|
Trabalho remoto é
bom para você e para o planeta
03-02-2012
As relações de trabalho caminham cada
vez mais para modelos que valorizam a sustentabilidade
do planeta e a satisfação do funcionário.
É o que mostra o estudo da BSP – Business
School São Paulo “O trabalho flexível
nas empresas” sobre esse processo de transformação,
que é impulsionado, principalmente, pelas tecnologias
da informação.
De acordo com a pesquisa, dentre os 75 trabalhadores
remotos, um total de 77% tem consciência de que
o trabalho a distância contribui para a redução
da poluição, 61% acredita que ajuda na
qualidade de vida das pessoas, além de 46% crer
ser uma forma de trabalho sustentável. Em proporção
menor foram citadas como possível contribuição
do trabalho remoto questões de grande interesse
para as empresas como redução de absenteísmo,
com 32%; redução da supervisão
presencial, 25%; retenção de talentos,
24%; dedicação do profissional, 24%; inclusão
social, 24%; e aumento da produtividade (22%).
Dados que poderiam ser considerados como negativos
para a adoção do trabalho remoto foram
menos citados. Apenas 19% dos respondentes consideram
que esse tipo de trabalho dificulta o controle do funcionário
ou que limita a vida social (13%) ou ainda marginaliza
o colaborador (11%).
Uma em cada três empresas que utiliza o trabalho
remoto apresenta indicadores de satisfação,
como melhoria na qualidade de vida, ganho de tempo,
flexibilidade, melhorias na saúde, diminuição
do stress e valorização pela confiança
depositada. Para Alvaro Mello é apenas uma questão
de tempo e adaptação das empresas aos
novos tempos.
“Há por parte das companhias uma consciência
crescente da necessidade de se criar condições
de trabalho que prezem pelo meio ambiente e pela qualidade
de vida. Além disso, a prática do trabalho
flexível tem se mostrado uma ótima ferramenta
para o rendimento e a produtividade do trabalho”,
afirma.
Conhecimento e aplicação do trabalho
remoto
Para o coordenador do estudo, o tema deve ganhar ainda
mais relevância com a alteração
do artigo 6º da Consolidação de Leis
do Trabalho (CLT), sancionada no final do ano passado
pela presidente Dilma Roussef. Pela nova lei, não
há distinção para os colaboradores
que adotam o trabalho a distância ou o escritório
do empregador.
Se considerarmos a base total de respondentes (150),
praticamente a metade adotou alguma modalidade de trabalho
flexível nos últimos 12 meses. São
pessoas que trabalharam regularmente durante parte do
expediente longe do seu local de trabalho, com acesso
remoto a empresa. Entre as empresas que adotaram, a
prática é verificada em maior proporção,
com 62%, nas empresas com 20 a 40 funcionários.
Já nas organizações com mais de
500 funcionários, que não possuem trabalhadores
remotos, representam a maioria, com 59%.
No universo de 75 trabalhadores remotos, as principais
funções exercidas foram técnicas
(56%), comercial/vendas (47%), administrativas (44%)
e atendimento ao cliente (31%). Ao mesmo tempo, algumas
dessas atividades foram consideradas como não
adequadas para o trabalho remoto como administrativas
(40%), atendimento ao cliente (25%) e funções
técnicas (19%).
Entre as tecnologias adotadas, tanto para o trabalho
tradicional como para o remoto, as mais utilizadas são
a internet com 81%, para os que atuam fisicamente no
escritório e 79% no caso dos teletrabalhadores,
seguido do e-mail/ webmail, 67% e 82% respectivamente;
VOIP com 69% e 67%; smartphone com 56% e 51% e banco
de dados com 46 e 57%.
Cultura Corporativa
O estudo da BSP revela que a preocupação
em gerenciar as tarefas, uma das barreiras para a adoção
das modalidades flexíveis de trabalho, não
se mostrou diferente em relação ao modelo
tradicional. As formas de gerenciamento dos funcionários
e do processo de avaliação, com 95% e
94% respectivamente, parecem ser os mesmos para quem
adota o trabalho a distância, também considerando
a base de 75 respondentes.
