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Inclusão de deficiente
no mercado ainda enfrenta problemas
12-07-2011
Perto do aniversário de 20 anos da Lei nº
8.213/1991, publicada no dia 24 de julho de 1991, a
qual obriga as empresas com cem ou mais empregados a
preencher de 2% a 5% dos seus cargos com portadores
de deficiência, muitos empresários ainda
continuam encontrando sérias dificuldades para
o preenchimento dessas cotas. O motivo é a falta
de profissionais capacitados em razão da carência
de formação básica.
De acordo com as informações do último
censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), existem, no Brasil, aproximadamente 24,5 milhões
de pessoas com algum tipo de deficiência, que
representa um universo de 14,5% da população.
Desses, 60% são analfabetos.
Na opinião da advogada trabalhista e previdenciária
do Cenofisco – Centro de Orientação
Fiscal Andreia Tassiane Antonacci existe um desacordo
entre a quantidade de vagas ofertadas no mercado pelas
empresas, por imposição legal, e a falta
de trabalhadores deficientes capacitados para preenchê-las.
Segundo informações do último
Relatório Anual de Informações
Sociais (Rais), divulgado pelo Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE) em maio deste ano, entre os
anos de 2007 e 2010, o número de trabalhadores
com deficiência formalmente empregados caiu 12%.
Aproximadamente 42,8 mil vagas para pessoas com deficiência
foram fechadas.
O relatório aponta que 348, 8 mil trabalhadores
empregados no Brasil tinham alguma deficiência
em 2007. No ano passado, esse número caiu para
306 mil. Contudo, o total de trabalhadores empregados
formais no País passou de 37,6 milhões
para 44,1 milhões.
Para Andreia, essa desarmonia entre o crescimento do
número de empregos formais e a redução
das contratações de deficientes pode representar
indícios de ilegalidade, uma vez que se as contratações
aumentaram era de se esperar que o número de
pessoas deficientes inclusas no mercado de trabalho
também crescesse.
“As causas da redução das contratações
devem ser avaliadas com extrema urgência para
revertemos essa situação”, diz.
Ela comenta ainda que os baixos salários comparados
às aposentadorias também são uma
barreira para o aumento das contratações
das pessoas com deficiência.
“Além disso, para agravar ainda mais a
situação, muitas empresas afirmam que
candidatos com deficiência não possuem
qualificação necessária para assumir
as vagas disponíveis ou que esses postos de trabalho
são serviços que não podem ser
executados por deficientes”.
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