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Contratações
do comércio da região metropolitana de
SP crescem 4,1% em 12 meses
15-05-2012
O saldo de empregados com carteira assinada no comércio
varejista da Região Metropolitana de São
Paulo (RMSP) cresceu 4,1%, no comparativo de fevereiro
deste ano com igual período de 2011. É
o que revela a análise da Federação
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
do Estado de São Paulo (FecomercioSP) referente
aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Neste mesmo período o número de empregados
saltou de 937.466 para 975.970 e registra saldo positivo
de 38.504 vagas.
No primeiro bimestre de 2012, os números de registros
formais acrescidos no comércio da RMSP foram
de 1.531 trabalhadores, sendo 45.537 incorporados ao
mercado e 44.006 desligados. Em janeiro, o setor havia
registrado saldo negativo de 6.552 funcionários
- comportamento bastante comum para esta época
do ano. A tendência de arrefecimento no ritmo
das contratações formais constatada nos
últimos meses segue similar ao comportamento
da produção industrial, que acusou queda
de 3,9% entre fevereiro de 2011 e 2012.
Rotatividade
Em fevereiro, a taxa de admitidos cresceu 4,7% ante
janeiro. Entre os demitidos, o saldo caiu de 5,0% em
janeiro para 4,5% em fevereiro. No segundo mês
do ano, a rotatividade no comércio geral ficou
estável em 4,6% e o segmento que apresentou maior
rodízio de profissionais no intervalo foi o de
Vestuário, Tecidos e Calçados (5,9%),
seguido por Supermercados (5,2%).
De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP,
embora o desempenho percebido na contratação
formal seja de desaceleração nas taxas
de crescimento desde meados do ano passado, é
importante ressaltar que o primeiro trimestre do ano
costuma registrar ritmo de atividade menos pronunciado
em virtude dos inúmeros compromissos financeiros
tanto para empresas quanto consumidores.
Os resultados não podem ser interpretados como
tendência, já que há uma série
de estímulos para manter o nível de consumo
aquecido, bem como a desoneração da folha
de pagamento da indústria. Essa medida deve reverter
o cenário de baixas contratações
no setor e impactar, indiretamente, de forma positiva
a contratação de mão de obra no
varejo.
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