A questão da segurança da informação
também preocupa. Mas o que se verificou é
que apenas uma em cada quatro empresas puniu ou desligou
funcionários por uso indevido de internet, e
uma em cada cinco por uso indevido de informação
da empresa.
“Os dados mostram que a adoção
de alguma modalidade de trabalho flexível pelas
empresas parece apenas ser questão de maior difusão,
conhecimento do tema e maior clareza nas questões
culturais dos gestores”, explica Mello.
A utilização do trabalho remoto ocorre
em função de dois principais fatores:
por estratégia da organização e
necessidade dos profissionais, ambos com 45%. Foi verificado
que pouco mais de um quarto das empresas fornece os
recursos necessários (instalações,
mobiliário e telefonia) para o trabalho flexível.
E metade da amostra dos 75 respondentes declarou que
os recursos são tanto da empresa quanto do próprio
trabalhador. Assim, quase um terço dos que trabalham
remotamente usam recursos próprios.
Quando questionados sobre o conhecimento do tema, o
termo teletrabalho foi considerado o menos adequado
citado por apenas 9% dos 150 entrevistados. Já
o trabalho remoto, com 34%, ou trabalho flexível,
com 20%, parecem ser as formas mais adequadas para gerar
o conhecimento sobre o tema, ou até mesmo o trabalho
a distância.
Futuro
De acordo com o professor da BSP, a tendência
de crescimento da modalidade do trabalho remoto nos
próximos meses é alta. “Para 52%
das empresas que utilizam alguma prática de trabalho
flexível a modalidade deve se expandir”,
ressalta o coordenador do estudo.
Segundo ele, a adoção ainda sofre com
o problema cultural das empresas e dos gestores no que
se refere ao controle do trabalho e o despreparo do
trabalhador. “Por outro lado, constatamos que
a grande maioria das empresas reconhece que a produtividade
do trabalhador é igual ou maior no trabalho a
distância”, conclui.
Pesquisa
O levantamento consultou 236 empresas de diversos segmentos
e tamanhos, que mostrou, entre outros, o nível
de conhecimento do tema, os modelos adotados e as principais
vantagens e barreiras do trabalho flexível. Ao
total, foram 150 respondentes, e desse número,
75 são de profissionais que aderem à modalidade.
O estudo foi realizado, entre maio e outubro de 2011,
pelo Centro de Estudos de Teletrabalho e Alternativas
de Trabalho Flexível (Cetel) da BSP, coordenado
pelo Professor Alvaro Mello, também presidente
da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade
(Sobratt).
Links úteis aos usuários
Clique
aqui e compare preços de produtos e serviços
de informática
Clique
aqui e compare preços de centenas de produtos
Matérias relacionadas
- Estudo
aborda mitos da Consumerização de TI
- Profissionais
trabalham além da conta e prejudicam saúde
Leia também
outras matérias da seção Pesquisas:
-
CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob
encomenda
- Estudo
aponta ideias de negócios mais procuradas
-
Estudo detalha presença corporativa nas mídias
sociais
- Estudo
aponta mudanças de hábitos do e-consumidor
- Estudo
mostra como a crise impacta as famílias
- Empresas
já reconhecem vantagens do uso de geomarketing
- Classe
média emergente traz desafios às empresas,
aponta estudo
- Estudo
mostra como empresas pretendem crescer nos próximos
anos
- Brasileiro
está pouco preparado para a aposentadoria
- Empresas
vão investir mais em mídias sociais em
2012
- Estudo
aponta mudanças na experiência de assistir
TV
- Estudo
vê maior vantagem competitiva em empresas que
adotam business analytics
- Estudo
mapeia área de compras nas empresas
- Estudo
traça perfil do empreendedor digital brasileiro
- Executivos
do país não estão prontos para
atuação global
- Executivo
de marketing não sabe agir ante revolução
digital
- Estudo
mostra que investir no cliente dá retorno certo
- Mais
da metade dos gestores não atende expectativas
dos comandados
Clique
Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia
Todas as Últimas Notícias
|