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Endividamento do paulistano
em fevereiro subiu apenas 0,4 ponto porcentual, diz
FecomercioSP
06-03-2012
Os paulistanos têm mantido seus gastos moderados
neste início de ano. A Pesquisa de Endividamento
e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra
que 42,8% das famílias possuem algum tipo de
dívida em fevereiro, frente aos 42,4% apurados
em janeiro. Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP,
a pequena diferença denota estabilidade. Na comparação
com o mesmo período do ano passado, houve queda
de 11 pontos porcentuais (53,8% contra 42,8%).
Nos últimos três meses, a alta da PEIC
foi de apenas 1,5 p.p., sendo abaixo do esperado para
o período. Tradicionalmente, os consumidores
gastam mais por ocasião do Natal e acumulam dívidas
com as tradicionais despesas de início de ano
(IPVA, material escolar etc). Para efeito de comparação,
entre os meses de dezembro de 2010 e fevereiro de 2011
a diferença foi de 8,1 p.p.. Para a Assessoria
Técnica da FecomercioSP, o nível de endividamento
ainda é relativamente controlado e permite que
haja uma expansão.
O número de famílias com contas em atrasos
apresentou crescimento de 1,6 p.p. e chegou a 12,1%.
Entretanto, na comparação com fevereiro
do ano passado, o indicador apresentou queda de 3,2
pontos porcentuais. Dentre as famílias com contas
em atraso, 48,3% delas tem contas vencidas a mais de
90 dias; 25,1% entre 30 e 90 dias; e 22,51% até
30 dias.
A PEIC mostrou também que a proporção
de famílias que acredita não ter condições
de pagar total ou parcialmente suas contas no próximo
mês ficou em 3,9%, apresentando alta de 0,8 p.p.
em relação ao mês anterior. Em fevereiro
de 2011 esse percentual era de 4,4%.
O prazo médio de comprometimento da renda com
dívidas é de mais de um ano para 27,5%
dos paulistanos, entre 3 e 6 meses para 27,4%, entre
6 meses e 1 ano para 21,8% e até 3 meses para
21%.
A pesquisa aponta ainda que 53,8% das famílias
paulistanas têm de 11% a 50% da renda comprometida
com o pagamento de dívidas. Para 23,5% das famílias
endividadas esse comprometimento é menos de 10%
da renda, enquanto que para 18,2% o comprometimento
com o pagamento de dívidas é superior
a 50%.
O cartão de crédito permanece como principal
tipo de dívida, sendo utilizado por 67,5% das
famílias analisadas. Segundo a Assessoria Técnica
da FecomercioSP a popularização do uso
do cartão de crédito tem se expandido
nas classes C, D e E da população.
Oferecidos até mesmo gratuitamente os cartões
podem ser utilizados sem que o consumidor tenha conta
bancária, oferecendo adicionalmente o parcelamento
das dívidas. Contudo houve queda desse percentual
em relação à PEIC de janeiro, quando
sua utilização chegou a 75%.
Em seguida, está a utilização
de carnês (24,5%), crédito pessoal (15,3%)
e financiamento de carro (12,4%).
Na estratificação por renda, a utilização
de carnês como forma de endividamento é
muito maior entre as famílias que ganham até
10 SM (26,2%) do que as que ganham mais de 10 SM (10,1%).
Já entre àqueles que possuem renda superior
a 10 SM, o financiamento de carro, é a segundo
principal tipo de dívida, com 22,2%, enquanto
que as famílias com ganhos menores de 10 SM totalizam
11,3%.
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