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Estudo traça perfil
do empreendedor digital brasileiro
18-11-2011
Homens na faixa dos 30 anos, com elevado nível
de escolaridade, formados em diversas áreas,
que empreendem para fazer aquilo que gostam, residentes
no eixo Sudeste/Sul do Brasil e sem acesso a investimento
para iniciarem suas startups, a maioria mantém
emprego para financiar com capital próprio. Este
é o perfil do empreendedor digital brasileiro,
de acordo com pesquisa encomendada pelo Grupo RBS, que
promove o Prêmio RBS de Empreendedorismo e Inovação
(PREI).
A pesquisa realizada pelo M. Sense Pesquisa e Inteligência
de Mercado entrevistou 770 empreendedores digitais no
Brasil entre setembro e outubro. Como empreendedor deste
setor considerou-se o fundador de uma empresa ou idealizador
de projeto no meio digital.
O estudo aponta que a pirâmide social dos empreendedores
digitais é diferente do perfil da população
brasileira. Além de majoritariamente homens (75%)
e com idade entre 20 e 30 anos (61%), a pesquisa identificou
que 86% dos empreendedores digitais pertencem às
classes A e B. Já entre a população
brasileira, as mulheres são ligeiramente mais
numerosas e a classe C é a maioria, inclusive
entre os internautas.
Com elevado nível de escolaridade, já
que 95% possuem superior completo ou estão cursando,
o empreendedor digital brasileiro curiosamente não
necessita de formação em tecnologia, sendo
Comunicação Social o curso mais frequentado,
opção de 32%. Grande parte dos entrevistados
(70%) busca nos cursos de pós-graduação
o conhecimento para gerir seus negócios, principalmente
em administração/ gestão empresarial
e marketing, preferência de 59% dos respondentes.
“O meio digital no Brasil é identificado
como mídia e atrai profissionais da área
de Comunicação, diferente do que acontece
em países como os Estados Unidos, por exemplo,
em que os profissionais de Tecnologia é que dominam
este segmento”, avalia Fábio Bruggioni,
CEO de Internet e Mobile do Grupo RBS.
Com relação às áreas de
atuação, nota-se um equilíbrio
entre negócios de conteúdo (26%), social
media (25%) e web e mobile (25%). Apesar da expansão
de negócios transacionais, como sites de compras
coletivas, leilões virtuais e e-commerce, esse
tipo de empreendimento representa apenas 9% dentre os
projetos dos empreendedores digitais entrevistados.
Além das características naturais de
um entrepreneur, como criatividade, iniciativa e inovação,
os empreendedores digitais brasileiros precisam ter
uma boa visão estratégica e de modelos
de negócio para se adaptar ao mercado e pagar
as contas no fim do mês. As principais dificuldades
que eles encontram são a falta de investidores,
sejam eles públicos ou privados, e a falta de
mão de obra qualificada, principalmente de em
tecnologia.
“A pesquisa mostra que a falta de investimentos
e de políticas de incentivo do governo faz com
que os empreendedores deixem a inovação
em segundo plano”, destaca Fabio Bruggioni. “Para
viabilizar seu negócio, o profissional precisa
colocar sua ideia em prática rapidamente para
ter retorno e, no mínimo, conseguir se manter,
não sobrando tempo nem recursos para investir
em inovação”, acrescenta o CEO.
A maior motivação indicada pelos entrevistados
para empreender é trabalhar com o que gosta (79%).
Sendo assim, não é raro encontrar empreendedores
digitais que, além de enxergar as oportunidades
e desenvolver o plano de negócios para suas idéias,
trabalham, financiam e abrem as portas de suas próprias
casas para o desenvolvimento do projeto.
Destaques
Outros dados relevantes identificados na pesquisa são
a região onde os empreendimentos digitais estão
concentrados e a idade das empresas: 93% localizam-se
no Sul e no Sudeste e têm menos de três
anos de vida (74%). O estado de São Paulo desponta
como o maior pólo brasileiro de empreendimentos
digitais, com 62% do total de projetos do País.
As startups são em média fundada por
dois sócios (39%) e contam com cerca de cinco
pessoas trabalhando nelas (36%). Do início até
o lançamento do produto, 38% dos empreendedores
levam de sete a 12 meses de trabalho.
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