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Propaganda online já
influencia mais o jovem que a de TV
10-11-2011
Os estudos da Deloitte Media Democracy e Conectividade
e Mobile Consumption mostram que o Brasil é um
dos países que mais se destacam quando se fala
em consumo de mídia e tecnologia. Ambas as pesquisas
mostram que celulares e internet são os atores
principais desse crescimento.
A 5ª edição da pesquisa Media Democracy
ouviu cerca de 10 mil representantes de locais como
Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido
e Brasil, em 2010. Aqui, 1.986 pessoas, na faixa etária
de 14 a 75 anos, com computador em casa, participaram
do levantamento.
O brasileiro continua se destacando em relação
aos outros países como um público consumidor
de mídia. São 41,4 milhões de internautas
ativos. Para 78% dos entrevistados, se tornou um aparelho
de entretenimento mais importante que a TV.
Quando questionados sobre o que mais fazem na internet,
63% dos brasileiros respondentes disseram atualizar
a página de relacionamento pessoal (Facebook,
Orkut, MySpace etc). Um total de 48% também posta
comentários e se comunica nas redes sociais.
Os sites de relacionamento pessoal são valorizados
por 83% dos entrevistados por permitirem a interação
com os amigos, muito mais frequente e possível
do que no mundo “offline”. Além disso,
52% consideram o tempo gasto com essa interação
algo tão valioso quanto o tempo que passam juntos
com os amigos.
Essa edição da Media Democracy mostrou
ainda que as propagandas online foram as mais influentes
na decisão de compra dos respondentes (68%).
Em 2009, a televisão ocupava o primeiro lugar
com 77% e agora, em 2010, está em segundo com
66%.
“Podemos observar que a propaganda online tem
ocupado um espaço importante. Considerando que
a produção e veiculação
online têm um custo muito mais baixo do que uma
produção publicitária para TV,
essa tendência precisa ser observada como uma
grande oportunidade de negócio pelos anunciantes”,
diz em nota Marco Brandão, sócio da Deloitte
na área de tecnologia, mídia e Telecom.
Além da televisão, as revistas, jornais
e rádios foram os meios mais mencionados.
Quase 90% dos entrevistados já ouviram falar
sobre um produto, pela primeira vez, na internet. Já
78% dos respondentes efetuaram compras por indicações
feitas online. Porém, ainda que a internet venha
ganhando, cada vez mais, espaço entre os brasileiros,
63% preferem assistir aos programas de televisão
que mais gostam pelo método tradicional de visualização;
somente 37% afirmaram que assistem por meio online.
Essa porcentagem entre os Millenials cresce para 41%.
Outro dado curioso mostra que as versões online
de jornais e revistas são mais lidas que as versões
impressas - 54% dos respondentes lêem a versão
online do jornal.
A 5ª edição da Media Democracy mostra
ainda que os brasileiros pretendem assistir a vídeos
3-D em casa (67%) e querem ter habilidade para mover
e assistir/ouvir músicas, filmes e programas
em qualquer dispositivo ou plataforma tecnológica
(66%). Além disso, também esperam, quando
estiverem em uma loja, ter a capacidade de acessar informações
sobre um produto de interesse apenas escaneando seu
código de barras com o próprio telefone
celular.
O estudo aponta que quase 50% da amostra afirma utilizar
celular/smartphone como fonte de entretenimento. Além
de usá-lo para conversar, entre as principais
utilidades do celular (usadas com freqüência
pelos entrevistados) estão: mensagens de texto
(90%), câmera fotográfica digital (76%),
músicas (73%) e câmera de vídeo
(63%). Os Millenials também aproveitam mais outros
recursos dos smartphones, como assistir a vídeos
caseiros e baixar aplicativos.
"O brasileiro tem se destacado neste mercado e
hoje já é um dos maiores consumidores
para esse tipo de aparelho. Isso comprova que somos
um povo que gosta e deseja ter acesso às tecnologias
de ponta, além de estar buscando a mobilidade",
explica Brandão. Entre os americanos, que já
têm essa cultura mais latente, apenas 40% destacaram
sua vontade de comprar um smartphone e 33% afirmaram
já possuir um celular desse tipo.
O estudo Conectividade e Mobile Consumption também
mostra como o smartphone se tornou um objeto de desejo
de consumo de grande parte da população
brasileira. A pesquisa mostra um fato curioso sobre
à ferramenta de SMS. A análise mostra
que a quantidade de torpedos reduziria com a popularização
de aplicativos de mensagens instantâneas - e-mail
e de redes sociais para celular.
Porém, o mercado de SMS continua forte, contando
com forte presença do público jovem e,
principalmente, de usuários de smartphones. Cerca
de 40% dos usuários de smartphone enviam mensagens
pelo menos uma vez ao dia.
Sobre a internet, a pesquisa mostra que o principal
meio de conexão com a internet continua sendo
a rede fixa. Porém, a rede móvel (GSM
e UMTS) já participa de forma relevante nas opções
dos usuários de banda larga. Apesar de a rede
de banda larga fixa representar 61% da utilização
da internet, a rede de banda larga móvel apresenta
maior flexibilidade em sua utilização,
fortalecendo a demanda por esse tipo de serviço.
A nova geração de conexão 4G é
uma grande oportunidade para ser explorada, inicialmente
pelo aumento de aparelhos que se conectam à internet,
como TV’s, tablets e também pela competitividade,
que deverá fazer frente aos serviços de
banda larga fixo, com velocidades superiores a 100 Mbts.
O estudo é baseado em dados obtidos por meio
de pesquisa online realizada em 15 países com
mais de 30 mil usuários. Nos países em
desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, Turquia
e África do Sul, a análise abordou profissionais
de áreas urbanas, que tendem a possuir rendas
superiores a média de mercado no país.
No Brasil, a pesquisa contou com 2.131 respondentes,
de todas as classes sociais e todas as faixas etárias
a partir de 18 anos.
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