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Despesas pessoais pressionaram
inflação oficial em abril, mostra IBGE
09-05-2012
A alta na inflação oficial, medida pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), em abril foi puxada pelo aumento em despesas
pessoais, cuja taxa passou de 0,55% no mês anterior
para 2,23%. As principais pressões partiram dos
itens cigarros, com alta de 15,04% em consequência
do reajuste médio de 25% em vigor a partir de
6 de abril, e salários dos empregados domésticos,
que tiveram alta de 1,86% no período.
O resultado do IPCA foi divulgado hoje (9) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em abril, o índice ficou em 0,64% e registrou
a maior taxa desde abril de 2011 (0,77%).
De acordo com o documento do IBGE, a maioria dos grupos
de produtos e serviços mostrou crescimento nas
taxas de variação na passagem de um mês
para o outro.
Também pesaram mais no bolso do consumidor os
gastos com saúde e cuidados pessoais (de 0,38%
para 0,96%), com a contribuição de remédios,
cujos preços subiram 1,58% em abril, após
reajuste vigente desde 31 de março.
O grupo vestuário, que havia apresentado queda
de 0,61% em março, registrou alta de 0,98% em
abril, com a entrada da nova coleção nas
lojas.
O consumidor também passou a gastar mais com
habitação (de 0,48% para 0,8%), com o
aumento nos preços dos artigos de limpeza, como
sabão em pó (de 0,85% para 1,33%). Os
aluguéis (de 0,45% para 0,82%), o condomínio
(de 0,48% para 1,01%) e a taxa de água e esgoto
(de 0,93% para 0,98%) também subiram com mais
intensidade.
Houve aumento, ainda, no grupo comunicação
(de –0,36% para 0,46%).
Por outro lado, o IPCA diminuiu em transportes (de
0,16% para 0,1%) e artigos de residência (de –0,4%
para –0,79%). Dessa forma, os produtos não
alimentícios atingiram alta de 0,68%, mais do
que o triplo da taxa de 0,2% registrada em março.
Já o índice dos alimentos subiu para
0,51%, o dobro da variação do mês
anterior (0,25%). O destaque foi o feijão do
tipo carioca, cujos preços aumentaram 12,66%.
Entre os índices regionais, o maior foi o do
Rio de Janeiro (0,81%), em consequência da elevação
dos salários dos empregados domésticos
(7,37%). Por outro lado, Goiânia (0,3%) apresentou
o menor resultado do mês, com a influência
dos preços do litro da gasolina, em queda de
2,97%.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se
refere às famílias com rendimento até
40 salários mínimos. O levantamento abrange
nove regiões metropolitanas do país, além
do município de Goiânia e de Brasília.
Para cálculo do índice do abril, foram
coletados preços no período de 29 de março
a 27 de abril, e comparados aos vigentes entre 1º
e 28 de março. (Agência Brasil)
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