Maioria dos recém-formados em faculdades quer ser trainee

13-09-2011

Nos meses de julho e agosto, a Page Talent lançou a seguinte questão em seu site: “Me Formei. E Agora?” Dentre os jovens que acessaram o site e responderam a enquete (900 pessoas), 59% afirmaram que procurou, ou procura, programas de trainee. A busca por vagas efetivas vem em segundo lugar.

“A busca por experiência é natural. O jovem quer conhecer na prática o que pode ser feito de todo o conhecimento teórico que acumulou durante os anos de faculdade”, afirma Danilo Castro, diretor da Page Talent no Brasil.

Apenas 7% manifestou interesse em seguir a carreira academia.

Os programas de trainee são o sonho dos jovens profissionais, como aponta o estudo. Rápido crescimento, boa exposição e contato com os executivos da companhia e a oportunidade de vivenciar diferentes áreas são pontos muito buscados pelos jovens profissionais.

Muitos têm a passagem por programas de trainee como objetivo principal, e muitas vezes, quando ele não é aprovado, o recém-formado sente que uma lacuna simplesmente não foi preenchida, afirma o diretor.

Outros números levantados apontam também o atual momento dos jovens no Brasil. Apenas 3% dos que responderam desejar abrir seu próprio negócio. “Esse número não significa necessariamente que o jovem não tem o sonho de ser dono do seu próprio negócio. O foco principal aqui é a experiência”, explica Castro.

Pode-se dizer que o jovem deseja entender mais sobre o mundo dos negócios e adquirir experiência antes de se aventurar no mercado com sua própria marca. “Isso é importante. A vivência corporativa traz experiência não apenas na área de atuação dos jovens profissionais, mas em aspectos tão importantes quanto, como contato com clientes, fornecedores e o próprio dia-a-dia do negócio”, afirma. Para ter seu próprio negócio, conhecer mais desses aspectos pode ser essencial.

Os 6% que afirmam desejar fazer um intercâmbio após a formatura também demonstram interesse por adquirir novas experiências. “Conhecer o mundo, outras línguas e culturas é hoje muito valorizado em um currículo”, ressalta Castro. “Mas nada substitui o conhecimento da área de atuação e do mercado de trabalho”, acrescenta.

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