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Como manter a motivação
e reduzir as faltas ao trabalho
22-08-2011
Como manter a motivação no trabalho?
Muitas vezes, por trás daquela falta por motivo
de doença, compromisso familiar ou desculpa de
última hora, está um profissional que
se sente desestimulado, que vê suas habilidades
sendo mal aproveitadas. Uma vez detectado, esse comportamento
deve servir de alerta para empresas e funcionários,
dizem os especialistas.
Recentemente, uma pesquisa realizada no mercado de
trabalho britânico mostrou que a maior causa das
faltas no trabalho era o tédio. Esse resultado
pode refletir falta de comprometimento, alienação
e desinteresse. Mas é preciso conhecer a causa
da causa, ou seja, o porquê do tédio.
O ser humano precisa de desafios, e não quer
ser tratado como “coisa”. Algumas empresas
veem os funcionários como “números”,
esquecendo-se do ser humano que gosta e necessita de
ser reconhecido pelo seu valor, pela sua capacidade
de criar e de inovar. “Pessoas motivadas e comprometidas
não usam de mentiras para justificar o seu desestímulo
pelo trabalho”, comenta Alexandre Rangel, sócio-fundador
da Alliance Coaching.
A questão é: como estimular as pessoas?
A motivação no trabalho decorre de três
fatores: atividade física, sociabilidade e criatividade.
Muitas empresas dão demasiada ênfase ao
trabalho meramente físico das pessoas e se esquecem
dos dois outros elementos: a sociabilidade e a criatividade.
A sociabilidade faz falta ao ser humano tanto quanto
a atividade física. “Trabalhar em equipe,
compartilhar ideias, discutir, discordar, comemorar,
ter raiva, ganhar, perder, tudo isso faz parte da natureza
humana. Quando esses estímulos não estão
presentes no ambiente de trabalho, as pessoas sentem-se
desmotivadas”, diz Rangel.
Já o terceiro elemento, a criatividade, aparece
quando as pessoas se sentem provocadas. Se o trabalho
não proporciona desafios e não estimula
o uso da inteligência, a consequência é
a apatia, a falta de entusiasmo e as pessoas encarando
o trabalho como uma entediante rotina.
O alto índice de faltas no trabalho é
um alerta para que as empresas olhem para sua força
de trabalho de forma mais humana, pois os benefícios
oferecidos por elas, como assistência médica,
vales e seguros, não são elementos motivadores
e não fazem as pessoas terem vontade de trabalhar
e produzir.
Por outro lado, essas faltas também devem ser
motivo de atenção para os profissionais.
Se a vontade de faltar, sem justificativa real, é
frequente, o funcionário deve refletir sobre
suas escolhas. Afinal, é a sua qualidade de vida
que está em jogo.
“Por mais delicada que seja a situação,
o mais indicado é conversar francamente com o
superior e falar da sua falta de motivação
para realizar o trabalho”, afirma Rangel. Um bom
profissional pode até mesmo contar com a possibilidade
de trabalhar em outro setor da empresa que possa ser
mais desafiador. Se a questão não for
sanada, é o momento de procurar outras oportunidades.
O normal do ser humano é querer progredir, viver
em condições mais confortáveis,
proporcionar melhor escolaridade e ambiente social para
si e para sua família. É por isso que,
de acordo com Rangel, o profissional deve entender que
a vida é feita de realizações,
ou seja, de ganhos e perdas. Por exemplo: se uma pessoa
determina que visitará 15 clientes na semana,
mas, na prática, visita apenas dez, ela “perdeu”
cinco visitas. Se alguém se propõe a ler
dez capítulos de um livro em um mês e consegue
ler apenas oito, “perdeu” dois.
Isoladamente, pode parecer pouco, mas some essas perdas,
por semanas, meses ou anos, e será possível
ver o impacto que isso poderá ter na vida e no
sucesso de uma pessoa. Uma falta aqui, outra ali, justificada
por uma mentira branca, a princípio pode não
significar nada, mas, multiplicando-se indefinidamente,
essa ausência profissional poderá ser desastrosa
e impedir que o profissional realize os seus sonhos
de melhor qualidade de vida.
É importante lembrar que até pior que
o absenteísmo, a ausência física
no trabalho, é o chamado “presenteísmo”.
Isso ocorre quando a pessoa está presente no
trabalho, mas o seu pensamento está distante.
Na verdade, ela está “ausente”. As
consequências podem ser mais prejudiciais, pois
o funcionário que falta ao trabalho não
comete erros. Mas, se ele está ausente em pensamento,
sua distração pode levá-lo a cometer
falhas que podem ser extremamente prejudiciais para
sua carreira e para a empresa. Site: www.alliancecoaching.com.br
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