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Poupança teve
melhor resultado para abril desde 2007
07-05-2012
Os depósitos em caderneta de poupança
superaram as retiradas em R$ 1,977 bilhão, em
abril, segundo os dados divulgados hoje (7) pelo Banco
Central (BC). Esse foi o segundo mês seguido de
captação líquida (mais depósitos
do que retiradas). Em março, o resultado positivo
chegou a R$ 2,544 bilhões.
No mesmo mês do ano passado, o resultado havia
sido negativo, ou seja, houve mais retiradas do que
depósitos, em R$ 1,762 bilhão. Segundo
a série histórica do BC, o resultado de
abril deste ano é o melhor para o período
desde 2007, quando a captação líquida
ficou em R$ 2,046 bilhões.
No mês passado, os depósitos ficaram em
R$ 96,198 bilhões e as retiradas chegaram a R$
94,22 bilhões. Os rendimentos creditados somaram
R$ 2,345 bilhões e o saldo ficou em R$ 433,321
bilhões.
O relatório do BC se baseia em dados do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)
- que destina 65% dos recursos para financiamento imobiliário
- e da poupança rural. No caso do SBPE, houve
captação líquida de R$ 1,542 bilhão,
em abril. A poupança rural registrou R$ 435,518
milhões.
Atualmente, os valores depositados em poupança
são remunerados pela taxa referencial (TR), acrescida
de juros de 0,5% ao mês. O dinheiro depositado
por menos de um mês não recebe remuneração.
Na última quinta-feira (3), o governo anunciou
mudanças na forma de remuneração
dos depósitos de poupança, mas a nova
regra só será válida quando a taxa
básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao
ano ou menor do que esse patamar.
Analistas do mercado financeiro consultados pelo BC
esperam que a Selic caia para esse patamar (8,5% ao
ano) ainda este mês, no 30 de maio, quando haverá
reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC. A expectativa é que o comitê
reduza a Selic, atualmente em 9% ao ano, em 0,5 ponto
percentual.
Se a projeção dos analistas do mercado
financeiro se confirmar, a poupança terá
rendimento de 70% da Selic mais a TR, a partir do dia
31 de maio, quando passa a valer a nova taxa.
O governo temia a migração de investidores
dos fundos de renda fixa para a poupança, com
uma Selic menor. Esses fundos são formados por
títulos públicos utilizados pelo governo
na rolagem da dívida.
Com a queda da Selic, um fundo de investimento, a depender
da taxa de administração cobrada pela
instituição financeira, pode pagar menos
do que a caderneta. Assim, para que o BC tivesse mais
espaço para cortar a Selic, sem reduzir a demanda
por títulos públicos, foi necessário
fazer mudanças na remuneração da
poupança. (Agência Brasil)
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