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Confira os maiores riscos
e oportunidades para os negócios
30-09-2011
A gestão de talentos será o fator de
maior relevância para as organizações
brasileiras até 2013. A tendência foi apontada
pelo estudo Turn Risks and Opportunities into Results
– Exploring the Top 10 risks and Opportunities
for Global Organizations, realizado pela Ernst &
Young e que aponta os dez principais fatores de risco
e oportunidades para os negócios. No ranking
global, porém, o quesito aparece em terceiro
lugar, com índice de impacto para 2013 de 6,2
– numa escala que vai de 1 (pouco impacto) a 10
(muito impacto). No Brasil, o índice é
de 7,5.
E o Brasil não está sozinho nessa “guerra
por talentos”. A busca por bons profissionais
parece impactar a maioria dos setores pesquisados, além
dos demais mercados emergentes, como China, Índia
e África do Sul. A tendência é que
a “fuga de cérebros” não se
reverta no curto prazo, mostrando que mesmo a volta
de talentos para seus países de origem, registrada
por países como China e Índia, não
foi suficiente para suprir a necessidade de trabalhadores
nesses mercados que crescem em ritmo forte.
De acordo com o estudo, de forma global, a ausência
de pessoas com a qualificação necessária
é o item que mais contribui para reforçar
os riscos relacionados à gestão de talentos
nas organizações globais. “Isso
se deve, em parte, a problemas históricos no
sistema educacional, não privilegiando a formação
técnica e qualificação profissional.
Outros fatores que dificultam a gestão de pessoas
são a falta de foco no gerenciamento de profissionais
e a crescente competição global por talentos,
especialmente em países emergentes ainda pouco
afetados pela crise global”, explica José
Carlos Pinto, sócio de consultoria da Ernst &
Young Terco.
Outros fatores que também preocupam as organizações
brasileiras, segundo as previsões para 2013,
são: regulação e compliance (7,2);
inovação tecnológica (7,1); corte
de custos (6,8); pressão por preços (6,4);
acesso ao crédito, que empata com intervenção
do Estado na economia (5,9); risco de mercado (5,7);
riscos relacionados à responsabilidade social
empresarial (5,1); e, por fim, os riscos associados
à economia(4,7).
Riscos
Em primeiro lugar no ranking geral das dez maiores
ameaças para os negócios está regulação
e compliance (6,6), seguido pelo vice, corte de custos
(6,3). “A busca por soluções para
as recentes turbulências na economia mundial,
tais como a crise da dívida na Europa e o fraco
desempenho da economia nos Estados Unidos, pode alavancar
ainda mais o temor em relação à
regulação e à necessidade de corte
de custos para minimizar o impacto da crise nos negócios”,
afirma José Carlos Pinto.
Completando a lista, aparecem ainda: gestão
de talentos (6,2), pressão por preços
(6,0), inovação tecnológica (5,9),
riscos de mercado (5,5), intervenção do
Estado na economia (5,3), riscos ligados à responsabilidade
social empresarial (4,9), lenta recuperação
(ou “recessão”, com 4,6) e acesso
ao crédito (4,3).
Entre os fatores que podem aumentar o risco de regulação
e compliance, o estudo aponta pressões regulatórias
– especialmente para setor bancário e o
de biociências, nova legislação
e pressão da opinião pública. Para
minimizar os problemas com regulação e
compliance, a pesquisa aponta investimentos em relacionamento
com o governo e rápida implementação
das novas exigências. “As empresas buscam
ter o Governo como parceiro em novos investimentos,
incluindo projetos de pesquisa e desenvolvimento”,
explicou o sócio.
Em segundo lugar na lista global, a pressão
pelo corte de custos afetará, em 2013, principalmente
o setor da administração pública.
Nesse quesito, o Brasil acompanha Itália, países
do Oriente Médio e Reino Unido, ao classificar
o item como fator de alto impacto. Restrições
legais à flexibilidade de corte de custos e pressões
políticas aumentam os riscos, segundo a análise
da Ernst & Young.
Ao comparar as duas listas (Brasil e global), notam-se
algumas diferenças nas previsões para
2013. Além de gestão de talentos, a inovação
tecnológica, que aparece em quinto lugar na lista
global, é, para o Brasil, mais um ponto de preocupação,
apresentando índice de 7,1 (terceiro lugar).
“Os principais desencadeadores desse fator são
ausência de uma cultura de inovação
e investimentos insuficientes no setor”, comentou
José Carlos Pinto.
O Brasil também difere do ranking mundial quando
se trata de acesso ao crédito: enquanto a previsão
geral para 2013 apresenta um índice de 4,3, o
Brasil tem um índice bem maior, de 5,9. “Apesar
de beneficiados por iniciativas recentes de estímulo,
nossos principais agentes econômicos ainda se
deparam com elevadas taxas (spread bancário)
e burocracia para a obtenção de crédito,
principalmente quando comparamos com o cenário
de economias mais desenvolvidas. Ainda há espaço
para crescimento dos níveis de crédito
em relação ao PIB”, conclui.
Oportunidades
O estudo ainda traz itens destacados pelas companhias
globais como as dez maiores oportunidades para os negócios.
O Brasil, de uma forma geral, é fortemente impactado
pela maioria dos quesitos.
Em primeiro lugar, foi citado pelo estudo da Ernst
& Young a melhora na execução de estratégias
dentro da empresa. Nesse ponto, a ação
mais bem-sucedida é o fortalecimento da comunicação
estratégica. Em segundo, aparecem investimento
em processos, ferramentas e treinamento. Investimento
em TI aparece no estudo em terceiro. Em ambos os casos,
o principal desafio enfrentado por companhias globais
é o orçamento insuficiente para atingir
seus objetivos.
A lista das 10 maiores oportunidades segue ainda com
inovações em produtos, serviços
e operações (4º lugar) e crescimento
da demanda em mercados emergentes (5º lugar). Neste
caso, Brasil, Índia e China – exemplos
de mercados emergentes com grande população
– contribuem diretamente para as oportunidades
encontradas pelas organizações globais.
A lista contém ainda investimento em tecnologia
limpa (6º), excelência na relação
com investidores (7º), novos canais de marketing
(8º), fusões e aquisições
(9º) e parceria público-privada (10º).
Site: http://www.ey.com.br
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