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Estudo traz desafios
e oportunidades para investidores institucionais em
2012
11-01-2012
Em face de uma conjuntura econômica desafiadora
e desfavorável, os investidores institucionais
deverão manter seu foco em agilidade, flexibilidade
e eficiência quando se planejarem para o próximo
ano, segundo aponta a Mercer, empresa de prestação
de serviços de consultoria em recursos humanos.
“Mesmo que os políticos consigam manter
as chamas acesas na Europa, tudo indica que 2012 será
um ano em que grande parte do mundo envidará
todos os esforços para alcançar um crescimento
econômico respeitável e a ameaça
de outros choques no sistema financeiro terá
prioridade máxima no pensamento dos investidores,”
comentou em nota Andrew Kirton, diretor executivo de
Investimentos Mundial da Mercer.
Para ele, especificamente nos últimos meses,
a enorme tarefa de desalavancar as economias ocidentais
sem perder a década à mediocridade ou
à falta de crescimento tornou-se claramente evidente.
“Não obstante o pessimismo atual, ainda
assim haverá oportunidades de investimentos a
serem conquistadas. Além disso, os investidores
poderão adotar medidas para gerenciar riscos
que terão um impacto positivo nos resultados
dos investimentos,” acrescentou.
“Por outro lado, os investidores precisarão
mostrar clareza em seus objetivos, ser flexíveis
em relação às perspectivas e adotar
medidas rápidas quando surgirem situações
ao longo de 2012.”
A Mercer acredita que os principais desafios econômicos
e financeiros em 2012 serão:
• Uma melhora na economia dos EUA e o fortalecimento
contínuo das economias nos mercados emergentes
ainda poderão levar a um crescimento global respeitável.
Por outro lado, uma Europa problemática constitui
uma ameaça verdadeiramente real às perspectivas
econômicas globais.
• O primeiro ato da crise financeira na zona
do euro ainda está por vir e a saga continuará
ao mesmo tempo em que os políticos tentam colocar
em prática um modelo de Europa fiscalmente responsável.
• Ações políticas mais coordenadas
das autoridades políticas e financeiras poderão
tranquilizar o sentimento de crise em curto prazo, porém
também poderiam aumentar igualmente as expectativas
de inflação em longo prazo, dado o potencial
de se erguer uma muralha de moeda.
• O setor corporativo deverá se manter
relativamente saudável, mas provavelmente não
ficará imune de falta de crédito e condições
econômicas difíceis.
• O foco em “capitalismo justo” será
maior, incluindo a consideração dos bônus
por capital em relação às atividades
profissionais de diretores comparativamente a agentes
e de equidade intergeracional.
• O escopo de outros choques, vindos de fontes
diversas, ainda permanecerá elevado. Mesmo que
o pessimismo de um crescimento desanimador se dissipe,
a névoa da incerteza provavelmente permanecerá
no ar.
As implicações para os investidores institucionais
que buscam aproveitar as oportunidades que surgirem
desse ambiente são:
• Os eventos continuarão acontecendo rapidamente
– isto sugere que a flexibilidade de portfólio
e os modelos de governança em tempo real terão
uma maior chance de sucesso do que adquirir e manter
estratégias. Divyesh Hindocha, Diretor Global
de Consultoria da área de Consultoria em Investimentos
da Mercer, disse: “Um número maior de investidores
institucionais passarão a adotar uma atitude
de ‘alocação de ativos estratégica
flutuante’, mediante o qual a estratégia
de investimentos evolui e toma formas com o passar do
tempo, visando agarrar oportunidades e explorar as anomalias
da valorização.”.
• A escassez de crédito e o papel cada
vez menor desempenhado pelos bancos na esfera dos empréstimos
oferecerão possibilidades ainda mais interessantes
para que os investidores desenvolvam e ampliem as suas
carteiras de crédito, muito embora algumas dessas
carteiras sejam ilíquidas por natureza.
• Os investidores precisarão usar de critérios
precisos no investimento em títulos soberanos
– eles desejam seguro ou retorno sobre investimento?
Hindocha observou: “Estimamos que mais investidores
deixem de se concentrar na dívida soberana onerosa
e se voltem mais para um leque de variedades corporativas
e com garantias de ativo. Eles poderão ser auxiliados
a fazê-lo através de ‘vendas-relâmpago’
pela desalavancagem de bancos.”.
• O macroambiente será desafiador para
os analistas de ações com o sucesso do
gestor dependendo muito mais do posicionamento geral
que no processo de investimento ascendente. Ainda que
as valorizações de capital não
possam parecer exigentes, a incerteza convergente poderá
muito bem continuar a favorecer as ações
de alta qualidade e de baixa volatilidade.
• Os investidores esperarão maior disciplina
daqueles que empregam seu capital e também procurarão
garantir que os agentes não extraiam ganhos injustos.
A eficiência e a relação entre custo
e benefício serão lemas importantes. Os
honorários por gestão ativa continuarão
a passar por pressão.
• Os investidores procurarão usar escala
como vantagem – para reduzir o custo de investimentos,
bem como exercitar um maior gerenciamento responsável.
• As expectativas de aumento inflacionário
de longo prazo darão lugar à inovação,
com os investidores em busca de fontes de rendimentos
com proteção inflacionária embutida.
As tentativas governamentais para promover os investimentos
em infraestruturas poderão, por conseguinte,
produzir resultados.
• O gerenciamento responsável previdente
exigirá mais foco em risco fundamental (risco
de perda permanente de capital) e menos em volatilidade.
Além disso, as estimativas de ‘ponto’
de retornos não deverão conduzir as decisões,
mas sim um entendimento da potencial distribuição
de retornos futuros.
• Os investidores com uma atitude defensiva deverão
se concentrar mais em empresas com fluxos de caixa visíveis
e sustentáveis – as empresas que provavelmente
serão vencedoras darwinistas do processo de mudança.
Os investidores com um apetite ainda maior por riscos
talvez estejam dispostos a se ocupar das oportunidades
de valor, porém precisarão reconhecer
que os mercados ainda levarão um tempo para recompensar
as oportunidades.
• Os investidores precisarão repensar
suas posições cambiais estratégicas;
os realinhamentos cambiais também poderão
ocorrer em 2012, gerando uma maior avaliação
de compromissos de cobertura estabelecidos.
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