos Estados
Unidos e 60% na Coreia.
· Entrevistados na Rússia (55%) e nos
EUA (34%) disseram que prefeririam um serviço
de TV social com links para sites nos quais pudessem
comprar produtos mostrados no programa, enquanto apenas
23% dos entrevistados na Alemanha preferiram esse tipo
de serviço.
· As pessoas preferem um serviço de videochamadas
com familiares e amigos, com maior intenção
de adesão do serviço na China, com 58%
dos entrevistados, em comparação com 37%
dos americanos e somente 19% dos que vivem no Reino
Unido.
3 – Finalmente, a TV móvel
Parece que a TV móvel realmente decolou no último
ano – mais de um terço (37%) dos entrevistados
no mundo dizem que assistem a serviços de televisão
fora de casa por meio de um smartphone, tablet, PC ou
laptop.
· A pesquisa de 2011 revelou que o número
de pessoas nos Estados Unidos que assistem TV no smartphone
aumentou quase cinco vezes com relação
a 2010: 23% atualmente assistem TV em seus smartphones.
· Comparativamente, 46% dos japoneses relatam
que assistiram TV móvel em seus smartphones em
2011.
· A Alemanha (22%), Emirados Árabes Unidos
(20%), México e Cingapura (ambos 19%) também
são grandes fãs da TV móvel, enquanto
apenas 7% dos argentinos assistem TV móvel menos
de uma vez por semana.
· Por último, mais que um quarto (27%)
dos consumidores globais com idade entre 25 e 34 anos
assistem TV em dispositivos móveis uma ou duas
vezes por semana, contra um pouco mais de um terço
(34%) dos consumidores na faixa de 45 a 54 anos e um
terço (33%) dos entrevistados com mais de 55
anos.
4 – A nuvem pessoal toma forma
Um estudo de setembro de 2011 da Juniper Research projeta
que receitas de serviços em nuvem para consumidores
alcançarão o nível de US$ 6,5 bilhões
até 2016. Segundo a pesquisa, esse crescimento
será impulsionado por serviços de vídeo
e música. Os resultados são confirmados
pelo estudo da Motorola, que revelou que 52% dos consumidores
americanos tinham interesse em um serviço que
permitisse acesso aos seus dados pessoais (tais como
vídeos, fotos e outras informações)
em qualquer dispositivo, de qualquer lugar do mundo.
· Em 2011, 41% dos entrevistados globais disseram
que teriam interesse em um serviço do tipo nuvem
pessoal, mas que teriam de ser convencidos de seu valor.
· Esses resultados são mais fortes entre
os entrevistados de Cingapura (50%), Coreia do Sul (49%),
Emirados Árabes Unidos (39%) e EUA (34%).
· Entrevistados da China (38%), México
e Turquia (ambos 35%) foram os mais interessados nesse
tipo de serviço, contra 7% dos alemães.
5 – Aumento de serviços de casa conectada
As pessoas do México (49%), Turquia (43%) e
China (42%) são as mais interessadas na possibilidade
de gerenciar dispositivos da residência remotamente,
seja via smartphone, tablet ou laptop, enquanto, com
31%, a Austrália, Suécia e Estados Unidos
estão mais próximos da média global
de 30%.
No mundo, 36% das pessoas questionadas disseram que
gostariam que seu provedor de comunicações,
em vez de empresas de segurança residencial ou
prestadoras de serviços públicos, fosse
um serviço de automação residencial.
Por último, o estudo revelou que controlar a
casa remotamente é mais interessante para os
homens (34%) do que para as mulheres (26%).
Barômetro
O Barômetro de Engajamento com a Mídia
da Motorola é um projeto de pesquisa que examina
os hábitos de consumo de vídeo de 9 mil
consumidores em 16 mercados: Reino Unido, França,
Alemanha, Suécia, Rússia, Turquia, Estados
Unidos, México, Brasil, Argentina, Austrália,
Coreia do Sul, Cingapura, Japão e China. A pesquisa
foi conduzida uma agência independente, a Vanson
Bourne.
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