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Retenção
e treinamento de pessoal ganham prioridade
29-07-2011
A maioria das empresas brasileiras (66,7%) está
otimista com relação ao desempenho de
seus negócios durante o ano de 2011 e acredita
em melhoria e/ou expansão. Estes foram alguns
dos resultados da edição especial de 20
anos da pesquisa de Remuneração, realizada
pela Deloitte. O levantamento apresenta informações
sobre práticas de benefícios e tendências
em recursos humanos. Os setores da economia, como bens
de consumo, comércio, metalúrgico, químico
e serviços figuraram no estudo.
No cenário de negócios, das empresas
ouvidas, 77% acreditam que o faturamento será
maior. Já sobre as empresas que planejam ampliar
seus investimentos, 84% direcionarão seus esforços
para desenvolvimento de recursos humanos, 81% para desenvolvimento
organizacional (revisão de estrutura, processos
de trabalho, etc.) e melhoria da qualidade e produtividade.
No ano passado, 61% direcionaram os investimentos para
a área de RH. “Foi possível confirmar
que o empresariado está preocupado com seus talentos
e com a retenção deles. Do ano passado
para cá, tivemos um crescimento de 23 pontos
percentuais na intenção de investimento
na área. Isto é realmente um fato novo
e muito importante”, declarou Fábio Mandarano,
gerente de Capital Humano e responsável pela
pesquisa.
A maioria das empresas (64%) conduzirá projetos
de mudança de estrutura organizacional neste
ano, como modificações no organograma,
redefinição de papéis etc. Já
68% aprimorarão os sistemas de comunicação
interna, enquanto 29% implantarão programa de
gestão de talentos.
As áreas de recursos humanos receberão
investimentos em 2011. Um total de 70% respondeu que
pretende investir em treinamentos e desenvolvimento
e 46% em remuneração, enquanto 6% será
para departamento de pessoal.
Em se tratando de práticas de recrutamento,
as mais utilizadas para seleção de pessoal
variam de acordo com o nível hierárquico.
Para cargos executivos, as empresas de assessoria e
consultoria (como headhunting) são as mais utilizadas
(66% - diretores e 74% - gerentes), seguidas do recrutamento
interno (24%).
Para os demais cargos, os formatos mais utilizados
são o recrutamento interno (72%), a indicação
por outros funcionários (68%) e os currículos
enviados espontaneamente pelos candidatos à empresa
(68%).
Para maioria das empresas participantes da pesquisa
(79%), um programa de avaliação e desempenho
faz parte do dia-a-dia da companhia. Em torno de 84%
delas avaliam seus funcionários anualmente, enquanto
16% o fazem semestralmente.
O estudo apontou que 88% das empresas concederam reajuste
salarial coletivo igual ou superior à inflação
no ano anterior, sendo que o percentual de aumento médio
real concedido acima da inflação foi de
4%.
Já sobre práticas e programas de RH,
76% dos entrevistados participam das decisões
estratégicas da companhia. Outros 58% das empresas
respondentes disseram possuir um planejamento estratégico,
enquanto 71% das empresas realizam pesquisa de clima
(avaliação do ambiente de trabalho). Apenas
18% das empresas pesquisadas possuem programa de preparação
para a aposentadoria.
O estudo contou com a participação de
97 empresas dos principais setores da economia, localizadas
em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito
Santo e Sul do país. Site: www.deloitte.com
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