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Estudo aponta mudanças
de hábitos do e-consumidor
05-01-2012
Atualmente, quando o negócio é fazer
compras, há uma maior probabilidade de que os
consumidores recorram aos seus computadores, smartphones
e tablets para procurar presentes, conferir recomendações,
comparar preços, acessar cupons online, e, finalmente,
pagar suas compras, de acordo com os resultados da 5ª
pesquisa anual da KPMG International sobre consumidores
e convergência.
O levantamento revela consistências e anomalias
nas preferências dos consumidores, de 31 países,
ano após ano — em relação
a compras online, conteúdo, utilização
de dispositivos móveis e pagamentos via celular
— que sugerem novos rumos para o futuro do comércio
digital e àqueles que concorrem nesse universo,
de acordo com os autores do relatório da KPMG.
“Por cinco anos consecutivos, nossa pesquisa
global de Consumidores e Convergência (Consumers
& Convergence 5, do título em inglês)
demonstra que o ritmo das mudanças de hábitos
de compra, que convergem para a plataforma online, segue
acelerado”, afirma Sean Collins, sócio
da KPMG nos Estados Unidos e líder global da
área de Comunicação e Mídia.
“Os consumidores no mundo todo desejam cada vez
mais adotar novas tecnologias e modelos de negócios
digitais, resultando em grandes oportunidades e riscos
para prestadores de serviços, varejistas, empresas
de mídia, bancos e outros players disputando
um pedaço da cadeia de valor digital.”
Aceleração
Os consumidores demonstraram um aumento no desejo pela
adoção de novas tecnologias e modelos
de negócios. Na pesquisa da KPMG de 2008, 50%
dos entrevistados afirmaram não se sentirem muito
confortáveis com o uso do mobile banking; atualmente,
essa posição se reverteu completamente,
com 66% dos entrevistados dispostos a transformar seus
celulares em “carteira”.
Outro exemplo é a quintuplicação
no número de entrevistados que preferem usar
seus celulares e smartphones para ler notícias,
navegar na internet e fazer compras. Também houve
uma queda em relação ao uso da televisão,
com 51% dos entrevistados agora preferindo assistir
TV e filmes online em seus computadores, e 24%, em seus
smartphones.
“O desejo dos consumidores em adotar novas tecnologias
significa que uma estratégia digital deve ser
um componente central de qualquer negócio nos
setores de varejo, mídia, bancos e prestação
de serviços”, aponta Collins.
Preço e qualidade
Enquanto os consumidores se dizem felizes em adotar
novas tecnologias, estão cada vez mais resistentes
em pagar por serviços e conteúdos on-line
associados. Aumentou o uso de modelos “gratuitos”,
sendo que 73% dos entrevistados confessaram não
querer pagar pelo acesso a conteúdos on-line,
contra 57% no ano passado.
Vale destacar que quase 50% dos consumidores na região
da Ásia-Pacífico (ASPAC) se mostraram
mais propensos a pagar pelo acesso a um site caso a
informação fosse importante e não
estivesse disponível em outros lugares, representando
quase o dobro em relação às Américas
e à Europa. Há uma oportunidade substancial,
no entanto, em relação a dados pessoais
e de uso, à medida que, de modo surpreendente,
os consumidores revelem maior aceitação
de permitir o rastreamento de seus dados.
“Na época de festas de fim de ano, quando
os consumidores estão online ou usando seus celulares
e smartphones, mais de dois terços permitiriam
que sua utilização e localização
online fossem monitorados, desde que obtivessem uma
oferta”, comenta Mark Larson, sócio da
KPMG nos Estados Unidos e líder global da área
de Varejo.
“Essa estimativa avança para mais de
75% em relação aos consumidores entre
16 e 24 anos. Acredito que estas constatações
transmitem uma mensagem importante para os varejistas
— o que determinará vencedores e perdedores
no comércio digital é a apresentação
de razões convincentes para que os consumidores
compartilhem informações sobre si. Quanto
mais direcionada e personalizada for a interação
com o consumidor, mais eficaz ela será”,
acrescenta o executivo.
Os consumidores da região Ásia-Pacífico
estão um pouco mais propensos a ser monitorados,
seguidos pelas Américas e, em terceiro, pela
Europa. A maioria dos consumidores de todas as regiões
prefere a publicidade personalizada. Para prestadores
de serviços de telecomunicações,
telefonia celular e internet, a mensagem ainda é
muito clara: os fatores preponderantes na escolha ou
na mudança de fornecedor são preço
(77%) e qualidade do serviço (78%), em oposição
à escolha do dispositivo (54%) e conteúdo
ou serviços exclusivos (49%).
