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Cresce número
de fusões e aquisições em tecnologia,
aponta Ernst & Young Terco
04-04-2012
O valor movimentado por fusões e aquisições,
em âmbito global, no setor de tecnologia, cresceu
41% em 2011, mesmo diante da ligeira queda no valor
global desse tipo de operação em outros
setores devido à incerteza econômica. A
cifra alcançou US$ 167,7 bilhões em 2011
(acima dos US$ 119 bilhões verificados em 2010),
apesar do declínio no quarto trimestre. Os valores
de transações realizadas por Private Equity
(PE) subiram 67% durante o ano, contrariando a tendência
de declínio na segunda metade do ano, de acordo
com o estudo Global technology M&A update, divulgado
pela Ernst & Young.
Foram realizados 3.006 negócios em 2011 (contando
duas propostas divulgadas, mas de valor não revelado),
13% superior aos 2.658 verificados em 2010. No entanto,
a quantidade do quarto trimestre apresentou declínio
(pelo terceiro trimestre consecutivo), para 676 negócios,
uma queda de 4% no comparativo anual e de 15% desde
o pico de 794 ofertas verificado no 1º trimestre
de 2011.
O número de negócios do quarto trimestre
do ano passado foi o menor desde o segundo trimestre
de 2010, refletindo o fato de que os negócios
globais em TI não estão imunes aos efeitos
da incerteza macroeconômica que esfriou o cenário
de fusões e aquisições em outras
indústrias.
"As megatendências, como mídias sociais,
mobilidade, computação em nuvem e big
data, têm sido o combustível para um aumento
significativo das fusões e aquisições
globais em tecnologia desde 2009, apesar de um ligeiro
recuo devido a pressões macroeconômicas
no final de 2011. As mesmas pressões sugerem
que o crescimento poderá ser lento em 2012, mas
a perspectiva de longo prazo continua forte devido à
inovação tecnológica disruptiva
em curso", afirma o líder de Fusões
e Aquisições da Ernst & Young Terco,
Ricardo Reis.
Megatendências
Os padrões de negócios realizados em
2011 seguem grandes tendências de tecnologia:
mobilidade, computação em nuvem, redes
sociais e “big data”, entre outras. Isso
gera, como consequência, uma crescente necessidade
de segurança da informação. Sub-tendências
retratam a força irresistível da inovação
disruptiva, responsável pela reestruturação
do setor de tecnologia, permitindo simultaneamente uma
mudança transformadora em outras indústrias.
Grandes negócios
Tendências que vêm se desenvolvendo há
vários trimestres – ou, em alguns casos,
até anos – renderam uma longa sequência
de negócios de bilhões de dólares
em 2011. Trinta e quatro acordos superaram US$ 1 bilhão
em 2011, incluindo oito no quarto trimestre. Empresas
estabelecidas fizeram importantes movimentos de consolidação
e apostaram fortemente em mobilidade (incluindo internet
e vídeo), computação em nuvem e
business intelligence.
Ao mesmo tempo, uma variedade de transações
menores demonstrou a importância estratégica
de certas tecnologias, especialmente redes sociais e
de segurança, assim como tecnologia da informação
na área de saúde, jogos on-line e para
celular e tecnologias de publicidade e marketing. Houve
entre 100 a 150 negócios em cada uma dessas áreas
em 2011, incluindo muitos negócios que englobavam
mais de uma dessas áreas.
Consolidação
A indústria de semicondutores também proporcionou
negócios de valores elevados. Cinco das dez maiores
transações de fusões e aquisições
do ano, no valor combinado de US$ 21,2 bilhões,
envolveram empresas semicondutoras estabelecidas –
tanto como compradoras quanto como adquiridas. Acordos
de reestruturação foram anunciados em
muitos outros setores, especialmente de equipamentos
de comunicações e de computadores, periféricos
e de eletrônicos.
PE
Uma das grandes notícias de 2011 foi o retorno
do envolvimento de fundos de Private Equity (PE) em
transações. A quantidade de transações
com presença de PE tem aumentado a cada trimestre,
chegando ao total de 317 acordos em 2011, 19% superior
ao número de 2010. O valor de negócios
dessas operações, no ano passado, chegou
a US$ 33 bilhões, um aumento de 67% ante os US$
19,7 bilhões verificados em 2010.
Crescimento global
Os negócios transnacionais cresceram em valor,
de US$ 49,4 bilhões em 2010 para US$ 69,3 bilhões
em 2011, com acréscimo de 19% na quantidade de
negócios realizados (de 907 em 2010 para 1.077
em 2011). Mas o número diminuiu nos últimos
dois trimestres em relação aos negócios
nacionais. O ano caminhava para um crescimento ainda
maior de negócios entre países até
que a incerteza macroeconômica retornou na segunda
metade do ano.
Cenários regionais:
• Os negócios nas Américas representaram
pouco mais de metade de todo o número global
de fusões e aquisições em tecnologia
em 2011, evidenciando que esta região continua
desempenhando um papel proeminente.
• O crescimento do número e valor de transações
na região Ásia-Pacífico superou
as médias globais, em um ano de reestruturação
para o crescimento estratégico em mídias
sociais, mobilidade e computação em nuvem.
• Na região EMEA (Europa, Oriente Médio
e África), a Europa ressurgiu como consolidadora
no quarto trimestre do ano, pela primeira vez em cinco
trimestres, com um foco particular regional em computação
em nuvem e mobilidade.
2012
"As operações de fusões e
aquisições em tecnologia proporcionaram
um contraponto ao mal-estar macroeconômico global
que prevaleceu no segundo semestre de 2011. Mesmo assim,
as transações desaceleraram ligeiramente
no último trimestre", afirma Reis. "Olhando
adiante, 2012 poderá ser um ano de crescimento
mais lento para consolidações no setor,
dado o retorno da volatilidade macroeconômica
e o fato de que os negócios já retornaram
ao nível forte nos últimos dois anos.
Além disso, alguns players estarão focados
na integração dos desafios envolvidos
nas grandes apostas feitas em 2011", acrescenta.
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