|
Geração
do milênio se torna menos leal ao empregador
04-05-2012
A recessão econômica obrigou a geração
do milênio, que em 2020 representará 50%
da força de trabalho global, a fazer concessões
(salário, localização, benefícios,
setor de atividade) na busca por emprego. Também
tornou esses profissionais, nascidos entre 1980 e 2000,
menos leais a seus empregadores. Essas são algumas
das conclusões da pesquisa global “Geração
do milênio no emprego – Reformulando o ambiente
de trabalho” da consultoria PwC.
A maioria desses profissionais, 72%, admite ter feito
concessões para conquistar uma vaga em tempos
de desemprego em alta. No entanto, isso tornou-os menos
leais a seus empregadores. Dos que estão empregados,
38% estão procurando um novo posto e 43% estão
abertos a propostas. Outro indicador dessa mudança
é o fato de mais de um quarto dos entrevistados
prever ter seis ou mais empregos ao longo da carreira,
há três anos apenas 10% tinham essa perspectiva.
A pesquisa revela que, embora tenha provocado concessões
em alguns aspectos, a crise acentuou outros atributos
desses profissionais, comos e vê a seguir:
1- Considera a progressão na carreira como principal
prioridade. Para 52% desses profissionais, a possibilidade
de crescer rapidamente dentro da organização
é o principal atrativo num empregador e para
44% é salário competitivo. Para ascenderem,
51% acham que feedbacks frequentes e estruturados são
essenciais.
2- É tecnológica. 41% preferem a comunicação
eletrônica no trabalho em vez do contato pessoal
ou mesmo por telefone. A maioria, 59%, considera o acesso
a modernas tecnologias como um fator importante ao avaliar
uma oportunidade de emprego e mais de três quartos
acreditam que o acesso à tecnologia os torna
mais eficazes. Por outro lado, a tecnologia é
muitas vezes catalisadora do conflito entre gerações
entre os mais dinâmicos e tecnológicos
e os inflexíveis e desatualizados;
3- Dá mais ênfase às necessidades
pessoais do que às da organização
e prioriza o aprendizado e o equilíbrio entre
trabalho e vida pessoal em detrimento de salário.
O benefício que mais valorizam num empregador
é a oportunidade de treinamento e desenvolvimento,
seguido por horário de trabalho flexível
e bônus em dinheiro. Apesar disso, 28% dizem que
o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é
pior do que esperavam antes de ser admitidos;
4- Quer trabalhar em empresas que admira como consumidora.
Em 2008, 88% procuravam empregadores com valores de
responsabilidade social corporativa similares aos seus.
Este índice caiu para 56% este ano, o que indica
que parte da geração do milênio
está disposta a abrir mão desse princípio
por causa das dificuldades que vieram com a crise econômica);
5- Deseja trabalhar no exterior. A experiência
internacional é vital para a carreira, 71% dos
respondentes desejam trabalhar em outro país
em algum momento da carreira. O Brasil está entre
os 20 destinos de intercâmbio mais citados;
6- Vive um conflito de gerações –
apesar 76% se declarar confortável em trabalhar
com profissionais de gerações anteriores
e valorizar os mentores, há sinais de tensão:
38% dos jovens da geração do milênio
afirmam que os membros mais velhos da alta direção
não se relacionam com profissionais mais jovens.
Integrar gerações deve ser, portanto,
tarefa prioritária do RH.
A diferença entre os sexos
A geração do milênio valoriza e
privilegia empregadores com reputação
de igualdade e diversidade, mas a percepção
de 55% desses profissionais é que na prática
as oportunidades não são iguais ainda
que “as empresas falem em diversidade”.
As mulheres se preocupam mais com a disparidade. Entre
elas, 36% acreditam que homens e mulheres são
igualmente tratados nas promoções, enquanto
entre os homens 46% compartilha a mesma opinião.
Como gerenciá-los?
A pesquisa revela que a geração do milênio
deseja poder trabalhar da forma que mais lhe convém.
Isso significa ter maior autonomia sobre onde, quando
e como trabalham. Para 65% dos entrevistados ambientes
com rígida hierarquia e práticas tradicionais
e antiquadas limitam sua capacidade e produtividade.
Eles esperam que as empresas os premiem por resultados
e não pela quantidade de horas ou pela área
em que trabalham e gostariam que os escritórios
fossem lugares para reuniões em vez de local
fixo de trabalho.
A pesquisa indica que existe uma lacuna entre o que
esses futuros líderes esperam do empregador e
o que almejam para sua carreira e o que encontram no
ambiente de trabalho, mas também há fortes
indicativos de como aproximar expectativas e recompensas
para valorizar o talento e o dinamismo da geração
que por muito tempo formará a maior parte da
mão de obra disponível.
Metodologia
Para a 15th Annual Global CEO Survey, foram feitas
mais de 1.200 entrevistas em 60 países durante
o último trimestre de 2011. Dessas, 91 entrevistas
foram realizadas na Europa Ocidental, 440 na Ásia-Pacífico,
150 na América Latina, 148 na América
do Norte, 88 na Europa Oriental e 53 no Oriente Médio
e Ásia.
Links úteis aos usuários
Clique
aqui e compare preços de produtos e serviços
de informática
Clique
aqui e compare preços de centenas de produtos
Matérias relacionadas
- Jornada
dupla influencia saúde de jovens trabalhadores
- Maioria
dos jovens sofre violência psicológica
no trabalho
- Jovem
tem mais dificuldade em encontrar emprego
- Sem
promoção, executivo com até 30
anos quer trocar de emprego
- Leia
também outras matérias da seção
Carreiras & Gestão:
- Estudo
aponta principais motivos para o fechamento de empresas
- Balanços
das empresas confirmam processo de desindustrialização
- Manual
ensina pequena empresa a explorar comércio eletrônico
- Maioria
das empresas apoia mudanças no reconhecimento
de receita
- Saiba
administrar o estresse no ambiente de trabalho
- Técnica
do Hardiness protege contra estresse no trabalho
- Agora,
o patrão quer que o pessoal durma no ponto
- Carência
de empregados pode evidenciar problemas no RH
- Valorização
profissional ajuda a atrair e reter talentos
- Estudo
detalha estilo de liderança da mulher empreendedora
- O
que a mulher deve fazer para alcançar altos cargos
executivos
- Otimizar
tempo garante crescimento profissional aos colaboradores
- Capacidade
de superar dificuldades é essencial na carreira
- Que
tipo de motivação oferecer para reter
talentos
- Crise
mundial altera perfil do diretor financeiro
- Alto
endividamento pode comprometer toda a carreira do jovem
- Hastes
flexíveis podem prejudicar saúde dos ouvidos
- O
verdadeiro líder é o maestro de sua equipe
- Saiba
como a alteridade pode ser trabalhada na empresa
- Líder
precisa exercitar a capacidade de audição
- Falta
estrutura para contratar e receber deficientes
- Perder
o emprego pesa, mas deve ser visto como uma oportunidade
- Uso
errado da web pode afetar a comunicação
corporativa
- Veja
10 piores razões para ser um chefe medíocre
- Educação
financeira é um dos segredos do Casal 100%
Clique
Aqui e Veja Mais Carreiras & Gestão
Leia
Todas as Últimas Notícias
|