Futuro
Nas três regiões, as compras online parecem
estar superando consideravelmente as das lojas de varejo
para determinados produtos e serviços. Em relação
à compra de CDs, DVDs, livros e jogos de videogame,
76% dos consumidores das Américas demonstraram-se
mais propensos a procurar lojas virtuais em vez de lojas
físicas; 67%, na região da ASPAC; e 55%,
na Europa. Cerca de 70% dos consumidores das Américas
e da ASPAC tendem a comprar passagens aéreas
e pacotes de viagens on-line, contra 61% de europeus.
A rápida adoção de smartphones
também está representando um papel fundamental
nas mudanças na experiência do consumidor
no universo do varejo. Mais de 38% dos consumidores
usaram seus smartphones em lojas de varejo para acessar
cupons, enquanto 20% os usaram para escanear códigos
QR (QR codes).
Segundo o sócio Mark Larson, os varejistas precisam
considerar e implementar estratégias que lhes
permitam interagir com o mesmo cliente em todas as plataformas
de vendas, assegurando a consistência na experiência
do cliente, independentemente do que esse consumidor
esteja comprando, e se está comprando online
ou na loja.”
Segurança
Apesar da aptidão de adotar novas tecnologias,
bem como a surpreendente disposição dos
consumidores em ter seus dados pessoais rastreados,
a pesquisa mostrou novamente que, a barreira mais significativa
para os novos modelos digitais ainda é a preocupação
relacionada à segurança e privacidade
dos dados. O número de pessoas que se preocupam
com esses assuntos cresceu de 75% para 90%.
Curiosamente, também, a pesquisa demonstrou
uma mudança notável nas empresas em que
os consumidores confiam para gerir seus pagamentos on-line,
sugerindo que o “fator confiança”
desempenha um papel muito mais importante do que nunca
para o futuro do comércio eletrônico e
das transações de pagamento.
Quando questionados sobre em quem mais confiavam em
relação aos seus dados de pagamento, 56%
dos consumidores mencionaram sua instituição
de serviços financeiros, 30% mencionaram sites
de pagamento seguro (como o PayPal), 7% mencionaram
seus revendedores e 6% mencionaram seu prestador de
serviços de Internet.
“O comércio móvel está evoluindo
em direção a um modelo de distribuição
completamente novo, estando tudo em jogo”, afirma
o sócio Collins. “Empresas de telecomunicações,
mídia, varejo, instituições financeiras
e outros prestadores de serviços não podem
presumir que sua reputação anterior é
suficiente para ganhar a confiança do consumidor
ao lidar com dados financeiros e pessoais. Haverá
novos vencedores e perdedores, mas os vencedores serão
aqueles que conquistarem o elemento confiança
da forma correta.”
Brasileiros preferem não pagar por acesso a
conteúdos de sites
Cerca de 76% dos brasileiros entrevistados durante
a pesquisa disseram que não pagam para ter acesso
a conteúdos, demonstrando a preferência
dos internautas pela gratuidade, contra 24% que dizem
pagar por isso, revelou a pesquisa.
Daqueles que optaram pelo não, 64% nunca estariam
dispostos a pagar se um site específico que,
usualmente visitam, passasse a cobrar pelo acesso e
que iriam procurar pelo mesmo conteúdo em outro
similar, aponta o estudo. Outros 30% desembolsariam
dinheiro se fosse importante e se o conteúdo
não estivesse disponível de graça
em qualquer outro lugar; e apenas 7% poderiam considerar
pagar para ter acesso ao conteúdo inteiro do
site.
“A pesquisa aponta uma tendência que é
da cultura do brasileiro de não ter disponibilidade
para pagar para ter acesso a contéudo da internet,
o que não acontece em outros países. Além
disso, eles já admitem receber propaganda em
troca de desconto e gratuidade, mas vale lembrar que
a maioria abre mão dessas vantagem quando o seu
perfil é rastreado de alguma forma ”, explica
Manuel Fernandes, sócio da KPMG no Brasil e líder
para a área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação.
Estudo
O estudo Consumidores e Convergência 5: O estilo
de vida convergente (Consumers & Convergence 5 -
The Converged Lifestyle, em inglês) é uma
pesquisa da KPMG sobre as tendências de consumo
em tecnologia digital, comunicações e
e-commerce, e foi realizado em agosto de 2011, tendo
sido entrevistados 9.600 consumidores na faixa etária
de 16 e mais de 65 anos, em 31 países, incluindo
o Brasil.
As pesquisas foram conduzidas online, exceto na Nigéria
e Arábia Saudita, onde foram realizadas por telefone.
Todos os entrevistados tinham de ter um laptop/notebook,
um tablet, um smartphone ou um telefone celular. Os
dados foram mensurados em relação aos
usuários de telefonia móvel de cada país,
a fim de fornecer uma amostra mais relevante de população.
Os resultados foram comparados entre as regiões
e as faixas etárias, além de pesquisas
de anos anteriores, quando aplicável.
Para ter acesso ao estudo completo (em inglês),
visite o seguinte endereço eletrônico:
www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/consumers-and-convergence/Documents/the-converged-lifestyle.pdf
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